O juiz do processo Face Oculta desligou as escutas hoje divulgadas daquelas cuja destruição foi decidida pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e reiterou que vai cumprir "escrupulosamente" a ordem de Noronha do Nascimento.
A informação do magistrado António Costa Gomes foi avançada à agência Lusa através do presidente da comarca do Baixo Vouga, desembargador Paulo Brandão.
De acordo com a fonte, a destruição das escutas que o presidente da STJ, Noronha do Nascimento, ordenou, envolvendo Armando Vara e José Sócrates, só ainda não foi feita "porque se está à espera do expediente" necessário.
O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, disse hoje que a divulgação na imprensa de escutas do processo "Face Oculta" inseridas no despacho de um juiz foi "uma forma de torpedear a decisão do Supremo".
O magistrado de Aveiro esclareceu, contudo, que a divulgação das escutas, hoje feita, não constituiu qualquer crime de desobediência "já que não se trata de conversas abrangidas" pelo despacho de Noronha do Nascimento.
A Lusa tentou, sem êxito, esclarecimentos adicionais do presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
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