26/05/2012 atualizado às 1:56
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Lá pagaram aos 'malditos camionistas'

8:00 Segunda feira, 16 de junho de 2008
Vindo do nada, sem estar enquadrado, um grupo de pessoas determinadas quase conseguiu paralisar o país. Quem quiser um retrato fiel da crise política e de valores em que vivemos, aqui o tem.

As razões dos camionistas (ou proprietários de camionetas, uma vez que se tratou de um "lock out" e não de uma greve) são compreensíveis. A subida dos combustíveis deixa-os numa situação complicada. Mas a questão essencial coloca-se da seguinte forma: quem deve pagar por isso, eles que têm o negócio, ou todos nós, através dos nossos impostos?

A resposta dos camionistas é simples: devemos todos pagar os prejuízos do seu negócio.

Podemos discordar, é certo. Mas, nesse caso, os camionistas têm outra resposta simples, que aliás puseram em prática: se não pagarem, paramos o país.

Foi perante este dilema que o Governo foi colocado.

E o Governo, acabou por ceder. A palavra ceder não é escrita com acrimónia ou desconfiança. Na realidade, este Governo (ou outro) dificilmente poderia proceder de modo diferente, porque o país não podia parar.

Neste conflito, infelizmente, os princípios gerais não tinham hipótese de prevalecer sobre interesses particulares. Porque, caso os princípios prevalecessem, os camionistas não deviam levar um tostão nem que andássemos todos a pé e fôssemos obrigados a jantar à luz das velas (caso não estivessem esgotadas).

Teoricamente o Estado deveria ter sido implacável. Primeiro, porque o "lock out" é constitucionalmente proibido (artº 57º). Em segundo lugar, porque o prejuízo dos camionistas não deveria ser distribuído por todos os portugueses (o que vai acontecer); aliás, estes já são fortemente prejudicados pelo aumento dos preços e pelas elevadas taxas de juro na habitação. Em terceiro lugar, porque a liberdade de circulação de pessoas e bens deveria ter sido assegurada, ainda que com repressão, pelas forças da ordem.

Mas tinha o Estado força e capacidade para aguentar a pressão? Era isso que os cidadãos queriam? Ou, ao fim e ao cabo, todos nós preferimos que pagassem a esses 'malditos camionistas' para que tenhamos de novo combustíveis nas bombas?

Creio - infelizmente - que esta é a resposta honesta que a maioria dá a si mesmo. Por isso, indignarmo-nos com a cedência do Governo pode ser simples figura de estilo.

Pessoalmente, no entanto, penso que a prudência nos deveria ter aconselhado à resistência. Assim, ficaremos um dia, de novo, nas mãos de um qualquer pequeno grupo.

Henrique Monteiro

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09 junho 2008

Carradas de descontentamento grevista

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A PARALISAÇÃO DOS CAMIONISTAS
josemanuel34@gmail.c (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 9:45 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Vivemos num País,muito interessante! As empresas de camionagem paralizam quase o País ,porque o preço do gasoleo está insuportável,tem razão está realmente muito acima do que seria de esperáre,mas teremos que ser nós a suportár o prejuizo dos outros?
quando estas mesmas empresas tem lucros,e concorrem livremente por essa Europa fora,eles por acaso param o País para pagarem melhor a quem os serve? Querem o gasoleo a preços de Espanha,querem os impostos a nivel de Espanha,mas não falam dos vencimentos dos motoristas a nivel de espanha!
Pois,pois!!!!!!!!!!
 
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    Re: Antes era GREVE. Depois é LOCK-OUT.    Ver comentário
farfalho (seguir utilizador), 1 ponto , 21:25 | Sábado, 21 de junho de 2008
O imposto que nos é imposto!
al karrub (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 17:55 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Relativamente à greve, lock out, ou seja o que tal tenha sido, foram "apenas" alguns indivíduos que quase paralisaram o país!
Não acredito que tal tivesse resultado se a motivação dos mesmos indivíduos não tivesse sido uma questão de sobrevivência (e há animal mais feroz do que o humano quando se trata de sobreviver?).
Foram quase anarquistas, surpreendendo a própria organização que os deveria representar;surpreenderam os próprios sindicatos que viram assim alguém conseguir em três dias o que eles não conseguem em anos (talvez porque as suas reenvidacações sejam quase sempre acompanhadas por uma demagogia que não troca de vestimenta desde os anos setenta), levando-os a gritar que era inconstitucional a acção levada a cabo, simplesmente porque não foram eles que dela se lembraram - não sabendo distinguir os patrões (bichos papões dos trabalhadores) daqueles que aplicaram as suas vidas e poupanças em negócios que lhes leva couro e cabelo em troca de meia duzia de tustos.
Efectivamente este foi um toque a rebate, porque temos um governo que está ocupadíssimo a ""equilibrar as contas públicas"" a todo o custo, particularmente a custo daqueles que pouco têm e não podem fugir ao inevitável, e esquece-se que o mundo gira, e nós, aos tombos, com ele...
Concordo com a ordem pública, porque sem ela estaríamos permanentemente a resolver os nossos diferendos à pancada. Mas a diferença entre este bloqueio e uma greve dos pilotos de aviação é semelhante na rapidez dos efeitos, no entanto no segundo caso não se fala em lock out. O "Estado" português ironicamente não pode dizer que é totalmente alheio ao aumento dos combustíveis, porque o proporcional aumento da parte fiscal que é cobrada sobre os produtos petrolíferos não será de todo desprezível.
Portanto a cedência do governo não é mais do que o reconhecer parcial de culpa...

