A diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou hoje que nenhum país está imune à crise europeia e que a reforma financeira de Itália é a chave para reduzir o seu impacto sobre a economia mundial.
A responsável considera que a Itália necessita de restaurar a estabilidade política e implementar reformas financeiras para melhorar a situação de crise na zona euro e minimizar o seu impacto mundial.
Depois de encontros com membros do Governo do Japão, Lagarde manifestou preocupações acerca das consequências da crise europeia, em particular sobre a Ásia, realçando que todos os países estão interligados e que o Japão, como nenhum outro país, pode estar imune à situação atual.
A diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que foram alcançados "progressos significativos" na situação política grega e italiana.
"O que de desejamos no seio do Fundo Monetário Internacional é uma estabilidade e clareza políticas nesses países. Penso que progressos significativos foram alcançados", salientou Lagarde em declarações aos jornalistas em Tóquio.
"Congratulo-me com a nomeação do primeiro-ministro Lucas Papademos"
"Congratulo-me com a nomeação do primeiro-ministro [grego] Lucas Papademos, que conheço bem e com o qual poderemos retomar os trabalhos sobre o pagamento da sexta tranche (8 mil milhões de euros) e depois sobre as relações entre o FMI e a Grécia", disse.
"O presidente do conselho [Berlusconi] anunciou a sua intenção de deixar o lugar e suponho que uma nomeação surgirá nos próximos dias, o que será um sinal de clarificação e credibilidade das instâncias políticas, o que é um dos elementos fundamentais de estabilização da situação em geral", considerou.
O ex-comissário europeu Mário Monti é apontado como o sucessor de Sílvio Berlusconi. "Conheço bem Mário Monti, por quem tenho muita estima e respeito, penso que é um nome de grande qualidade com o qual sempre tive um diálogo frutuoso e extremamente quente", concluiu.