26/05/2012 atualizado às 1:56
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JP Sá Couto acusada de ilegalidades

A CDU acusou a empresa que fabrica os computadores Magalhães de ter um comportamento "inaceitável e indigno" com os trabalhadores, apelando a uma "fiscalização completa e rigorosa" da JP Sá Couto.

17:29 Segunda feira, 3 de agosto de 2009
O partido comunista acusa a JP Sá Couto de praticar trabalho precário e baixos salários
O partido comunista acusa a JP Sá Couto de praticar trabalho precário e baixos salários
Tiago Miranda

O deputado da CDU, Honório Novo, eleito pelo Porto, pediu hoje uma "fiscalização completa e rigorosa da Autoridade para as Condições do Trabalho à JP Sá Couto", a empresa que constrói os computadores Magalhães.

O parlamentar falava no Porto aos jornalistas em conferência de imprensa realizada para denunciar o comportamento "inaceitável e indigno" daquela empresa nas relações com os trabalhadores.

"A JP Sá Couto parece entrar pela mais dura e inaceitável discriminação sindical, perseguindo e despedindo trabalhadores sindicalizados, numa afronta inqualificável aos direitos individuais (...) consagrados na Constituição", afirma o parlamentar.

Citou o caso de uma trabalhadora cujo contrato terminava no final de Agosto e que foi despedida em Julho com dispensa de comparecer nas instalações até ao final do contrato, após ter sido identificada como estando filiada no Sindicato dos Trabalhadores da Indústrias Eléctricas do Norte.

Honório Novo referiu que a JP Sá Couto "incorre em ilegalidades" ao pagar abaixo dos valores estabelecidos no contrato colectivo das indústrias eléctricas, mantendo "pelo menos 155 trabalhadores na mais aviltante precariedade".

O deputado referiu que 155 dos 160 trabalhadores afectos à produção do computador Magalhães na JP Sá Couto (que tem um quadro de pessoal de 300 elementos) são recrutados a empresas de trabalho temporário, tendo sido contratados com a exigência do 12º ano como habilitações literárias mínimas.

"Todos estes trabalhadores estão a receber salários de 465 euros mensais, menos 101 euros dos 566 euros de vencimento mínimo previsto no contrato colectivo das indústrias eléctricas", disse.

Honório Novo referiu que, nas negociações salariais, a administração da empresa reconheceu que não está a pagar segundo o contrato colectivo das indústrias eléctricas, mas sim de acordo com o dos trabalhadores do comércio, que prevê níveis salariais inferiores.

O deputado, que também é candidato à presidência da Câmara de Matosinhos, município onde a JP Sá Couto tem a sua sede, afirmou ainda que a autarquia, não deve consumar a cedência de um terreno àquela empresa, onde será instalada uma nova unidade para aumentar a capacidade de produção, sem se assegurar que de facto os postos de trabalho são "estáveis e de qualidade".

Contactada pela Lusa, a vereadora Luísa Salgueiro, que substitui o presidente da Câmara Guilherme Pinto, em férias, comentou a situação afirmando que o protocolo que formaliza a cedência do terreno, que está em fase de aprovação, prevê a criação, nas novas instalações, de 320 postos de trabalho estável.

"A Câmara seguirá a situação com atenção e actuará de imediato se verificar que as condições do protocolo não são cumpridas", garantiu a autarca.

A Lusa contactou a JP Sá Couto para obter um comentário a estas acusações, que não foi possível obter até ao momento.

Lusa
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JP SÁ COUTO
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:39 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
Esta não é a tal empresa dos "famosos" computadores "magalhães" e que José Sócrates tanto elogia ?
 
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Sendo as acusações do PCP, não deve...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 2:00 | Terça feira, 4 de agosto de 2009
... ser caso sério. Ou o PCP já montou em Portugal a sua KGB? Os Partidos têm que apanhar o jeito de serem sérios e deixarem esses casos para os Tribunais, ou já querem aumentar os seus poderes que, como sabemos, já são demasiados? OU o PCP tmabém quer nacionalizar a JP Sá Couto, agora que está a ganhar muito dinheiro ao que se diz...? As tentações comunistas de vez em quando vêm ao de cima e de tal forma que até mete medo!
 
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    Re: Sendo as acusações do PCP, não deve...    Ver comentário
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 8:28 | Terça feira, 4 de agosto de 2009
    Re: Sendo as acusações do PCP, não deve...    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:27 | Terça feira, 4 de agosto de 2009
Mas...
Tito D'alva (seguir utilizador), 1 ponto , 19:50 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
Tudo isso, so porque foi a Empresa que recebeu a "adjudicacao", do PS, para fornecer o'Magalhães'?
Politicas a parte, a JPSCouto, ate fez um excelente trabalho, no que concerne ao proposto, por isso, não arranjem forma de mandar para o desemprego, os trabalhadores da JPSC, que não recebem venciento nem reforma da AR...
 
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    Re: Mas...    Ver comentário
vigia (seguir utilizador), 1 ponto , 21:48 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
    Re: Mas...    Ver comentário
Tito D'alva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:03 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
    Re: Mas...emenda a minha resposta...    Ver comentário
Tito D'alva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
JP Sá Couto não está à margem da lei
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 20:08 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
Aplica o contrato do comércio para pagar menos 100 euros aos trabalhadores, despede uma dirigente sindical, e tem lucros de 450 milhões. Pode fazer o que quer? Só porque magalhou o Sócrates?
 
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Alguém, alguma vez, enriqueceu honestamente ?
Xico Taxista (seguir utilizador), 1 ponto , 7:58 | Terça feira, 4 de agosto de 2009

A JP Sá Couto, antes de Sócrates andar a fazer de "caixeiro-viajante" deles, já tinha problemas por fuga ao fisco.

Quem pagar todos os impostos.
Quem não tiver dívidas a fornecedores.
Quem tiver todos os seus colaboradores a trabalhar legalmentee lhes pague salários justos.

Só consegue atingir uma meta: a FALÊNCIA !

 
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Comunistas= traidores à pátria
Julius Caesar (seguir utilizador), 1 ponto , 13:03 | Terça feira, 4 de agosto de 2009
A fórmula é esta e é simples e objectiva.
Onde estão só minam a sociedade organizada, criam instabilidade e eliminam quem tiver opinião contrária.
Vide Venezuela actual e o fecho de rádios e televisões.
É uma canalha sem hipótese de recuperação para a sociedade democrática.
Num momento de crise mundial como o que vivemos e em que a manutenção do posto de trabalho deve ser a prioridade máxima esta gente sente-se "como peixe na água" a criar instabilidade que provoque mais desemprego.
Definitivamente a formula está correcta:

comunistas= traidores à pátria
 
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