Esperemos que a seguir aos camionistas não venham outros grupos para a rua, ou não venha a grande proporção da população dita "remediada" e que verá gradualmente até esse epíteto ser substituído pelo de "necessitada"...

E nós continuamos a apertar o cinto (desde o tempo do "andamos de tanga") porque os tempos assim o exigem - e porque os políticos que temos fartaram-se de anunciar a presença de um "lobo" inexistente, e agora que ele veio e é real respondemos com indiferença e letargia. O desespero faz com que sucedam situações que nós há 6 meses consideravamos inconcebíveis no nosso país de "brandos costumes"...

Bem haja!
 
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user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:41 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    ÉS pouco reaça és ó Nuno Costa.....boy,boy,boy...    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 16:31 | Sábado, 21 de junho de 2008
    Re:Boi ou boy ?    Ver comentário
farfalho (seguir utilizador), 1 ponto , 21:27 | Sábado, 21 de junho de 2008
Puxa a manta destapam-se-lhe os pés
cidadaoiberico (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:38 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
O provocatório e mumificado sorriso com que José Sócrates procurou responder à imensa vaia que o foi receber em Viana do Castelo já não foi bastante para disfarçar o (cada vez mais) indisfarçável isolamento e mesmo revolta que o Povo Português lhe está, justamente, a votar.

