18 de abril de 2014 às 22:01
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Julian Assange recusa entregar-se para ser extraditado

Fundador do portal WikiLeaks afirma que não pretende entregar-se hoje para ser extraditado, como lhe foi pedido pela polícia. Clique para visitar o dossiê WikiLeaks
Lusa
Assange é alvo de um mandado de detenção europeu, acusado de violação e agressão sexual por duas mulheres, na Suécia. Reuters Assange é alvo de um mandado de detenção europeu, acusado de violação e agressão sexual por duas mulheres, na Suécia.

O fundador do portal WikiLeaks, refugiado há 10 dias na embaixada do Equador em Londres, afirmou à BBC que não pretende entregar-se hoje para se extraditado, como lhe foi pedido pela polícia.

Clique para aceder ao índice do dossiê WikiLeaks

"O conselho que temos é que a lei do asilo, tanto internacionalmente como a nível doméstico, prevalece sobre a lei da extradição, por isso quase de certeza que não", respondeu Julian Assange à questão sobre se iria apresentar-se numa esquadra de polícia esta manhã, como lhe foi solicitado.

As autoridades britânicas confirmaram na quinta-feira que tinham entregado um "aviso de rendição" a um homem de 40 anos, que mais tarde foi identificado pelos media como sendo o australiano.

"Esta é uma prática normal em casos de extradição e é o primeiro passo no processo de remoção", esclareceu um porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres.

Julian Assange encontra-se desde 19 de junho na representação diplomática di Equador em Londres, à qual pediu asilo político, requerimento que as autoridades equatorianas dizem estar a avaliar.

Acusado de violação e agressão sexual


O australiano é alvo de um mandado de detenção europeu para responder a acusações de duas mulheres na Suécia, de violação e agressão sexual em 2010. O fundador do WikiLeaks sempre contestou estas acusações e alega que as relações foram consensuais.

A extradição do australiano foi aprovada pelo tribunal de primeira instância e pelo Tribunal Superior [High Court] e o Supremo Tribunal, a última instância judicial britânica, rejeitou um recurso de Assange.

Nas declarações à BBC, na noite de quinta-feira, Julian Assange reiterou estar preocupado, não só por ele mas com o que poderá acontecer a outros colaboradores do Wikileaks se se confirmar que a Justiça norte-americana está a reunir provas para iniciar um processo contra o portal.

O WikiLeaks, criado para tornar pública informação privada ou secreta, divulgou nos últimos anos dezenas de milhares de documentos militares sobre o Iraque e o Afeganistão e de telegramas diplomáticos norte-americanos.

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Presunção de inocência
Mesmo nos países anglo-saxónicos, vigora o princípio da presunção de inocência e não deixa de ser curiosa a rapidez com que os ingleses despacharam este rapaz, que até clama não ter praticado os crimes de que é acusado e para dar cumprimento ao pedido de extradição do Vale e Azevedo, já condenado em Portugal, não são capazes ou não querem.
Re: Presunção de inocência Ver comentário
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