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Legislativas 2015

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Livre/Tempo de Avançar: “Parem de privatizar, já só falta o ar”

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Na foto, Rui Tavares, líder do partido

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Foi este o mote de uma das primeira ações de campanha do Livre/Tempo de Avançar, que começou este domingo no Largo Camões e terminou no Rossio, em Lisboa

"Parem de privatizar, já só falta o ar" foi o mote de uma das primeira ações de campanha do Livre/Tempo de Avançar, que defende que ainda "é possível evitar muita decisão errada a respeito das privatizações".

"Ao contrário do que se diz e se pensa, nem tudo foi privatizado, ainda é possível evitar muita decisão errada a respeito das privatizações", explicou à Lusa José Castro Caldas, terceiro na lista do Livre/Tempo de Avançar em Lisboa, no Largo Camões, o ponto de partida de uma "mini-manifestação" que terminou no Rossio.

Apontando a privatização do sistema de transportes de Lisboa e Porto e até a privatização da TAP como exemplos de processos "perfeitamente reversíveis", Castro Caldas alertou para a necessidade de colocar "limites" nas privatizações.

"Podemos evitar que sejam privatizadas coisas que nem imaginamos que algum dia o possam ser, a imaginação de quem defende as privatizações não tem limites e há quem defenda a privatização das praias", disse, sublinhando que "as privatizações não levam a lado nenhum" e que "falta só quem defenda a privatização do ar".

Assim, no dia do arranque oficial da campanha para as legislativas de 4 de outubro, os candidatos do Livre/Tempo de Avançar José Castro Caldas e Isabel do Carmo (cabeça de lista em Setúbal), acompanhados por cerca de três dezenas de apoiantes, entre os quais Daniel Oliveira, desceram o Chiado até ao Rossio, distribuindo panfletos com o alerta: "Cuidado com as privatizações".

Segundo Castro Caldas esta ação foi uma forma "de chamar a atenção para um processo que tem de ter limites". "As privatizações em si mesmo não cumprem qualquer objetivo que seja realmente importante do ponto de vista da economia nacional".

"O Governo gaba-se de ter privatizado 10 mil milhões de euros durante estes quatro anos, mas esse valor é muito parecido com o valor que anualmente o Estado paga de juros pela dívida", argumentou.

Ou seja, continuou, "é uma gota de água que não resolve qualquer problema na questão do endividamento" e, por outro lado, "priva o Estado de receitas através dos dividendos que deixa de receber".