O provocatório e mumificado sorriso com que José Sócrates procurou responder à imensa vaia que o foi receber em Viana do Castelo já não foi bastante para disfarçar o (cada vez mais) indisfarçável isolamento e mesmo revolta que o Povo Português lhe está, justamente, a votar.
A arrogância com que, depois da manifestação de mais de 200 mil trabalhadores em Lisboa no passado dia 5 de Junho, afirmou desdenhosamente 'não se impressionar' com tamanho protesto combina bem com o 'país do faz-de-conta' com que persiste em nos atirar, qual areia, para os olhos de todos nós.
Na verdade, e à boa maneira de todos os ditadores ao serviço de grandes interesses económico-financeiros, não há dia que passe em que Sócrates não tome mais uma medida contra os mais fracos e os mais pobres e em favor dos mais ricos e mais poderosos. Como não há dia que passe em que - aconselhado por uma multidão de assessores de imagem, protegido por um núcleo crescente de seguranças, amparado por figurantes contratados e pagos ao dia ou por quadros do Partido Socialista 'requisitados' para essa 'nobre' missão de bater palmas ao chefe, e publicitado por uma imprensa de onde já há muito foi convenientemente varrido o jornalismo sério e independente e onde, portanto, não há lugar a perguntas incómodas ou a investigação digna desse nome - não venha pregar que vivemos melhor do que nunca, que os portugueses estão felizes, e que os nossos índices de qualidade de vida não cessam de subir.
A um ano das próximas eleições começa mesmo a valer mesmo tudo, inclusive com o Governo em peso, numa altura em que de novo exige ainda mais sacrifícios aos portugueses, a ir viajar, à custa do erário público, para todos os círculos da emigração, na esperança de, mediante mais embuste e manipulação, aí conseguir os votos que já sabe que em Portugal lhe fugirão inevitavelmente.
Do mesmo passo que depois das tiradas demagógicas pró-consumidor nada foi feito por exemplo quanto à Banca (que continua a engordar com lucros fabulosos e que, em nome da 'importância estratégica do sector', continua a contar com a completa complacência das entidades de supervisão), mantendo-se todas as práticas abusivas desta, desde as taxas, comissões e cláusulas leoninas até ao abuso da sua posição dominante sobretudo sobre os clientes mais pequenos e mais frágeis.
O Governo PS, do mesmo modo que - unicamente para assim 'poupar dinheiro' -, põe a Segurança Social a negar a reforma a trabalhadores a cair de mortos ou altera a lei para restringir, como efectivamente restringiu, o acesso ao subsídio de desemprego, permite que a dívida dos patrões à Segurança Social só no último ano tivesse aumentado cerca de 900 milhões de euros.
Mas Sócrates não se impressiona...
E entretanto, pela Lei 53-A/06, de 29 de Dezembro desse ano, o PS alterou à surrelfa e em defesa dos patrões o dito regime legal, passando agora este a estabelecer que empregador que embolsa em proveito próprio o dinheiro descontado a título de Taxa Social Única no vencimento dos seus trabalhadores só praticará o crime de abuso de confiança se já tiverem passado mais de 90 dias sobre a data do pagamento, se a Segurança Social tiver instaurado execução, se esta tiver notificado o mesmo patrão para pagar no prazo de 30 dias e se este não o tiver feito dentro desse prazo! Tudo razões por que se o patrão prevaricador tiver 'bons amigos' na dita Segurança Social que nunca instaurem tais execuções, bem pode meter ao bolso dinheiro que não é dele que nunca será julgado por nenhum crime!?
Isto, enquanto o mesmo Governo de Sócrates, para pagar menos aos mais necessitados, criou uma base de cálculo (o chamado IAS - 'Indexante de Apoios Sociais') de valor bem menor (407,01 euros) do que o já miserável salário mínimo nacional (que, como se sabe, é de 426,00 euros para o mesmo ano de 2008).
Mas Sócrates não se impressiona...
Tendo alterado, também no final de 2006, as regras de acesso ao subsídio de desemprego e ao subsídio social de desemprego, Sócrates fez com que um número cada vez menor de trabalhadores tenha hoje acesso a essas prestações sociais (de Julho de 2007 para Maio de 2008 esse número desceu de 263.278,00 euros para 254,135,00, cobrindo agora apenas 59,52% dos desempregados oficiais (427 mil) e 44,36% da totalidade dos desempregados (ou seja, incluindo os 70 400 de 'inactivos disponíveis' e os 75 500 de 'subemprego invisível', num total de 572 900).
E, mais do que isso, fazendo com que cada vez um maior número de trabalhadores desempregados - porque muitos e muitos deles precários e com contratos de curta duração - não consiga ter o tempo mínimo de contribuições para aceder ao subsídio de desemprego (450 dias nos dois últimos anos) e deste modo tenha apenas acesso ao Subsídio Social, de valor mais baixo.
Com o Governo de Sócrates - o tal que todos os dias nos entra pela casa dentro a repetir à exaustão que 'estamos no bom caminho'... - o número dos contratos a termo aumentou drasticamente (entre o 1.º trimestre de 2005 e o 1.º trimestre de 2008 em cerca de 155 mil), enquanto o número dos contratos de natureza permanente, no mesmo período, baixou de 22,6%!
Mas Sócrates não se deixa impressionar...
Desde 2000 até agora, e de forma muito particular entre 2005 e 2008, o peso dos salários no PIB Português baixou sempre, sendo que agora é de apenas 49,3% do total.
E o último Relatório da Comissão Europeia refere mesmo que em Portugal 9% da população (sobre)vive com menos de 10 euros por dia (enquanto a média europeia é de apenas 5%)!
Entretanto, todas as instituições de solidariedade social - aquelas contra as quais o dito Governo Sócrates envia a ASAE para obrigar a deitar fora a comida oferecida pelos cidadãos da zona, das frutas às compotas - se mostram justamente preocupadas com o assustador crescendo de todos os indicadores da miséria social.
O último relatório da AMI di-lo com toda a crueza e clareza: tendo por base os anos de 2003 a 2007, na Grande Lisboa o número de atendimentos aumentou de 2712 para 3729 pessoas. Nesse período 13 926 pessoas recorreram pela primeira vez aos apoios sociais da AMI. O Banco Alimentar contra a Fome apoia regularmente mais de 230 mil pessoas! E a chamada 'Sopa dos Pobres', na Av. Almirante Reis, só no 1.º trimestre deste ano distribuiu 51 646 refeições gratuitas a pessoas necessitadas.
A miséria social e a pobreza - que atingem mais de 2 milhões e 200 mil cidadãos - alcançou já e de forma crescente mesmo as pessoas com empregos e correspondentes salários, só que tão baixos que mesmo esses não dão para satisfazer as necessidades mais básicas.
Mas Sócrates continua a não se impressionar...
Os combustíveis são aumentados todos os dias, mas ninguém - a começar pela chamada 'Imprensa Económica' - fala do preço dos combustíveis à saída das refinarias e da gigantesca margem de lucro obtida a esse nível pelas grandes empresas petrolíferas.
Enquanto isto, pela primeira vez 4 nomes portugueses de donos de fortunas (representando um total de 8 milhões de euros, ou seja, 4,9% de todo o PIB Português!) passaram a figurar na lista de bimilionários do Mundo da revista americana 'Forbes' - são estes, pois, os 'homens de sucesso' de Sócrates...
