20 de abril de 2014 às 19:02
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Jornalista acusado de perseguir Relvas diz ser tudo mentira

O homem acusado de perseguir aos insultos o ministro Miguel Relvas é um jornalista que anda pelos Açores a pé, num projeto que já fez no continente, e nega toda a história contada ontem, segundo a versão policial.
Anabela Natário (www.expresso.pt)
Nuno Ferreira, autor do livro "Portugal a Pé", está agora a percorrer os Açores a pé, para uma nova edição DR Nuno Ferreira, autor do livro "Portugal a Pé", está agora a percorrer os Açores a pé, para uma nova edição

O "homem", assim referido, sem identificação, que ontem foi detido na cidade da Horta acusado de "ter agredido um agente da segurança de Miguel Relvas" quando tentava chegar junto do quarto do ministro é o jornalista Nuno Ferreira que disse ao Expresso tratar-se de uma história forjada mas que o vai obrigar ir à tarde a tribunal.

Nuno Ferreira, autor do livro "Portugal a Pé" e que ontem não teve oportunidade de contar a sua versão, negou hoje ao Expresso ter qualquer intuito de perseguir o ministro Miguel Relvas ou ter agredido quem quer que seja, nem tão pouco se deslocou à Horta com outro propósito senão o de prosseguir, na ilha do Faial, o seu projeto "Açores a Pé Pelas Nove Ilhas".

O jornalista, que durante uma série de anos integrou a redação do "Público" e hoje é freelance, também nega ter, "em diversas ocasiões, insultado e ameaçado o próprio ministro dos Assuntos Parlamentares num hotel da cidade da Horta", como sugeriam as primeiras notícias sobre a sua detenção.

Aterrou na Horta na segunda-feira


"Atravessei a Graciosa e o Pico todo a pé, fiz entrevistas, fui lá acima ao Pico, a fazer os 'Açores a Pé', projeto sucedâneo do continente a pé. Estava no Pico, quando senti imensas saudades de casa e decidi interromper", conta Nuno Ferreira acrescentando que assim o fez: regressou a Lisboa no dia 27 de outubro, esteve uma semana com a família e voltou à Horta na passada segunda-feira. E não tem data marcada para o regresso.

"Quando chego a uma ilha quero ficar os primeiros dias num hotel. Aliás, eu já tinha estado aqui, no Faial Resort Hotel, mas agora, na volta, vi no [site de reservas de hotéis] Booking, que a dormida no Hotel do Canal era mais barata cinco euros no e marquei três noites." Hoje, quarta-feira, é a última.

A história que leva à detenção do "homem que tentou entrar no quarto de Relvas", segundo Nuno Ferreira, começou à hora de almoço de terça-feira, no restaurante do Hotel do Canal, onde se encontra instalado desde dia 5, segunda-feira.

Um final de almoço agitado


"Já tinha saído do Hotel do Canal quando resolvi voltar para almoçar. Só sentado é que reparei numa mesa de deputados do PSD Açores, entre eles Berta Cabral e o vice-presidente da Câmara de Ponta Delgada. Nem vi logo, estou muito desligado da política, porque estou muito desagrado com isto tudo", explicou.

Nuno Ferreira conta que, só quase no fim da refeição, viu o ministro Miguel Relvas levantar-se rumo ao hall de entrada do hotel. Aí, sim, levantou-se e dirigiu-se ao governante para lhe dizer: "Você não tem vergonha na cara de andar por ai depois de tudo o que tem feito?"

Então, prossegue o jornalista, ficam todos "muito alvoraçados", o ministro vira-lhe as costas e, seguindo o seu caminho, diz: "Não te conheço de lado nenhum".  "Entretanto, aparecem os seguranças e eu digo: calma que não quero bater em ninguém." Nuno Ferreira afirma que um dos seguranças age logo de uma forma agressiva que o leva a perguntar-lhe se lhe queria bater, ao que este terá respondido que se fosse preciso batia.

