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Legislativas 2015

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Passos Coelho diz que PSD nunca será “oposição ao país”

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Questionado sobre se viabilizará um eventual Orçamento socialista, Pedro Passos Coelho nunca respondeu diretamente, dizendo apenas que o PSD nunca se colocou “como obstáculo” enquanto esteve na oposição

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou este domingo que nunca se colocou como obstáculo ao país no passado e que os sociais-democratas nunca serão "oposição ao país", questionado sobre se viabilizará um eventual Orçamento socialista.

"A melhor resposta que posso dar é convidar os portugueses a ver o comportamento que eu tive quando presidi ao PSD na altura em que era o maior partido da oposição. Nós nunca nos colocámos, eu nunca me coloquei, como obstáculo", afirmou Passos Coelho.

O líder social-democrata nunca respondeu diretamente, mas interrogado sobre se, com base nesse comportamento passado, isso significava um 'sim' a um Orçamento do PS, disse: "A resposta é: o país nunca pode ficar prisioneiro. Nós nunca seremos oposição ao país".

"Hoje, o que estamos a querer é encontrar um resultado destas eleições que permita que o país mantenha esta coligação a governar ainda em melhores condições, porque trabalhámos muito para poder governar em melhores condições para o país, e é esse o nosso objetivo, não é especular sobre o que faremos se perdermos as eleições, é o que vamos fazer se as ganharmos, mas as pessoas sabem como nós nos comportamos, no Governo ou na oposição", afirmou.

O líder do PSD e primeiro-ministro recordou como viabilizou um aumento de impostos no Governo de José Sócrates, pelo qual pediu desculpa aos portugueses, argumentando que o fez para "que o país evitasse um resgate" e sublinhou que houve contrapartidas por essa viabilização, em cortes na despesa, incluindo um corte de 5% nos salários dos políticos. "Ainda hoje os políticos ganham menos 5% do que os restantes funcionários públicos", vincou.

Passos e Portas em campanha em Sintra

Passos Coelho falava aos jornalistas em Sintra, depois de uma ação de campanha em que teve ao seu lado a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, e o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Marques Guedes, candidatos por Lisboa, e a apresentadora de televisão e apoiante do PSD Luísa Castel-Branco.

As declarações aos jornalistas, a marcar o início oficial de campanha, foram feitas no final de um curto contacto com a população, na turística vila do distrito de Lisboa.

Passos Coelho e o líder do CDS-PP, Paulo Portas, chegaram junto ao Palácio da Vila, onde tiraram uma fotografia de grupo nas escadas, com candidatos da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) e depois percorreram os cerca de 100 metros até à pastelaria Piriquita.

"Hoje estamos todos de azul, estamos todos muito CDS", disse Passos na altura da fotografia de 'família', ao constatar que a sua camisa coincida na cor com a de Portas e também com o vestido de Paula Teixeira da Cruz.

Na pastelaria, famosa pelos tradicionais travesseiros de Sintra, Passos e Portas visitaram a cozinha e sentaram-se a conversar com Luísa Castel-Branco e com os candidatos de Lisboa da coligação, em que constavam também vários centristas, como Isabel Galriça Neto, Filipe Lobo D'Ávila, Raúl Almeida, entre outros.