Mas Sócrates, ainda e sempre, não se deixa impressionar...
E os jovens - que são, ou deveriam ser, o futuro de qualquer Sociedade! - são afinal as principais vítimas de toda esta política de encher uma rica e toda-poderosa pequena oligarquia em detrimento da esmagadora maioria que vive do seu trabalho.
Portugal - que tem cerca de duas vezes e meia menos portadores de licenciatura ou habilitação superior do que a média europeia!? - tem afinal o maior desemprego juvenil licenciado da Europa. Temos actualmente 50 mil jovens licenciados na emigração. E temos também um abandono escolar (medido a nível europeu pelo Eurostat com base no indicador das pessoas com menos de 22 anos, que se encontram já a trabalhar e não têm o 12.º ano) 5 vezes superior à média europeia (50% em Portugal, 10% na UE)!
Um terço dos jovens com menos de 34 anos têm contrato precários; os jovens de idade até aos 29 anos ganham apenas 67% do salário base, para o mesmo posto de trabalho, de um trabalhador com 30 ou mais anos.
E, de acordo com as estatísticas do INE relativas à população residente em 2007, pela primeira vez na história recente, Portugal apresenta um salto natural negativo, ou seja, o número de nascimentos foi inferior ao número de óbitos, situação só similar à ocorrida com a catástrofe da gripe pneumónica em 1918! E a população total só não diminuiu em virtude de nesse mesmo ano (ainda) ter havido um saldo migratório positivo de 19 500 pessoas, embora a tendência, com a saída crescente de portugueses, sobretudo jovens, para o estrangeiro em busca de um ganha-pão - seja para a diminuição ou até desaparecimento de tal saldo.
A situação económica e social é de tal modo madrasta - e a 'lógica' daí decorrente, de que trabalhadores com responsabilidades familiares e sociais não têm lugar no mercado de trabalho da era da globalização é tão forte - que a taxa de fecundidade (n.º de filhos por mulher fértil, e a qual se considera que, para conseguir assegurar a substituição de gerações, deverá ser da ordem dos 2,1) é em Portugal de apenas...1,3, sendo - pasme-se! - os 28,1 anos a idade média da mãe aquando do nascimento do primeiro filho!
E todavia Sócrates continua a não se impressionar...
Mas deste modo e pela mão do mesmo Sócrates e do seu Governo, Portugal é hoje um país de miséria social crescente, de perspectivas de futuro absolutamente entaipadas para os jovens, de condenação à morte lenta para a grande maioria dos idosos, sem Saúde, e sem Educação, sem Justiça, sem transportes, sem alimentação e sem vestuário e calçado minimamente dignos e aceitáveis para a grande maioria dos cidadãos.
É por conseguinte inteiramente justa a revolta de quantos, tendo acreditado nas promessas eleitorais de Sócrates e julgado que com a sua eleição as suas condições de vida e as dos seus filhos melhorariam, se vêem confrontados não apenas com o oposto do que na altura lhes foi vendido para lhes sacar os votos, como também com a arrogância provocatória de quem invoca os mesmos votos assim fraudulentamente obtidos para continuar a atingir os mais necessitados e a abafar e silenciar os críticos e os adversários.
Como é também absolutamente natural o desespero de quem, querendo trabalhar e dar um futuro melhor à geração seguinte, se vê não apenas lançado no desemprego, na miséria e na fome, como autenticamente escarrado pela propaganda oficial que todos os dias lhe entra casa adentro, pintando um país cor-de-rosa que nada tem que ver com a negra realidade do seu dia-a-dia e afirmando 'não se impressionar' com os mais do que justos protestos.
Mas é também importante que se vão tirando outras ilações:
A primeira é a de que, hoje tal como ontem, nada cai do céu e que, para defenderem as suas justas aspirações, os cidadãos só têm uma arma ao seu alcance - unirem-se, organizarem-se, criarem comissões de representação e de luta, elegerem representantes que respondam directamente perante eles, e que possam a todo o tempo ser livremente eleitos e livremente destituídos.
E lutar, lutar sempre, sem desfalecimentos e sem oportunismos, por aquilo que é justo e correcto!
A segunda é a de que pouco ou nada valerá lutar e alcançar o derrubamento de Sócrates e do seu Governo reaccionário, se tal for apenas para lá pôr outro igual ou pior - é nessa cantilena do 'mal menor' ou do 'voto útil' apenas nos dois Partidos do Bloco Central (PS e PSD) que desde há mais de 20 anos os portugueses vêm caindo, e cada vez mais o circo se repete - um ganha as eleições criticando o outro e prometendo ir defender os interesses do Povo, e mal se apanha no Poder passa a fazer exactamente o contrário do que prometera, agindo ainda pior do que o Governo que viera substituir, e assim sucessivamente.
É, pois, tempo de mudar e a mudança tem de ser buscada - digam os 'analistas', 'especialistas, 'cronistas' e outros ideólogos do sistema pagos à linha o que disserem - fora desse arco do Poder. E afinal é isso mesmo que as pessoas instintivamente sabem que deve ser feito quando dizem - como hoje se ouve cada vez mais pelas ruas - que 'o que é preciso é outro 25 de Abril, mas desta vez... a sério !'.
Por fim, sobretudo agora quando os oportunistas do costume começam a tentar apostar numa espécie de 'união nacional dos socialistas descontentes', importará também recordar que se o País está a viver o desastre em que se encontra tal se deve, também e em larga medida, à circunstância de, quando Sócrates ganhou as eleições, tais oportunistas terem proclamado aos sete ventos que essa fora a vitória da 'esquerda'. E agora essa pseudo-esquerda que tanto glorificaram, apoiaram e até ajudaram a manter no Poder mostra a sua verdadeira face...
Quem tinha, pois, razão era a opinião, mais do que minoritária - e por conseguinte sem direito a ser ouvida nesta democracia de opereta - que na altura e contra ventos e marés logo então afirmou claramente que a vitória de Sócrates era antes a vitória da Direita, era a vitória do grande Capital Financeiro que com as promessas do PS conseguiu levar para o seu campo a pequena e a média burguesia, os sectores intermédios da sociedade e até um certo sector dos operários.
Agora que a nau mete água por todos os lados e que é cada vez mais natural que - perante o isolamento e desmascaramento crescentes de Sócrates e dos seus sequazes - a Alta Finança comece à procura de uma outra força política que lhe sirva de 'comité de negócios', valerá a pena não esquecer onde conduziu então esse oportunismo de ocasião, a sua proclamada desvalorização das ideologias e a lógica de, em vez de mobilizar o Povo para um Programa Estratégico de salvação do País, procurar apenas cavalgar o descontentamento popular e capitalizar mais alguns votos e obter mais alguns lugares no Parlamento.
É tempo, pois, de o Povo Português não mais se deixar impressionar por Sócrates e pelo séquito de assessores, informadores e aduladores e fazer História, fazer a História que se faz aos ditadores - derrubando-os!

