O juiz de instrução criminal de Aveiro António Gomes informou o Conselho Superior da Magistratura ser "falsa" a notícia sobre a recusa em cumprir a decisão do presidente do Supremo Tribunal de Justiça sobre a destruição de escutas no caso Fase Oculta.
"O Conselho Superior de Magistratura informa que o juiz de instrução criminal de Aveiro António Costa Gomes comunicou que é falsa a notícia veiculada pela comunicação social no passado fim-de-semana, segundo a qual aquele juiz se teria recusado a cumprir a decisão do presidente do Supremo Tribunal de Justiça no âmbito do chamado processo Face Oculta", disse hoje aos jornalistas o vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura (CSM), Ferreira Girão.
"O CSM informa que o juiz de instrução criminal de Aveiro António Costa Gomes comunicou que é falsa a notícia veiculada pela comunicação social no passado fim-de-semana, segundo a qual aquele juiz se teria recusado a cumprir a decisão do presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) no âmbito do chamado processo Face Oculta", afirmou Girão.
A informação de António Costa Gomes foi transmitida ao CSM cerca das 16h00 de ontem. Antes de ser tornado público, o comunicado foi lido, por telefone, a António Costa Gomes, que concordou com o mesmo. O juiz conselheiro Ferreira Girão recusou-se a adiantar mais pormenores sobre as referidas escutas, entre Armando Vara, arguido no processo, e o primeiro-ministro, José Sócrates, frisando que se trata de "matéria jurisdicional que o Conselho não tem que conhecer, porque está em segredo de Justiça".
Ferreira Girão também nada disse sobre se as escutas já foram ou não destruídas, tal como foi determinado pelo presidente do STJ, Noronha do Nascimento, que por inerência também é presidente do CSM.
Toni 2 (seguir utilizador), 5 pontos (Bem Escrito), 19:37 | Terça feira, 24 de novembro de 2009
O País está doente e é preciso tratá-lo. Não é só na Justiça, na Educação, na Saúde e na Economia. Por diversas vezes tenho aqui e não só defendido os jornalistas, pois compreendo a sua missão e também a ância de informar. No entanto não posso deixar de pedir um pouco de bom senso, que é o minímo que qualquer profissional deve ter na sua profissão. No entanto pela sua natureza há profissões de mais responsabilidade. Um médico um juiz etc. não podem praticar determinados actos com leviandade. Um jornalista tem nas suas mãos o bom nome de todos os cidadãos. Espalhado o boato é impossivel reparar o dano na sua totalidade por mais que se tente. Se despejarmos um balde de água no pavimento e a tentarmos apanhar nunca mais será a mesma. Ao Expresso se exige dele uma responsabilidade acrescida e espera-se que seja um exemplo a seguir.
Isto está a cheirar a esturro!
Alguém tem mentido aos portugueses, essa é que é a verdade, anda por aí muita gente a explorar o caso só com o firme propósito de derrubar o governo, eleito há cerca de 2 meses em eleições livres e democráticas, mas que alguns teimam em por em causa, fazendo os possíveis e impossíveis para o apear.
Abram os olhos, há interesses inconfessáveis por detraz de tudo isto, só não vê quem é cego politicamente.
Se, se deixassem de de politiquice barata e batoteira e deixassem o governo concentrar-se nos reais problemas do país, que não são poucos, faziam bem mehor, mas como este tipo de gente está pouco interessada nesses aspectos, mas sim o de alcançar o poder a qualquer preço, para a partir daí fazerem as negociatas que todos conhecemos, mas que a comunicação social, sabe-se lá porque, não lhes dá o devido relevo.
cjours (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 17:08 | Terça feira, 24 de novembro de 2009
Quando orgãos de comunicação social publiquem noticias falsas envolvendo assuntos de Estado, ou figuras do Estado, deviam ser encerrados durante um mês!
Acho inqualificável que não haja qualquer tipo de sansão para isto! Mostra o quão IRRESPONSÁVEL é a imprensa!!
E depois não querem que haja uma cultura de irresponsabilidade em Portugal.
Os jornais e as televisões podem dizer o que quiserem, sem qualquer dose de responsabilidade ou credibilidade, e depois não querem que o povo e os seus representantes sejam irresponsáveis...
Que moral é que os jornalistas têm para acusar os politicos seja do que for?????? NENHUMA!
Portugal tem que mudar para um país de instituições responsáveis!
Mas isso só se consegue sancionando os irresponsáveis!!!!
ANO1933 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 12:59 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
Tomando como verdadeira a declaração do Juíz de Aveiro, uma parte da comunicação social tem de ser acusada de MENTIR!
A imprensa em causa, como o Diário de Notícias e outros, não têm algo a dizer-nos ?
Ou confirmam ou se retratam ?
Não vão ficar impávidos e serenos, como se nada fôsse com ela !
