16 de abril de 2014 às 14:08
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Lagarde: "Não sou a candidata da Europa nem da França" ao FMI (vídeo)

"Sou a candidata do conjunto dos 187 membros do Fundo", afirmou a ministra da Economia francesa à margem da assembleia anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que termina hoje em Lisboa. (Vídeo SIC no fim do texto)
Lusa

A ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, afirmou hoje em Lisboa que não é "a candidata da Europa nem da França ao Fundo Monetário Internacional" (FMI), mas do conjunto dos membros da instituição.

"Sou a candidata do conjunto dos 187 membros do Fundo", afirmou Christine Lagarde numa conferência de imprensa após um almoço com dirigentes e responsáveis africanos. Christine Lagarde prometeu respeitar os princípios da diversidade e da representatividade se for eleita para o FMI, pois são esses valores que fazem "que cada país membro se sinta em casa no Fundo".

O almoço decorreu à margem da assembleia anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que termina hoje na capital portuguesa.

Apoio africano à candidatura


O apoio africano à candidatura de Lagarde ficou explícito com duas declarações curtas no início da conferência de imprensa, feitas pelo ministro das Finanças da República Democrática do Congo, Ponyo Matata, em nome da trinta de países africanos do FMI, e pelo seu homólogo da Costa do Marfim, Charles Dibi Kofi, em nome da União Económica e Monetária da África Ocidental.

Christine Lagarde recordou que efetua em Lisboa, onde está apenas durante cerca de cinco horas, uma escala de contactos internacionais que a levou ao Brasil e, já esta semana, à China e à Índia e que prossegue no sábado na Arábia Saudita.

"Deus escreve direito por linhas tortas, como diz um provérbio português", afirmou Christine Lagarde, sentada à mesma mesa do ministro português, Fernando Teixeira dos Santos.

"Sinto-me um pouco como Ulisses, fundador de Lisboa, que chegou aqui depois de uma grande viagem e foi bem acolhido", comentou Christine Lagarde perante as dezenas de convidados.

Lagarde "muito, muito confiante" 


Christine Lagarde declarou-se "muito, muito confiante" na sua eleição para a direção do FMI, sublinhando que vários países "mantêm a sua opinião reservada" até ao fim do prazo para apresentação oficial de candidaturas, que termina hoje.

"Um mandato não é uma questão matemática nem de países desenvolvidos de um lado e países emergentes do outro", afirmou também a ministra francesa, que pretende "um consenso tão alargado quanto possível" na escolha do diretor geral.

"A escolha do novo diretor devia ser transparente e baseada no mérito", defendeu também Christine Lagarde.

A ministra francesa prestou também homenagem ao trabalho do seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn, afirmando que se for eleita quer "continuar a evolução" do FMI.

Strauss-Kahn demitiu-se em maio após ter sido acusado de crimes sexuais em Nova Iorque (EUA), onde aguarda julgamento após ter sido libertado sob fiança.


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Assim é que é falar, minha senhora!
Ela enfrenta as dificuldades sem medos!

Não é candidata de minorias, é a candidata do Mundo!!

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