2008-06-12 22:51 por G. Pereira

in blog P.R.
 
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    Sócrates é cavalo de Tróia de Bilderberg    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 16:08 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    paus amandados do Bilderberg???Ahahahahahahahaaha    Ver comentário
aukistoxegu (seguir utilizador), 1 ponto , 16:26 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Tanto trabalho, para quê?    Ver comentário
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:27 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: Tanto trabalho, para quê?NUNO COSTA    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 23:55 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Ó IBÉRICO IMPORTAS-TE DE SER MAIS ESPECIFICO!!!!!    Ver comentário
THUNDERSTORM1 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:44 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: Puxa a manta destapam-se-lhe os pés    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 22:27 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: Puxa a manta destapam-se-lhe os pés    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 23:59 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    MUITO BEM CIDADÃO IBÉRICO    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 23:49 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: Puxa a manta destapam-se-lhe os pés    Ver comentário
userEX170786 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:47 | Quinta feira, 19 de junho de 2008
    Re: Puxa a manta destapam-se-lhe os pés    Ver comentário
Satriany11 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:45 | Domingo, 22 de junho de 2008
    Outra vez ó Ibero?    Ver comentário
impiedoso-inflexivel (seguir utilizador), 0 pontos , 16:00 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: Outra vez ó Ibero?    Ver comentário
BitaBit (seguir utilizador), 1 ponto , 21:36 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Globalização
SuperAlhoPorro (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:49 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
"Quem quiser um retrato fiel da crise política e de valores em que vivemos, aqui o tem."

Lapidar.
Porque é exactamente disto que se trata. Uma crise política e de valores.
"Vindo do nada, sem estar enquadrado, um grupo de pessoas determinadas quase conseguiu paralisar o país." Um grupo de pessoas determinadas. À margem de qualquer enquadramento legal.

Se atentarmos às causas e não às consequências... o gasóleo é mais barato em Espanha. As empresas espanholas têm uma carga fiscal inferior às portuguesas. O IVA, que é pago pelo consumidor final, é substâncialmente mais elevado em Portugal do que em Espanha. Pelo contrário, "lá" ganha-se mais do que "cá".
O problema é que a "globalização", as "sinergias", as "economias de escala" e a "sociedade da informação" dão para estas coisas - dão para perceber que a galinha da vizinha é efectivamente mais gorda do que a minha. Não funcionam só para um lado. E se os sindicatos e as organizações "legais" não dão resposta às expectativas de uma sociedade, algo de grave se passa. E uma coisa é certa, a 24 de Abril de 1974 o 25 de Abril seria considerado ilegal. Mas já não a 26 de Abril. A legalidade está no querer de quem "ganha".
 