"E volto para mesa, sentei-me e continuei a almoçar calmamente. A chefe de mesa até veio falar comigo, aborrecida, que eu devia ter falado lá fora porque era mau para o hotel. Disse até que me compreendia, que andamos todos muito revoltados, mas pediu-me para não fazer nada ali dentro, mas lá fora. E eu pedi-lhe desculpa", completou Nuno Ferreira.

Nessa altura, o jornalista, que escolheu fazer os projetos do país a pé desde que ficou sem o seu emprego no "Público", pensou: "Já que virou as costas, vou fazer uma brincadeira". Foi comprar uma cartolina, nela escreveu "Bem-vindo excelentíssimo sr. dr. Miguel Relvas, Angola gosta do senhor doutor", e postou-se no passeio fronteiro à Assembleia Legislativa, onde o ministro assistia à cerimónia de tomada de posse do novo Governo Regional dos Açores.

Protesto pacífico


Nuno Ferreira diz que esteve calmamente com o cartão na mão, sempre no passeio contrário e que apenas o elevou quando Miguel Relvas abandonou de carro o Parlament, aliás um graduado da polícia da Horta aproximou-se e inquiriu sobre as suas intenções, ao ver o cartaz e ouvindo que o portador não tencionava nada mais do que estar ali pacificamente, afastou-se dizendo-lhe que estava "no seu direito".

"Depois, pensei: acabou. Atirei com o cartaz para o lixo ao pé da Assembleia e fui ao Peters. Estava cheio de deputados do PS, inclusive o ex-presidente [do Governo regional] Carlos César, e de jornalistas. Estive sossegado a beber uma cerveja e decidi voltar para o quarto do hotel, ao fim da tarde", contou, dizendo que aí começou a segunda parte desta história que hoje será exposta a um juiz do Faial.

"Para chegar ao meu quarto, quando saio do elevador, tenho de percorrer o grande corredor. Ao chegar, ao fim, viro para o meu quarto e tenho três indivíduos à espera. Perguntam-me o que é que eu quero. Um deles era o segurança agressivo da hora de almoço. Ao vê-lo, só disse: Eu só quero é que este senhor não me bata."

E o jornalista acabou agredido


Nesse momento, Nuno Ferreira tem dificuldade de contar exatamente o que se passou, porque, afirma, o segurança saltou-lhe para cima, atirou-se-lhe ao pescoço e algemou-o, tratando "como um animal", arrastando-o para o elevador de onde o levaram para uma carrinha para o conduzir à esquadra.

Na esquadra, mantiveram-no algemado durante "bastante tempo", tiveram "apenas como preocupação" tirar-lhe "tudo dos bolsos", inclusive o telemóvel, colocando-o numa cela, "incomunicável". Segundo conta, nunca lhe apresentaram qualquer auto, somente "um polícia" lhe disse que "estava acusado de injúrias ao ministro", e um outro que ele, Nuno,  tinha tentado dar-lhe uma cotovelada no hotel.

"Você está mentir, eu não dei nada, e o polícia, que eu não vi lá na altura, não era nenhum dos três, respondeu-me: eu disse que você tentou dar não disse que você deu", precisou o jornalista.

Pelas 22h30, Nuno Ferreira foi libertado. "Eu que era uma pessoa tão perigosa, deixaram-me ir sozinho para o quarto. Passei pelo segurança, que era outro, na porta do quarto do ministro, fui calmamente para o quarto. Neste momento estou no quarto e nem faço ideia onde está o ministro nem quero cruzar-me com ele", desabafou Nuno Ferreira.  

Comentários 167 Comentar
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Há algo de podre, muito, muito podre em Portugal

E cheira a relva!

Um povo que se deixa "possuir" desta forma por um cretino como o Sinistro Relvas, é um povo que deixa muito a desejar.

Rua com este merdífero, pestilento, nojento, abjecto e repugnante Relvas de uma vez por todas.

