Cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) conseguiram provar que é possível influenciar os julgamentos morais de uma pessoa interferindo na actividade de uma zona específica do seu cérebro através de ondas magnéticas.
Um comunicado da universidade norte-americana explica que uma equipa dirigida por Rebecca Saxe, investigadora em ciências cognitivas, aplicou um campo magnético no crânio de vários voluntários, concentrado sobre a zona do cérebro conhecida por junção temporal-parietal.
Esta zona revela-se muito activa quando pensamos nas intenções, motivações, crenças e pensamentos das outras pessoas, ou seja, é uma zona crítica para fazermos julgamentos morais sobre os outros.
Capacidades diminuidas
Quando esses voluntários receberam as ondas magnéticas na referida região do cérebro, diminuiu ou enfraqueceu a sua capacidade para fazer julgamentos morais sobre assuntos como uma tentativa falhada de assassínio, por exemplo.
Os cérebros dos voluntários foram sujeitos às ondas magnéticas durante 25 minutos, através de uma técnica não invasiva chamada estimulação magnética transcraniana (TMS, na Sigla inglesa).
Depois fizeram um teste em que liam a descrição de uma série de cenários diferentes e faziam julgamentos morais sobre as acções das personagens envolvidas, usando uma escala de 1 a 7, sendo 1 "absolutamente proibido" e 7 "absolutamente permitido".