24 de abril de 2014 às 22:43
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Juros da dívida italiana bateram recordes

As yields dos títulos do Tesouro italiano fixaram segunda-feira novos máximos. Os juros a 5 anos já estão mais elevados do que os a 10 anos e mais próximos do patamar dos 7%. Risco de default subiu
Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
A votação parlamentar em Roma que poderá dar um sinal sobre a permanência de Berlusconi à frente do governo italiano Reuters/Max Rossi A votação parlamentar em Roma que poderá dar um sinal sobre a permanência de Berlusconi à frente do governo italiano

Nas vésperas de uma votação parlamentar em Roma que poderá dar um sinal sobre a permanência de Berlusconi à frente do governo italiano, as condições de crédito do país deterioraram-se na segunda-feira (7 de novembro).

O preço dos credit default swaps (seguros contra o risco de incumprimento) ligados à dívida italiana fechou em mais de 512 pontos base - o patamar dos 500 pontos base é considerado uma zona de viragem para uma espiral de degradação da situação de crédito. Em consequência, a probabilidade de incumprimento (risco de default) subiu 1 ponto percentual em relação ao fecho de sexta-feira. Segundo dados da CMA DataVision, esse risco fechou segunda-feira (7 de novembro) em 35,91% contra 34,85% na sexta-feira (4 de novembro).

No mercado secundário da dívida a situação foi ainda mais alarmante. As yields (uma taxa de rentabilidade comummente referida, neste caso, por juros da dívida) dos títulos do Tesouro italiano (BTP) dispararam em todas as maturidades. Neste momento, já há três maturidades - a 3, a 5 e a 10 anos - com yields acima de 6,5%, segundo dados do fecho de segunda-feira dados pela Bloomberg. O disparo mais acentuado foi o das yields dos BTP a 5 anos que alcançaram hoje o recorde de 6,7%, já acima dos 6,6% dos BTP a 10 anos. Também, as yields dos BTP a 2 anos se aproximaram do patamar dos 6%.Em todas as maturidades foram fixados novos máximos históricos, desde a criação do euro.

O "teste" dos 7% poderá verificar-se terça-feiranas maturidades a 5 e a 10 anos. Os 7% são considerados uma linha vermelha.

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Juros da dívida italiana bate recordes
Diz o povo que pelo andar da carruagem se adivinha quem vai nela. Quando rebentou a crise do Subprime e vendo o rumo que estava a seguir e sabendo das fragilidades da Europa de uma maneira geral e de alguns Países em particular, se percebia que podíamos estar à beira de uma crise de proporções Bíblicas. Por cá enquanto uns assobiavam para o lado, outros não se cansavam de culpar Sócrates, o que aconteceria fosse qual fosse o Primeiro Ministro independente da sua cor. Se bem me parece até aqui isto não tem passado de uma brincadeira, pois o fogo já saltou a cerca e está a chegar aos palacetes agora da Itália, não faltará da Espanha e ainda da França e também da Alemanha. Os Países emergentes como o Brasil e a China já se estão a ressentir e se por enquanto ainda só apanham com as faúlhas o fogo lá chegará também.

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Paralização e insurreição pacifica total na Europa
Pois cabe aos povos em conjunto zelar para que as sociedades se mantenham uma sociedade da qual se possam orgulhar. Este sistema neo e ultra liberal só nos vai arrasgtar para a miseria, não só na Europa como no mundo. A alternativa é o Socialismo com as empresas estrategicas da economia e os recursos naturais maioritariamente da posse do Estado geridas por gente hinesta e competente. Um exemplo confrangedor. Entre nós o governo quer privatizar a água, mas a Ministra diz que não, que é a sua gestão que pretendem privatizar. Faz-me lembrar no seculo 17 ,salvo erro, antes da construção do Aqueduto das Àguas Livres em que os galegos gozavam com Portugal, porque diziam que eram eles que vendiam a água em Lisboa que pertencia aos portugueses...

