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Legislativas 2015

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Estados Unidos vão receber mais 15 mil refugiados no próximo ano

Getty

O Governo americano já tinha anunciado que ia receber mais refugiados, mas ainda não tinha avançado números concretos. Fá-lo agora, depois de ter sido pressionado pela comunidade internacional e organizações não-governamentais

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Os Estados Unidos vão acolher 85 mil refugiados em 2016, mais 15 mil do que estava previsto. Em 2017, esse número subirá para 100 mil. O anúncio foi feito este domingo pelo secretário de Estado norte-americano John Kerry.

Kerry, que se encontrava em Berlim para discutir a situação da crise dos refugiados sírios com o seu homólogo alemão, Frank Walter Steinmeier, disse ainda que os Estados Unidos estão dispostos a receber refugiados de todas as nacionalidades, e não apenas sírios. "Esta decisão vai ao encontro daquela que é a melhor tradição americana enquanto país de segundas oportunidades e farol de esperança", referiu, citado pelo jornal norte-americano "Washington Post".

Os Estados Unidos já tinham anunciado que iam receber mais refugiados, mas ainda não tinha avançado números concretos. Fazem-no agora, depois de terem sido pressionados pela comunidade internacional e organizações não-governamentais, que exigiam que o país reforçasse o seu papel no alívio da crise dos refugiados que todos os dias tentam chegar à Europa.

Apesar de a Administração Obama poder decidir se vai ou não receber refugiados, e quantos, precisa do aval do Congresso por causa das quantias avultadas envolvidas no processo de transferência e acolhimento. Os refugiados que dar entrada no país foram selecionados a partir de listas cedidas pelo Alto-Comissário das Nações Unidas.

Mais de 4 milhões de refugiados deixaram a Síria desde o início da guerra civil no país, em 2011. A maioria tem seguido em direção à Europa, Médio Oriente e Norte de África. Desses, apenas cerca de 1600 chegaram aos Estados Unidos, segundo gráficos divulgados pelo Departamento de Estado americano e citados pela revista "Time".