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Promessa de Passos: “Não vou comentar sondagens”

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Luis Barra

A garantia foi dada no último dia de pré-campanha, para evitar parecer "um disco riscado". Não é por não saber fazer comentário político, explicou Passos - mas não é a sua função

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

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Jornalista da secção Política

Luís Barra

Luís Barra

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Fotojornalista

Um dia depois de terem sido conhecidas três sondagens com resultados para todos os gostos (PaF muito à frente do PS, PS ligeiramente à frente mas com menos deputados, PaF ligeiramente à frente), Pedro Passos Coelho respondeu às perguntas dos jornalistas com uma promessa. "Não vou comentar os resultados que as sondagens que todos os dias vão aparecer podem pressupor para o dia das eleições, nem cenários pós-eleitorais. Nunca fiz e não vou fazer."

A garantia, diz o líder do PSD, vale até ao dia das eleições, "para não fazermos um disco riscado, que é fazerem-me uma pergunta e eu responder sempre que não vou fazer comentários de sondagens."

Mesmo quando questionado sobre o estudo de opinião publicado este sábado pelo Expresso, segundo o qual pode dar o caso inédito de um partido vencer as eleições, mas outro ter mais mandatos no Parlamento, Passos manteve a recusa.

"As sondagens têm a sua importância, dão-nos indicações sobre como as pessoas vão reagindo e vão seguindo a campanha eleitoral, e quanto mais nos aproximamos das eleições mais os seus resultados têm indicação mais útil, porque as pessoas respondem pensando cada vez mais no ato eleitoral em si. Portanto, quanto melhores resultados apresentarem para nós, melhor, quanto piores forem os resultados pior."

"Não é que eu não saiba fazer comentários"

Em declarações aos jornalistas que acompanham a caravana Portugal à Frente, em Tomar, o líder social-democrata ainda acrescentou uma explicação sobre as suas capacidades e quais são ou não são as suas funções. "Eu não sou comentador, não sou analista, não é que eu não saiba fazer comentários ou análise política, mas não é a minha função. A minha função é pedir aos portugueses que façam a melhor escolha que corresponde ao seu desejo para o futuro do país e transmitir-lhes a minha visão do país. Eles depois escolherão."

Passos Coelho frisou ainda a importância de a 4 de outubro haver um resultado que garanta estabilidade. "Precisamos de ter estabilidade política e aproveitar as nossas energias para construir e andar para a frente e não para andar às voltas a ver como havemos de fazer governos." Curiosamente, nenhuma sondagem indicia a possibilidade de sair das eleições uma maioria absoluta de qualquer dos lados.