'Juros da dívida italiana bateram recordes
Se o Verão era a tempestade perfeita, este Outono é o quê?
O ataque ao Euro
De país em país os mercados vão atacando o super Euro. O US$ não vê com bons olhos, e se nos pomos a jeito ...
Os "mercados" aperceberam-se do endividamento sistemático das economias do €, alertados p/ situação da Grécia, depois a Irlanda, chegando até nós, países q caminharam irresponsavelmente p/ deficits incomportáveis.
As causas foram diferentes. Mas a aplicação de teoria keynesiana em países q não podem emitir moeda só podia gerar + dívida s/ produzir os resultados esperados. Os "buracões" financeiros nos EUA e não só, também agudizaram a situação. A política errada seguida por JS de investir em situação de crise em bens não transacionáveis só nos afundou ainda +, Comprar + a crédito foi 1 enorme erro/crime. Os politicos europeus foram dando aos seus eleitores aquilo que eles desejavam, são as chamadas conquistas da democracia! Mas serão elas válidas? Há PIB que cheguem para se pagarem? Os políticos foram assim ganhando eleições àqueles que advertiam que era preciso apertar o cinto mas que o povo não queria nem ouvir. Não só foram dando como se foram governando também, atribuindo-se salários e mordomias que ultrapassam em muito a dos seu similares europeus. O Pr. CGD aufere no total + q o dobro da Chritiane Lagarde no FMI. Agora é preciso contrair, regressarmos aos vencimentos e regalias que o nosso PIB permite. E é o que irá acontecer em + países europeus, a menos que se decida desvalorizar o € emitindo moeda. Moeda única sem tutela só poderia dar em empasse.
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PIG'S? Quais Pig's?
Agora temos PIIGEF e daqui a dias temos PIIGEFA.
Os ingleses entretanto puseram as barbas de molho, fingem que assobiam para o lado, mas vão tratando de defender e blindarem a sua libra. O continente europeu nunca lhes agradou e donde lhes veio mais aborrecimentos do que alegrias.
Há duas soluções para as pessoas físicas.
Se for perguntado a algum economista famoso fora das câmeras e microfones quais são as perspectivas eles dirão "in off" que há 90% de chances para uma grande crise que arrastará ativos financeiros para o esgoto.
Para isto só recomendaria duas coisas as pessoas que tem dívidas ou que tem ativos financeiros. Quem tem dívidas talvez após isto fique tudo melhor, pois o calote será mundial e talvez entre nesta fila e renegocie sua dívida por um valor irrisório. Por outro lado quem tem ativos financeiros lastreados em títulos públicos ou privados, se livre de alguns deles e comprem coisas físicas. Pelo menos depois do terremoto vai sobrar algo.
No dia em que os credores derem a cara ...

O IMPÉRIO DOS AGIOTAS

Não devem ser muitos os credores.
Talvez uma dúzia ou nem tanto de plutocratas internacionais, que meteram as mãos nos bolsos de todos os países do Mundo. E que a gente mal conhece...
Mas na altura em que derem a cara vão anunciar que todo o dinheiro do Mundo lhes pertence e cobrar os juros que quiserem.
E nessa altura haverá leis ou tribunais para pôr os mega-agiotas em respeito?
Nada nos garante...

E então os tais plutocrata$, como é que vão fundamentar tal desplante desses juros surrealistas que põem toda a gente de rastos?
É que eles sabem que o Mundo inteiro anda distraído, com escândalos e agitações sociais, greves, revoluções e todas estas guerras petroleiras que eles mesmos (os plutocratas) fabricaram.
E um Mundo de gente distraída que não dá pelo mais importante.
Tão alvoroçada anda essa gente, que não alcança uns momentos de serenidade necessária para se meter a fazer contas.

QUALQUER DÍVIDA TEM A SUA HISTÓRIA.

A história de quem emprestou, a quem, como e quando.
Que é da alçada de um contabilista sério que ainda não foi corrompido.
Ora os mesmos plutocrata$ têm juízes, juristas, polícias e tribunais, todos comprados pelo peso do seu ouro.
E o Mundo de gente distraída, essa amorfa massa humana, ainda não se lembrou de impugnar e denunciar uma máquina da "justiça" pôdre que foi adquirida e funciona ao capricho dos $enhore$ da ma$$a.
E as massas humanas serão subvertidas pelas ma$$a$ de$umana$.

Que fazer neste caso?
Salazar dá uma boa definição de Plutocracia

Salazar denuncia assim a Plutocracia:
  essa «espécie híbrida, intermediária, entre a economia e a finança», «a flor do mal do pior capitalismo».
Salazar denuncia assim a corrupção plutocrática


Palavras de Salazar (*):

É evidente e ensinado pela experiência que é fácil a corrupção onde a responsabilidade de poucos é substituída pala irresponsabilidade de muitos: os regimes democráticos (**) prestam-se mais do que nenhuns outros a compromissos, entendimentos, cumplicidades abertas ou inconscientes com a plutocracia. A fiscalização da administração pública por parte de particulares e a existência de imprensa aberta à colaboração dos homens independentes contribuirão para descobrir e tornar estéreis as manobras dos interessados.
Mas a forma mais fácil de manter o Estado ao abrigo da corrupção plutocrática é - não ter de ser corrompido.»

(*) - Discurso de 13 de Janeiro de 1934
(**) - Alusão natural ao modo de agir das democracias mais em evidência ao tempo. Nos USA e no UK.
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