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Lá vamos, poupando e rindo

O Alandroal tem 6187 habitantes, um funcionário municipal por cada 28 habitantes e 4525 euros de dívida acumulada por habitante, nos últimos dez anos. O Alandroal é Portugal.

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 28 de outubro de 2010

1 Sejam bem-vindos ao Alandroal. Um concelho alentejano lindíssimo e de que recomendo a vila de Terena e uma visita ao seu castelo. Agora, alguns dados sobre o Alandroal: o concelho tinha, no censo de 2006, exactamente 6187 almas (infelizmente, é provável que o número tenha diminuído e não aumentado). Para assistir devidamente os seus 6187 habitantes, o concelho tem nada menos do que dezasseis freguesias e a Câmara Municipal emprega 220 funcionários, mais a vereação - ou seja, um funcionário camarário para cada 28 habitantes. Para poder alimentar este exército camarário seria de supor que a Câmara gozasse de uma privilegiada situação a nível de receitas. Não, infelizmente: segundo nos informa o "Diário de Notícias", o município sobrevive "praticamente sem receitas próprias", que não as que recebe das transferências do Orçamento do Estado. Uma visita à terra mostra-nos porquê e explica-nos que há bens que vêm por mal: lá isolado, em plena planície, longe da costa e de Alquevas, o município não pode acrescentar às verbas do OE as que resultariam do imposto municipal sobre imóveis referente a urbanizações e aldeamentos turísticos, marinas e campos de golfe que não tem. O Alandroal está assim preservado dos PIN e do desvario urbanístico e paga por isso um preço, pois que a lógica do ordenamento do território em vigor estabelece que quem mais constrói, quem mais construção autoriza, mais dinheiro tem.

O Alandroal vive, pois, exclusivamente à custa dos contribuintes. Note-se: não são os habitantes (que, esses gozam de outros apoios sociais): é o próprio concelho. Ora, isto é meio caminho andado para a desgraça e para a irresponsabilidade: é sabido que quem vive de gastar o que não tem, não lhe dá o devido valor. Não admira, pois, que, entre 2001 e 2009 e ao ritmo de três milhões por ano, o concelho tenha acumulado uma dívida de 28 milhões de euros (4525 por habitante, a acrescer aos cerca de 13.000 que cada português deve em nome da República). Em 2008, o município, liderado por um socialista, excedeu em dois milhões os limites de endividamento fixados na lei, e, em 2009, ano de eleições autárquicas, triplicou a derrapagem, ultrapassando em mais seis milhões os limites legais de endividamento. Chegou agora a factura: conforme estabelecido, a lei penaliza o seu endividamento além dos limites, cortando-lhe 10% nas transferências do OE. O novo presidente da Câmara queixa-se, e com razão, de "estarem a ser penalizados por decisões tomadas no passado". E queixa-se, sem razão, de que, se o Governo aplicar a lei, não terá dinheiro para pagar os subsídios de Natal à sua legião de funcionários. E não vê outra solução que não a de cortar no "que não é fundamental: iluminações de Natal, festas, horas extraordinárias e ajudas de custo". Realmente, pensando que temos mais de 300 municípios e alguns deles na mesma situação do Alandroal, também não vejo outra solução... Só não percebo é por que razão foi preciso esperar até quase ao final do ano para se darem conta... das contas. E, francamente, custa-me a entender como é que, com um funcionário por cada 28 habitantes, ainda é necessário pagar horas extraordinárias, e como é que, com 4525 euros de dívida pesando nas costas de cada munícipe, ainda sobra dinheiro para festas.

Se quer saber como é que chegámos onde chegámos, à iminência da bancarrota, é fácil: o Alandroal é Portugal.

2 Revolta nos magistrados: o OE vai-lhes reduzir em 20% o extraordinário subsídio de renda de casa - e isto depois de uma ameaça, não concretizada e que lhes seria bem mais onerosa, de passar a taxar o dito subsídio no IRS, à semelhança do que sucede com todas as remunerações complementares de todos os outros trabalhadores do país.

Apreensão nas forças de segurança (PSP e GNR): será que vão perder coisas como o subsídio de esquadra e o de patrulha, o de turno e o do chefia, pagos mesmo quando estão de baixa?

Pânico entre os atletas de alta competição: os prémios recebidos do Estado por medalhas internacionais podem também vir a pagar IRS.

Desaforo entre os escritores e demais artistas: IRS também para os prémios literários - o que, segundo o presidente da SPA, José Jorge Letria, pode "desincentivar a criação literária" (o Tolstoi nunca teria escrito "Guerra e Paz" se soubesse que teria de pagar imposto sobre os prémios que nunca recebeu...).