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AINDA BEM
Ana_Grichetchkine (seguir utilizador), 1 ponto , 14:03 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
E ainda bem que os grupos podem funcionar!!!
 
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Ainda os camionistas
Kavai (seguir utilizador), 1 ponto , 14:14 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Tal como refere o sr HM, ao ceder, o Governo ficou numa posição muito crítica, pois está sujeito á mesma "operação" por parte de outros grupos profissionais ou até do mesmo !
Quanto a mim não devia ter cedido, até porque, segundo a conclusão a que se chegou, o movimento era ilegal, não podia ser greve e nem quizeram ser representados pela Associação da classe.
Por isso, declarada a ilegalidade da acção, o resto era com as autoridades, proibir acessos, desobstruir estradas, repôr a ordem e sobretudo proteger todos os que não alinharam com os camionistas -proprietários e queriam trabalhar. Manter a ordem , doesse a quem doesse e usando os meios e a força necessárias.
Depois então avaliar da razão dos protestos, e dialogar,
Porque dialogar sob pressão e com o pêso das exigências sobre a cabeça, não dá em lado nenhum.
 
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    Re: Ainda os camionistas    Ver comentário
banjix (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
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Satriany11 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:35 | Domingo, 22 de junho de 2008
Portugal tem o que merece
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 16:03 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
"Vindo do nada, sem estar enquadrado, um grupo de pessoas determinadas quase conseguiu paralisar o país. Quem quiser um retrato fiel da crise política e de valores em que vivemos, aqui o tem." (fim de citação)

Ora, Henrique Monteiro, você vem falar de VALORES em Portugal? Mas de que valores está a falar? Não sabe que na terra dos tuguinhas só existe um valor, pelo qual se vende a honra e o país? Refiro-me ao DINHEIRO, é claro!!!!

Então você acha que um país onde rebenta um escândalo como o da Casa Pia (do qual não saem culpados), onde um Primeiro-Ministro tira um diploma numa Universidade de reputação mais do que duvidosa, onde um político que gritava "nem mais um soldado para as ex-colónias" posiciona-se na linha da frente para a invasão de um país em relação ao qual Portugal não tinha QUALQUER TIPO DE INIMIZADE (em nome, tão-só, de uma pseudo "guerra de civilizações"), onde apesar de se saber que o país não produz petróleo, continuaram a fechar ferrovias e a construir rodovias e, pior, ATÉ LIBERALIZARAM OS PREÇOS DOS COMBUSTIVEIS PARA, LOGO EM SEGUIDA, PRIVATIZAREM A GALP, acha, Henrique Monteiro, que um país desses se rege por algum tipo de valor que não seja o dinheiro? Ainda acredita em histórias da carochina, Henrique Monteiro? Olhe, eu acho que os camionistas já não acreditam, mas sei de muita gentinha por aí que ainda acredita numa tal de pombinha milagrosa, mas eu, particularmente, acho que a pombinha morreu quando se encharcou de petróleo. É o que acontece quando há desastres naturais e Portugal está cheinho deles ...
 
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PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA, JÁ!!!!
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 16:13 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
"Os combustíveis são aumentados todos os dias, mas ninguém - a começar pela chamada 'Imprensa Económica' - fala do preço dos combustíveis à saída das refinarias e da gigantesca margem de lucro obtida a esse nível pelas grandes empresas petrolíferas.
Enquanto isto, pela primeira vez 4 nomes portugueses de donos de fortunas (representando um total de 8 milhões de euros, ou seja, 4,9% de todo o PIB Português!) passaram a figurar na lista de bimilionários do Mundo da revista americana 'Forbes' - são estes, pois, os 'homens de sucesso' de Sócrates... " (fim de citação)

Espere só até privatizarem a água!!! Os bilionários da Forbes passam a TRILIONÁRIOS!!!! Vamos a isso! Em frente, Portugal!!!!!
 
