26/05/2012 atualizado às 1:56

Juncker não vê razão para alterações ao PEC

presidente do Eurogrupo afirmou que não vê "nenhuma razão" para alterações ao pacote de medidas  de consolidação orçamental apresentadas pelo Governo português.

19:01 Segunda feira, 21 de março de 2011

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker , disse hoje não ver "nenhuma razão" para alterações ao pacote de medidas suplementares de consolidação orçamental apresentadas a 11 de março pelo Governo português, recordando que o mesmo já foi aprovado pelos líderes da Zona Euro.

No final de uma reunião extraordinária dos ministros das Finanças da Zona Euro, celebrada hoje em Bruxelas, Jean-Claude Juncker, ao ser questionado sobre a possibilidade de o novo programa de estabilidade e crescimento vir ainda a ser negociado e alterado, lembrou que o programa de ajustamento foi aprovado na cimeira de há duas semanas e avalizado por Bruxelas e Banco Central Europeu nos moldes em que foi apresentado pelo Governo.

"Não gostaria de interferir num debate de política interna em Portugal, mas nós aprovámos o programa de ajustamento tal ele como nos foi proposto pelo Governo português, que foi avalizado pela Comissão Europeia e pelo BCE, pelo que não vejo nenhuma razão  para que possa ser alterado o programa tal como ele nos foi comunicado e aprovado por ocasião da nossa ultima reunião", disse.

Olli Rehn subscreve posição

Presente também na conferência de imprensa, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, limitou-se a acrescentar que corrobora "por completo o que foi dito pelo Jean-Claude Juncker".

O presidente do Eurogrupo, o fórum de 17 países membros da Zona Euro, acrescentou que o assunto não conheceu todavia qualquer desenvolvimento hoje: "a verdade é que hoje não falámos de Portugal", indicou.

O Governo português tem manifestado a sua disponibilidade para negociar com a oposição o pacote de medidas suplementares de consolidação orçamental, desde que eventuais novas medidas permitam alcançar os mesmos objetivos, mas o PSD já recusou negociar com o executivo de José Sócrates o chamado "PEC IV", que será debatido e eventualmente votado na próxima quarta-feira na Assembleia da República.

Lusa
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Com certeza que não vê...
mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Terça feira, 22 de março de 2011
...porque, para ele, se o PEC está aprovado e assinado em BXL, parte-se do princípio de que foi apresentado pelo Governo português com a legitimidade política necessária para o fazer.
Wrong!!!!
Não sabe ele que a legitimidade é um insecto incómodo que o Primeiro Ministro esmaga com facilidade quando esta pode comprometer “causas” importantes como um PEC ou um diploma de curso…
Até agora, a coisa não lhe tem corrido mal… Mas, desta vez, tudo indica que vai ter de ir explicar a Bruxelas que, afinal, o PEC 4 não vai poder ser bem aquele que já foi assinado… E tudo isto sob o olhar incrédulo de Junckers, Merckels e líderes da zona euro, que vão definitivamente rotular o Governo português de incompetente, bandalho, irresponsável e incapaz.
Toda esta situação faz com que, neste país “à rasca”, não deva haver actualmente ninguém mais à rasca do que o próprio Primeiro Ministro… Nesta questão, começou por arreganhar os dentes e acusar o líder da oposição de irresponsabilidade política, depois passou às palmadinhas nas costas, com a “abertura ao diálogo e à negociação”, e já está praticamente a implorar ao PSD que aprove a porra do PEC seja lá como for… Que futuro pode ter este Governo?

 
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