Anterior
FMI: Carstens é candidato
Seguinte
Duas renúncias à liderança do FMI
Página Inicial   >  Economia  >   Lagarde: "Não sou a candidata da Europa nem da França" ao FMI (vídeo)

Lagarde: "Não sou a candidata da Europa nem da França" ao FMI (vídeo)

"Sou a candidata do conjunto dos 187 membros do Fundo", afirmou a ministra da Economia francesa à margem da assembleia anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que termina hoje em Lisboa. (Vídeo SIC no fim do texto)
Lusa |

A ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, afirmou hoje em Lisboa que não é "a candidata da Europa nem da França ao Fundo Monetário Internacional" (FMI), mas do conjunto dos membros da instituição.

"Sou a candidata do conjunto dos 187 membros do Fundo", afirmou Christine Lagarde numa conferência de imprensa após um almoço com dirigentes e responsáveis africanos. Christine Lagarde prometeu respeitar os princípios da diversidade e da representatividade se for eleita para o FMI, pois são esses valores que fazem "que cada país membro se sinta em casa no Fundo".

O almoço decorreu à margem da assembleia anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que termina hoje na capital portuguesa.

Apoio africano à candidatura


O apoio africano à candidatura de Lagarde ficou explícito com duas declarações curtas no início da conferência de imprensa, feitas pelo ministro das Finanças da República Democrática do Congo, Ponyo Matata, em nome da trinta de países africanos do FMI, e pelo seu homólogo da Costa do Marfim, Charles Dibi Kofi, em nome da União Económica e Monetária da África Ocidental.

Christine Lagarde recordou que efetua em Lisboa, onde está apenas durante cerca de cinco horas, uma escala de contactos internacionais que a levou ao Brasil e, já esta semana, à China e à Índia e que prossegue no sábado na Arábia Saudita.

"Deus escreve direito por linhas tortas, como diz um provérbio português", afirmou Christine Lagarde, sentada à mesma mesa do ministro português, Fernando Teixeira dos Santos.

"Sinto-me um pouco como Ulisses, fundador de Lisboa, que chegou aqui depois de uma grande viagem e foi bem acolhido", comentou Christine Lagarde perante as dezenas de convidados.

Lagarde "muito, muito confiante" 


Christine Lagarde declarou-se "muito, muito confiante" na sua eleição para a direção do FMI, sublinhando que vários países "mantêm a sua opinião reservada" até ao fim do prazo para apresentação oficial de candidaturas, que termina hoje.

"Um mandato não é uma questão matemática nem de países desenvolvidos de um lado e países emergentes do outro", afirmou também a ministra francesa, que pretende "um consenso tão alargado quanto possível" na escolha do diretor geral.

"A escolha do novo diretor devia ser transparente e baseada no mérito", defendeu também Christine Lagarde.

A ministra francesa prestou também homenagem ao trabalho do seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn, afirmando que se for eleita quer "continuar a evolução" do FMI.

Strauss-Kahn demitiu-se em maio após ter sido acusado de crimes sexuais em Nova Iorque (EUA), onde aguarda julgamento após ter sido libertado sob fiança.



Opinião


Multimédia

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 1 Comentar
ordenar por:
mais votados
Assim é que é falar, minha senhora!
Ela enfrenta as dificuldades sem medos!

Não é candidata de minorias, é a candidata do Mundo!!

Gostei!
Comentários 1 Comentar

Últimas


Pub