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    Re: PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA, JÁ!!!!    Ver comentário
BitaBit (seguir utilizador), 1 ponto , 21:41 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    O meu Sonho ...    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 23:08 | Terça feira, 17 de junho de 2008
O governo..
Caparica Red Neck (seguir utilizador), 1 ponto , 16:51 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
deve limitar o beneficio das petroliferas.
Incrementar o imposto sobre os rendimentos da especulaçao.
Nunca ajudar os camionistas com os nossos impostos.
Ajudar o sector das pescas e agricola.
Assumir que as grandes medidas adoptadas no passado, até jogar os nossos impostos na bolsa e agora chorar, derivam numa regulaçao abrupta e anti-social do mercado e comportam o risco de nos confrontarmos com este tipo de manifestaçoes. Regulaçao que, sem intervençao, só pode resultar positiva para os latifúndiarios, aqueles que tanto preza o sr. monteiro, aqueles que descaracterizam o ser humano e o afastam cada vez mais da sua condiçao de cidadao, considerando que, as grandes corporaçoes, nao sao Portuguesas.
Por último, esse argumento do artigo 57º é muito bom, isso é que é ser liberal, eles deviam era ser presos e despojados dos camioes, nao tem lógica que se mate e morra por salvaguardar o sustento familiar nem sequer de atrever a comprar um camiao, que custe 10 anos a pagar, só por se armar em empreêndedor. É só coerência!!
 
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    O significado de redneck é parolo, saloio, bimbo    Ver comentário
impiedoso-inflexivel (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Re: O governo..    Ver comentário
Caparica Red Neck (seguir utilizador), 1 ponto , 17:31 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
    Ó avenger galináceo?    Ver comentário
impiedoso-inflexivel (seguir utilizador), 1 ponto , 19:29 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Alargando a visão...
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:36 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Prezado Director
Os seus considerandos são pertinentes e bem fundados, embora me atreva a acrescentar, apenas como modesto comentário, uma ou outra achega.
1-O comportamento dos camionistas tem um cariz nitidamente "fascistoide": aqui estamos nós "cheios de razão" e, portanto, o país todo -incluindo os nossos colegas que não estejam de acordo em parar- têm de aguentar com os prejuízos do nosso descontentamento, muito embora ninguém tenha culpa da subida vertiginosa do preço do petróleo. Ficamos TODOS a saber de forma clara -INCLUINDO O GOVERNO- o estilo de gente com quem temos de lidar.
2-Mas é preciso dizer que -bem à maneira tradicional de "ser português"- o governo devia:
      a) ter previsto as consequências sérias duma paralização e bloqueio. Era fácil de prever. Não o
              fez. Confiou, desleixou-se. Demorou nas negociações. Não previu e agiu no tempo certo.
              Tramou-se e ia tramando bem mais a generalidade da população.
      b)Ter planos de contingência para situações deste género. Nos dias que correm, com os
              indicadores disponíveis, com o panorama internacional a que todos os dias assistimos,
              qualquer governo tem obrigação de ter medidas de intervenção e de emergência
              pensadas para impedir este tipo de acções, tão pacificamente quanto a ordem
                democrática e a não violência desproporcionada o permitam. Mas nem mais nada.
3-Situando-nos nesta emergência, o governo fez o melhor que se devia e podia fazer: tinha que ceder algo, embora não tivesse cedido no essencial. Entrar a doer, como queriam alguns sabichões, seria muito pior e desencadearia consequências difíceis de prever e de parar.
Para além do clamor de protestos e críticas que depois todos iriam bramar contra o ditador
Sócrates.
4-Mas ficámos todos a saber- incluindo o próprio governo- a natureza e a força ilegítima dos srs. camionistas. Tudo indica que -num futuro talvez não muito longínquo- idênticas acções poderão repetir-se. Então, todos teremos de estar avisados e seguros que possíveis novos bloqueios não deverão, de todo, ser permitidos, mesmo que para tanto seja imprescindível usar a força.
Nuno Costa.
 
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VULNERABILIDADE
Musoko (seguir utilizador), 1 ponto , 20:50 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Bem escrito. Portugal é um país de extremos. A uma reivindicação destas, que paralisa o país e quase o manda para a fasquia do terceiro-mundo das filas às portas dos supermercados em dois ou três dias, segue-se um acordo e a assumpção da «vulnerabilidade» do Estado. Isto é, multa-se a colher de pau mas, ante um movimento desta envergadura, quem é multado é o Estado.
Bem, um êxito, conseguiram. O que se segue nesta onda? Nada. Ou melhor, declarações de intenções: seguem-se os agricultores, os... mas está tudo recolhido, atento, á espera de declarações de subsídios.
Vulnerabilidade? Sim. O salazarismo apostou na via férrea, demorou décadas a levar ao país inteiro o comboio. O 25 de Abril destruiu-o num ápice. Gosto de ver esse sobrevivendo «naif» que é o comboio que vem das Caldas, passa pela Amadora e despeja as rações Valouro no porto de Lisboa. Até quando?
O 25 de Abril apostou na rodovia, ou melhor, os lóbis rodoviários venceram. Os subsídios da Europa foram muitos, houve enriquecimentos fáceis.
E agora? O estado está perante o estrangulamento ferroviário e uma rodovia feita de grandes e pequenos grupos mas também de empresas familiares. Um universo complexo que tem as auto-estradas ao seu dispor, para fazerem delas o que quiserem. E o estado nada pode fazer... a não ser declarar a guerra civil.
Rui Filipe Ramos
 