Alívio entre os artistas bolseiros da Gulbenkian: a extinção do Serviço de Belas-Artes lançou o terror entre os artistas, até a Gulbenkian esclarecer que extinguia o serviço, mas mantinha os apoios. Comentário de um artista, aliviado: "a extinção dos custos com o pessoal dos serviços é uma boa medida". (Felizmente, quem se lixa são os outros...).

Lamento do sector cultural do "Público": a "música popular" não goza dos apoios do Estado para se internacionalizar (três páginas de choradinho, vários artistas populares ouvidos, mas não alguns como a Mariza ou a Ana Moura, que não precisaram de dinheiros públicos para se internacionalizar).

3 Gaba-se o governador civil de Viana do Castelo de ter desconvencido o então primeiro-ministro Durão Barroso a taxar a A-23, levando-o a viajar pela estrada nacional alternativa: "Levámos 40 minutos a mais!". Talvez haja bons argumentos para as SCUT, que eu não alcanço, mas este não é certamente. Claro que se demora menos tempo pela auto-estrada e é para isso que elas são feitas. Mas, se isso é argumento para serem grátis, porque não é grátis também uma consulta médica no privado, sabendo-se que no público se espera muito mais tempo?

4 O comboio na Ponte 25 de Abril é uma ruína económica (agravada pelo contrato da respectiva PPP, como sempre). O metro do sul do Tejo é outra ruína. Aparentemente, ambos foram feitos para clientes que não existem - o destino reservado ao TGV para Madrid. Os clientes, que são e querem continuar a ser automobilistas, reunidos numa 'Comissão de Utentes da Ponte 25 de Abril', reclamam agora portagens grátis, com o argumento de que "a ponte já está paga". E o Museu do Vaticano, não está? E a Torre Eiffel?

5 A EasyJet vai instalar uma base operacional para toda a Europa no aeroporto da Portela - sim, esse mesmo, o que já está saturado. O Governo rejubilou por a defunta Portela ter sido escolhida entre 57 alternativas estudadas, os contribuintes vão apoiar a operação financeiramente, a ANA vai fazer preços especiais à EasyJet e entregar-lhe o Terminal-2. Depois, se a loucura de Alcochete for avante, a TAP vai ser obrigada a deslocar-se para lá e dali concorrer com a EasyJet e outras low cost instaladas na Portela e que recusarão mudar-se para Alcochete e pagar taxas mais altas para ficar mais longe da cidade. Anotem a minha previsão: a TAP irá à falência, o novo aeroporto não será rentável, o custo da PPP para o tal "aeroporto sem custos" será incomportável para o Estado e as low cost ficarão sozinhas a gozar a Portela à vontade. A ver vamos.

6 O Estado espera vender o BPN a algum distraído por 200 milhões. E, para o conseguir, vai lá despejar mais 400 milhões, a juntar aos 4000 milhões que aquele negócio de bandidos já nos custou. Esta absurda e continuada teimosia, se tem sido evitada desde o início, ter-nos ia poupado muitos impostos e muitos sacrifícios. Raramente uma decisão de política económica se revelou tão precipitada, tão errada e tão ruinosa para o país. Que mais, quantos mais milhões ainda, serão necessários para pôr fim ao que apenas parece ser agora a vaidade que impede de reconhecer o erro e estancar de vez a hemorragia.

Texto publicado na edição do Expresso de 23 de outubro de 2010

 

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makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 1:03 | Quinta feira, 28 de outubro de 2010
Realmente, o Alandroal é Portugal.

No entanto, há um factor humano no desterro do Alandroal. É que, nessas terras esquecidas dos olhares glutões dos especuladores, para a população que não emigra ou vive da escassa agricultura, a única saída é arranjar um emprego na Câmara ou nas Juntas de Freguesia.

Há portanto uma diferença entre os desgraçados que não têm empregos nas terras onde nasceram, e a cambada de "encostados" que temos em Lisboa, em institutos e comissões de utilidade duvidosa.

O estado gordo na província, por vezes é subsistência de famílias.
Na capital, na maioria, é exploração e chico-espertice.
 
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Para a história
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:40 | Domingo, 31 de outubro de 2010

Num congresso internacional de medicina.

O médico alemão diz:
              Na Alemanha, fazemos transplantes de dedo. Em 4 semanas o paciente
está procurando emprego.

