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Legislativas 2015

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Passos diz que procurará no PS quem dê a cara por reforma da Segurança Social

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Luis Barra

Passos Coelho deu a entender que o objetivo dessa reforma não é diminuir as futuras pensões

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este domingo que procurará no PS quem dê a cara por uma reforma da Segurança Social feita em conjunto com a coligação PSD/CDS-PP que crie confiança entre os futuros pensionistas.

"Uma reforma tem de ser alcançada. E nós iremos fazê-la, e iremos fazê-la em concertação social. E iremos procurar no principal partido da oposição quem possa dar a cara por essa reforma, não para fazer um acordo com o Governo da coligação, mas para fazer um acordo com Portugal, porque é Portugal que precisa dessa reforma", declarou Passos Coelho, num almoço de campanha da coligação PSD/CDS-PP no concelho de Mafra, distrito de Lisboa.

Na sua intervenção, o presidente do PSD deu a entender que o objetivo dessa reforma não é diminuir as futuras pensões: "Nós temos de ter uma reforma da Segurança Social que crie confiança entre todos aqueles que são hoje pensionistas, e todos aqueles que, sendo hoje ativos, amanhã hão de ser pensionistas e que não hão de estar à espera, com certeza, de revisões da Segurança Social para que a sua pensão possa ser diminuída - o que querem é ter a certeza de que aquilo que estão a descontar corresponderá à pensão que hão de vir a receber no futuro".

Sem nada adiantar sobre as alterações que PSD e CDS-PP pretendem fazer no sistema de pensões, Passos Coelho voltou a criticar o secretário-geral do PS, António Costa, por não especificar de que forma pretende poupar com as prestações sociais não contributivas. "O grave não é o maior partido da oposição dizer que defende que haja um maior escrutínio nas prestações que são pagas pela generalidade dos impostos", considerou.

"O mal é ter vergonha de dizer, esconder-se atrás de uma medida para não dizer quais são essas prestações. Nós demos a cara no passado por muitas medidas difíceis que preferíamos não ter tomado, mas nunca na vida nos envergonhámos nem virámos a cara quando tivemos de defender o futuro do país, nem quando as eleições estavam à porta", acrescentou.

Quanto à diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social proposta pelo PS, reiterou que concorda que essa é uma necessidade.
Antes, Passos Coelho disse que é frequentemente abordado na rua por pessoas que lhe perguntam se conseguia viver "com 270 euros de pensão, ou com 350 euros de pensão", e apontou essas pensões como "uma injustiça que foi construída durante muitos anos", salientando que o Governo PSD/CDS-PP atualizou as pensões mínimas "que os outros congelaram".

"Não deixo de me perguntar: como é que em 41 anos de democracia o nosso Estado social não foi capaz de dar uma perspetiva de futuro, e neste caso de presente, hoje, a pessoas que trabalharam tantos anos com tantas dificuldades e que hoje só podem ter essas pensões?", lamentou.

"Esta é uma injustiça que nós temos em Portugal, mas sabem qual é a maior injustiça que pode acontecer? É aqueles que hoje descontam para que os nossos aposentados recebam as suas pensões, no futuro poderem não ter a certeza de receber as pensões a que têm direito", concluiu.