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    Re: Exageraste... estragaste    Ver comentário
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:36 | Terça feira, 17 de junho de 2008
Comentário
Kavai (seguir utilizador), 1 ponto , 21:50 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Puxa ! O comentário do Cidadão ibérico tem bem umas quatro vezes o tamanho do texto que pretensamente vem comentar ! È obra !
È obra e é preciso uma pachorra dos diabos para conseguir ler aquilo de fio a pavio !
Deve ter levado um tempo danado para copiar tudo ! De onde ? Calcula-se, mas não se pode provar, portanto temos de partir do princípio que partiu tudo da cabeça do autor.
Como propaganda demagógica até não está mal.
 
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D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 0:10 | Terça feira, 17 de junho de 2008
    Re: Comentário    Ver comentário
Satriany11 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:44 | Domingo, 22 de junho de 2008
Pagaram!?? é como quem diz... só vendo...
ctmartins (seguir utilizador), 1 ponto , 22:40 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Estava a ver que os Portugueses já não existiam. Sim! porque quem não se sente não é filho de boa gente. (Manifestações na India, Espanha , França, Inglaterra, Chile, Brasil e etc...) Ou pára a Especulação em torno do Petróleo ou param as Empresas. O mercado que escolha...

Esta paralização veio por a nú a fragilidade do nosso País.
      -Total dependência da Europa (caso auto-europa)
      -Ausência de stocks alimentares e outros....
      -Aeroporto da Portela abastecido por Aveiras (OTA) em camiões. (vamos fazer outro mas a 30 Km... é o que dá seguir as modas ...)
      -Bombeiros em caso de sismo grave, não tem gasoleo para emergência ao fim de 3 dias...
      -Temos rede Ferroviária para quê? só para pessoas? Ponham os olhos nos Estados Únidos (o TGV não resolve este tipo de problemas.... foi por isto que a OPEL saiu de Portugal)
      -fala-se muito em reformas .... mas como podem explicar que se houvesse igualdade do gasoleo com Espanha, o estado teria um agravamento de 3% défice no PIB. Se somarmos este défice ao actual estamos no tempo do Santana Lopes e Fereira Leite..... mas afinal o que é isto!?!?!?!?

e já agora, só para pensar um bocadinho.... o 25 de Abril foi Constitucional?
e a Revolução Francesa?
Estamos á beira de uma nova revolução....
não façam nada para conter o preço do Maldito barril de Petróleo, não façam nada para moderar esta globalização selvagem sem respeito pelos direitos humanos ... e teremos a contrapartida.
Esta Europa é um Anão Politico!não sabe negociar com os diferentes blocos, não decide, não protege, não avança!

PS:
Gostaria que tivessem um pouco mais de respeito por quem trabalha!
Os camionista pararam porque ao 4º Dia de paralização haveria FOME no País!
Carlos
 
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    Re: Pagaram!?? é como quem diz... só vendo...    Ver comentário
Adelino Moleiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:40 | Quarta feira, 18 de junho de 2008
Reprimir ou não?
Sagitarius32 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:57 | Segunda feira, 16 de junho de 2008
Gostaria de ter realizado uma leitura aos comentários apresentados, mas a extensão de alguns fez-me desistir, de forma que vou tentar ser sintético.
Das opiniões que tenho lido e ouvido, parece-me que existe uma posição generalizada de apoio a uma postura mais firme com os protestos ilegais dos transportadores, recorrendo-se, claro está, às forças da ordem; pois muito bem, fico curioso sobre qual seria a opinião na eventualidade dessa actuação ter sido ordenada politicamente, pois é de uma decisão política que estamos a falar.
Estou convencido que a esta hora estariam a "fritar" essas mesmas forças da ordem por excesso de força, meios desproporcionais, .....
É bom que se pense nisso, pois palpita-me que a festa não acabou; como diria um senhor presidente: "A procissão ainda só vai no adro".
 
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    Re: Acertou na "mouche"    Ver comentário
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:46 | Terça feira, 17 de junho de 2008
Indignação
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 23:40 | Segunda feira, 16 de junho de 2008

  Eu indigno-me não é com a cedência do governo,...mas sim com a política de subordinação aos patrões da UE e aos Bilderbergs.

  E ficou provado, que quando se vai prá porrada os trabalhadores levam a melhor...!! não há outra solução com este governo !!
 
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