O advogado José Miguel Júdice anunciou ontem que decidiu abandonar a gestão da reabilitação da Frente Ribeirinha de Lisboa, embora sem especificar os motivos.
O Expresso noticia na edição de hoje que na base da saída do antigo bastonário da Ordem dos Advogados estão divergências com o presidente António Costa.
Em declarações à Agência Lusa, o ex-bastonário da Ordem dos Advogados disse que comunicou sexta-feira a sua decisão ao primeiro-ministro, José Sócrates, mas escusou-se a mencionar as razões.
O ex-bastonário da Ordem dos Advogados disse que comunicou a sua decisão ao primeiro-ministro, José Sócrates, mas escusou-se a mencionar as razões.
"Se fosse pelo primeiro-ministro, continuaria", afirmou, acrescentando que, eventualmente, tornará público os motivos num livro que venha a escrever.
O anúncio de José Miguel Júdice ocorreu na véspera da apresentação, por parte da autarquia lisboeta, do plano global para a zona ribeirinha, que prevê nomeadamente uma praia, com ondas artificiais, na Doca do Poço do Bispo.
O advogado foi convidado pelo primeiro-ministro há mais de um ano para presidir à empresa que reabilitará a frente ribeirinha da capital, uma obra que deverá estar concluída em Outubro de 2010, altura das comemorações do centenário da implantação da República.
Em Março, José Miguel Júdice revelou aos jornalistas que tencionava abandonar funções, devido aos atrasos no projecto, mas reconsiderou na decisão.