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Legislativas 2015

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Portas acusa PS de ter programa “ultraliberal”

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O líder do CDS-PP voltou a apelar a um Governo maioritário

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, pediu este domingo aos eleitores que deem à coligação PSD/CDS-PP um "Governo maioritário" e acusou o PS de ter um programa "ultraliberal" no que respeita à Segurança Social.

"Nós somos sociais-democratas ou democratas-cristãos e, por isso, temos autoridade para dizer isso: é realmente um programa ultraliberal, que cabe numa folha de Excel, tem muito pouca sensibilidade social, afeta prioritariamente as pensões mais baixas", afirmou Paulo Portas, num almoço de campanha da coligação PSD/CDS-PP no concelho de Mafra, distrito de Lisboa.

O presidente do CDS-PP alegou que a redução temporária das contribuições para a Segurança Social que o PS propõe "afeta também as pensões da classe média de aposentados", e acrescentou: "Parece que foi um grupo de ultraliberais que apanhou o avião de Harvard e aterrou no Largo do Rato, tomou conta deles e é uma aventura muito perigosa".

Antes de introduzir este tema, Paulo Portas referiu que nos seus discursos de campanha para as legislativas de 4 de outubro tem sempre "uma palavrinha inicial para o líder do maior partido da oposição", porque António Costa rejeitou um debate entre os dois na televisão.

Em seguida, voltou a criticar o secretário-geral do PS por declarar que "não se senta à mesa" nem aprova um Orçamento da coligação PSD/CDS-PP, e sustentou que isso deixa o PS "condenado ou à instabilidade ou a acordos com partidos que acham que a saída do euro está ao virar da esquina".

O atual vice-primeiro-ministro considerou que "nenhum dos dois cenários é bom para a economia, para a confiança, para o crescimento, para o investimento ou para o emprego", e pediu aos eleitores que "deem à coligação uma maioria que permita a estabilidade e a governabilidade de Portugal" e "um Governo maioritário".