O médico espanhol afirma:
              A medicina espanhola é tão avançada que conseguimos fazer um
transplante de cérebro.. Em 6 semanas o paciente está procurando
emprego.

    O médico russo diz:
              Fazemos um transplante de peito. Em 1 semana o camarada pode procurar
emprego.

O médico grego disse:
              Temos um trabalho de recuperação de bêbados. Em 15 dias o indivíduo
pode procurar emprego.

  O médico português diz orgulhoso:
              Isso não é nada! Em Portugal, nós arranjamos um homem sem cérebro,
sem consciência, sem peito, mentiroso, corrupto, e elegêmo-lo primeiro
ministro.
Em 3 anos o país inteiro está quase todo à procura de emprego.

 
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    Re: Para a história    Ver comentário
RenewFersal (seguir utilizador), 1 ponto , 21:35 | Segunda feira, 1 de novembro de 2010
    Re: Para a história    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:37 | Segunda feira, 1 de novembro de 2010
Resumindo o essencial
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:27 | Quinta feira, 28 de outubro de 2010
Concordo consigo: com um funcionário para 28 habitantes e uma tal dívida acumulada nos últimos 10 anos, também me parece que não deverá haver lugar para o extraordinário e para o supérfluo. O caso do Alandroal exemplifica bem a situação a que chegou o país e a necessidade de mudar de rumo.

Conceição Pereira
 
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Re: Lá vamos, poupando e rindo
violas11 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Sexta feira, 29 de outubro de 2010
Sou seu leitor habitual há muitos anos.E gosto do que leio, se excluir as crónicas futebolistícas.Não consigo esquecer o artigo que escreveu antes do Manchester/Porto do ano em que o seu Clube foi Campeão da Europa com todo o mérito.Quanto a este artigo mais uma vez evidência a oportunidade,clarividência e acutilância que se espera de um jornalista de opinião.De facto o Estado paternalista que temos é um sorvedouro de dinheiro inacreditável.Tanto quer tomar conta dos cidadãos que os desgraça.Dá-lhes escola,saúde,segurança social,emprego,estádios.estradas sem que algúem lhe tenha pedido isso tudo.É tempo de darem mais autonomía a cada um,de darem espaço para as pessoas se tornarem responsáveis ,de ser possível individualmente resolver problemas.Sempre me fez confusão como é possível as Autarquias terem um acesso tão fácil ao crédito.Desconfio que a banca empresta porque sabe que algúem vai pagar.E esse algúem é sempre o mesmo - "o Zé ". Vou continuar a lê-lo e gostava de um dia qualquer trocar umas impressões àcerca de futebol.
 
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Votar com a barriga
Jorge Duque (seguir utilizador), 1 ponto , 19:20 | Sexta feira, 29 de outubro de 2010
Ainda hoje saiu uma sondagem que dá 40% ao PSD e 26% ao PS!!!
De um momento para o outro o PS cai escandalosamente. E isto sem que o governo se tenha tornado mais incompetente ainda.
A explicação é esta: aconteceu porque o Governo atacou a bolsa dos votantes fortemente.
Como você tão bem descreve, digo também: é isto o povo português, pensa e vota com o estômago. Está-se nas tintas para o futuro e para as próximas gerações.
Nós estamos a pagar o egoísmo dos nossos pais e os nossos filhos pagarão o nosso egoísmo.
 
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    Re: Votar com a barriga    Ver comentário
RenewFersal (seguir utilizador), 1 ponto , 21:39 | Segunda feira, 1 de novembro de 2010
O ALENTEJO...
gaivota 49 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:12 | Sábado, 30 de outubro de 2010
Esta é uma historia minha,porque nada tenho com a política,não me interessa nem nunca me interessou.
Há três anos atrás,não sei porque inspiração,resolvi percorrer o Alentejo.
Sei que fiz em 2 meses 5 mil quilómetros de carro, e percorri todo esse imenso território.
Perdía-me emtudo quanto era sítio,mas não fazía mal,eu quería chegar a um lugar que imaginei...
Hospedei-me em sítios fantásticos,como outros,em que ás 5 da manhã sem conseguir pregar olho pela torneira que pingava na casa de banho,metía-me á estrada,e aí sim,tive o encantamento de ver o amanhecer em planícieis...
Adorei o Alqueva,que lago soberbo,maravilhoso.
Mas não encontrei o lugar onde eu quería morar,porque a paisagem existe,mas não existe uma coisa em Portugal,a o respeito pels Liberdade dos outros.
 