Não pode lavar as mãos, como Pilatos!
Se as notícias consubstanciam alegada difamação, quem se considere vítima tem ao seu dispor mecanismos judiciais para defender a sua honra e para ver sancionada a alegada difamação, se for provada depois de transitada em julgado.
Agora, o juiz recusou-se como?
Falou com algum amigo ou colega ao telefone sobre a intenção de não destruir?
Exarou algum documento nesse sentido?
Enviou algum mail a alguém dizendo que não ia destruir?
Meus Caros, o PGR chegou-se à frente, ele ainda tem alguns anos de carreira, tem toda a razão, para quê sacrificar a sua vida, por nada e para nada.
Sabem o que aconteceu? Eu digo-vos: ele estava hesitante e quem o aconselhou vivamente a arquivar foi a esposa, apelando para a defesa da família: vais afrontar o PM para quê? O que ganhas com isso? Ele vai ficar por cima e tu vais ser marcado para sempre, porque o PS vai continuar a ganhar as eleições e se calhar vai conseguir o Jaime Gama na Presidência, e tu? Olha para os teus filhos... o que vai ser deles?
Há aqui um utilizador, que quanto à minha pessoa accionou o "seguir utilizador".
Pois, quero-lhe dizer, que sempre que aparece o seu NIK, como a responder a comentário meu, imediatamente o apago.
Não estou disposto a gastar cera com ruim defunto !
Ainda, ontem um comentador o "vergastou" de alto a baixo
Sempre o eterno problema da fidelidade das fontes.Alguém disse e outro alguém ouviu a brincar ou a sério houve a necessidade de veicularem a informação.Nesta história não há inocentes.
1. O 1º Ministro é eleito pelo povo e deve responder perante o mesmo pela sua honestidade e rectidão de carácter.
2.Para que o povo tenha confiança, é necessário que saiba a VERDADE, independentemente dos meios pelos quais essa verdade foi descoberta.
3. Um Juíz e um Procurador, cada um deles com autonomia, consideraram grave o conteúdo de conversas entre o PM e Armando Vara, atribuíndo-lhe inclusivamente relevância criminal.
4. Independentemente de formalismos de obtenção de prova, é importante que se conheça o essencial do PORQUÊ dessas conclusões de dois magistrados, por razões políticas ligadas com a exigência de honestidade e rectidão para o exercício do cargo de PM.
5. O povo têm, assim, direito a saber os motivos dessas dúvidas ou conclusões, não sendo lícito ocultar-se o essencial desse conteúdo, com base em subterfúgios, quiçá relevantes do ponto de vista jurídico mas absolutamente inaceitáveis em democracia.
social que estão ao serviço da mentira e de golpes baixos, tendo atraz partidos politicos anti democráticos, que não respeitam o Estado de Direito e as entidades judiciais. Portanto é urgente legislar-se no sentido de essas praticas serem penalizadas, assim com a violaçãodo segredo de justiça. Conclui-se também que estas situações ocorrem porque as maiorias que se têm formado na Assembleia da República "aumentam ou retiram uma palavra, uma virgula ou um ponto final", quando têm que legislar...E toda a gente sabe a que partidos pertencem...
Caro Musoko,
Realmente você podia escrever uns livros policiais que parece que tem veia para isso...
Meu caro, se não acredita em ninguem, só nas suas deduções, isso é muito complicado, pois é um caso perdido. Não haverá nada a fazer consigo... ou um hospìcio ou o Tarrafal... mas como estamos em democracia e ela precisa que haja bom senso e mais calma nos "julgamentos" populares na praça pública, penso que para si bastaria por-se no lugar dos difamados, e depois ir fazer queixa a quem de direito a ver se alguma vez se limpava mais das acusações falsas...
OS JORNALISTAS são cidadãos como os outros e não podem lançar constantemente noticias falsas, principalmente quando atingem terceiras pessoas, que por muitos desmentidos que façam, grande parte dasqueles que leram a falsidade nunca mais acreditam que a pessoa está inocente.
Gostava de o ver a si nessa situação.
E já agora perguntar-lhe, se com as suas deduções e especulações interpretativas, não acha muito estranho que o segredo de justiça seja constantemente violado através da mesma jornalista? (Felícia Cabrita).
Cumprimentos.
"Existe uma tendência aqui no Expresso para se eleger vilões e heróis populares, com estes a remarem contra ventos e marés para se fazer justiça... a minha impressão é que o juiz de Aveiro cumprirá a lei e os ditames da sua profissão, lixando-se para o papel que fizermos dele: ele destruirá as escutas quando isso for o seu dever"
Eu gostaria de frisar aqui a palavra, "dever"! O dever dele pode passar por mandar destruir ou não mandar destruir as escutas, mas sempre segundo as suas razões próprias. Onde ele não passa certamente é pela recusa da destruição, apenas para se poder tornar um herói popular.