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A alandroagem do costume...
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 13:05 | Segunda feira, 1 de novembro de 2010
Acheguem-se que ainda vêm a tempo. Tragam lá escritura do barracão ou da casota do cão. Nós encarregamo-nos de avaliar por uns milhões: construção em altura, estão a ver?

O negócio é muito simples. daqui por uns dias o estado vai injectar mais umas centenas de milhões de euros. Quando se fala de centenas de milhões, mais cem pra frente ou para trás, não faz diferença nenhuma. Então é assim, você arranja uma escritura de uma coisa qualquer que não lhe faça falta, por muito mixuruca que seja, de seguida traz cá para nós avaliarmos. Ora os enganos acontecem e, nós, em vez de avaliarmos pelo valor correcto enganamo-nos com mais um zero ou dois, enfim, trocamos a virgula pelo ponto. Nós hipotecamos o dito cubículo e fazemos-lhe um empréstimo. Um empréstimo para um negócio que, azar dos azares, lhe correu mal. A empresa fornecedora em vez de lhe fornecer os equipamentos abriu falência e transferiu o dinheiro para um paraíso fiscal e você nem faz ideia em nome de quem esteja e não tem dinheiro para um detective ou advog... Tá a ver o filme.

Venha, está tudo organizado, nós já temos experiência nisto, tem é que ser rápido...
 
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Lá vamos cantando e rindo....1
ana51 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:45 | Sexta feira, 5 de novembro de 2010
É isso, Miguel. O Alandroal é, de facto, Portugal. Mas o Alandroal também não merece esta confrangedora crónica de M.S.T. É pena que só tenha visto metade da “estória” desse Alandroal. E logo vc que foi um dos que me acostumou a ser exigente com políticos e escribas e a não gostar nada de ficar pela superficialidade da matéria jornalística.
A autarquia é o maior empregador do concelho. 220 funcionários para 6.187 habitantes.
E porque será assim??
Desafio-o a fazer um trabalhinho, mais sério, sobre a área territorial do concelho e as características da população, incluindo composição e rendimento dos agregados, idade média e nível habilitacional dos habitantes e a reflectir sobre as razões da desertificação humana.
E, sobretudo, convinha também que nos dissesse quantos são e por onde andam os proprietários das herdades situadas no concelho do Alandroal, que tipo de “projectos agrícolas” desenvolve cada um desses sujeitos e quantos postos de trabalho oferecem anualmente, quer directamente na agricultura ou em qualquer actividade industrial decorrente do que (não) produzem. Garanto-lhe que faz isso com uma perna às costas!
 
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cont2
ana51 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:46 | Sexta feira, 5 de novembro de 2010
Sim, porque honra seja feita a apenas a dois ou três desses indivíduos, facilmente identificáveis por quem passa pelas estradas e vê as plantações verdejantes, (que o Alqueva, ao contrário do que diz MST, já chega ali ao concelho - Capelins, Rosário e Juromenha), convinha que indagasse quantos “dinâmicos empresários agrícolas” tem o concelho do Alandroal, quantos hectares possui cada um desses sujeitos, como os aproveita e gera riqueza e, mais importante ainda, quantos milhões de euros receberam de fundos comunitários, nos últimos 25 anos, para renovar olivais e abater as oliveiras centenárias, plantando, em alternativa,”feijões caretos” no lugar das ditas (foi isso mesmo que ouviu,”feijões caretos” em terras de sequeiro logo à chegada dos primeiros subsídios), quantos quilómetros de tubos desperdiçados em inexistentes projectos de irrigação e que acabaram por apodrecer ao sol e à chuva para quem os quisesse ver, quantos milhões receberam para comprar vacas e deixá-las morrer à fome e à sede quando a seca aperta e, tudo isto, perante a maior indiferença dos outros poderes públicos a quem competia a fiscalização do destino dado ao fácil dinheiro europeu.
 
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Lávamos..uns chorando e outros dizendo parvoíces
ana51 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:49 | Sexta feira, 5 de novembro de 2010
Deixo-lhe o convite. Visite uma vez mais o concelho, para investigar e reflectir melhor, depois de dar uns tirinhos aos patos, aos coelhos e às perdizes, se por ali ainda as houver. É triste que o destino desse concelho continue apenas a ser excelente para os que lá têm uma herdade, agora com montes renovados e redecorados e para os que têm posses para continuar a dar tiros nem que seja no “escuro”! Os outros, os que não podem ou não querem ficar pela empregabilidade na autarquia, há muitos anos que tiveram (e têm) de sair do concelho do Alandroal e se lá voltarem é para morrer no lugar onde nasceram.

 
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