Até quando semelhante martírio?

cretino é este provocador,armado em parvo Ver comentário
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Teve o meu ponto, meu caro Paulo Pedroso Ver comentário
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Re: Há algo de podre, muito, muito podre em Portug Ver comentário
ao trabalhinho Ver comentário
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Palavra de pedófilo... graças a deus! Ver comentário
Devias mamá-lo 8 anos ... Ver comentário
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atão
não é que passamos a não poder demonstrar a nossa revolta perante o que se passa com alguém que nos força a admitir (ele e o amigo Passos) que o queremos no governo deste País? Isto parece uma Mafia, com capangas e tudo e é só isto que desde inicio o Sr.Relvas demonstra fazer muito bem. É incrivel, indigno, desonesto e outras coisas mais, que nos obriguem a engolir este Sr.Relvas a actuar em nome do Povo, quando ningém lhe quer dar esta legitimidade e quem lha deu não será na certa melhor do que ele. Ou, poderemos pensar, que é tanta a informação deste senhor sobre todos os que o rodeiam no governo, que ninguém se atreve a confrontar o dito. Sim, porque não se entende como é que podem admitir que, depois de tudo o que se sabe, o individuo continue a aparecer ao seu lado na resolução dos problemas deste nosso pobre País. Mas como é que engolem isto....O que mais irá acontecer, por mim quando o vejo falar do que quer que seja, desligo logo a televisão e se algum dia estiver frente a frente também lhe pergunto se não tem vergonha na cara e o que espera para se demitir. Eu não o quero ALI e muitos são os que pensam o mesmo.
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QUEM É RELVAS?
www.educar.files.wordpress.com/2012/07/jtomarrelvas97.pdf
É este tipo que é ministro de Portugal!
É este senhor que obeteve uma licenciatura pela porta do cavalo, " fazendo até cadeiras" que não constavam do plano do curso.
É este senhor a quem o Passos pôs a mão por baixo, dizendo que era um não caso, e que tinha confiança nele!
COMO É POSSIVEL TER CONFIANÇA NUM TIPO DESTES PERGUNTO EU?
anda a pé,e dorme em hoteis!o finório Ver comentário
Re: anda a pé,e dorme em hoteis!o finório Ver comentário
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ÁGUIADOIS = NOVO PIDE, provocador de serviço. Ver comentário
Re: anda a pé,e dorme em hoteis!o finório Ver comentário
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Teve o meu ponto, meu caro politici liegen Ver comentário
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Eu tenho confiança no RELVAS... Ver comentário
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Situação óbvia
É óbvio que este despedido do Público quer entrar em confronto com Miguel Relvas, para ficar bem visto à direcção do Bloco de Esquerda, digo, do Público e assim ser readmitido.
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Realmente, meter-se com um gajo tão bom!! Ver comentário
Afinal...

o homem só queria saber se percorrer portugal a pé dava direito a licenciatura....

e não chegou à fala com relvas...
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A história de um Ministro e de um Jornalista...

O ministro Relvas e o jornalista Nuno Ferreira...

Dois personagens da mesma história tendo como cenário o Arquipélago Açoreano, onde o jornalista do projecto a pé, resolveu fazer uma brincadeira...

Esta história começa com a coincid~encia de irem ambos para o mesmo hotel, almoçarem ao mesmo tempo...e a tentação de um jornalista insultar um ministro...

Tudo isto não passa de uma mentira...não sei de quem, mas trata-se de uma mera estória, como muitas outras, entre jornalistas que, muitas vezes, não fazem o seu trabalho , não se sabe se é este o caso, e ministros que também nunca deviam ser ministros, mas este é mesmo...

O artigo apenas refere situações contadas pelo jornalista, mas desconhecem-se os factos...esses vão render novas notícias...até porque uma estória que se preze tem sempre vários capítulos e só se conhece como acabou, no último capítulo...
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Espalhafato com equívocos e mais nada.
Resumindo a história contada pela boca do jornalista Nuno Ferreira, houve muito espalhafato, alguns equívocos e felizmente mais nada. Indo mais ao detalhe, deverá ter havido alguma imprudência e falta de educação do jornalista quando interpelou o governante no restaurante e precipitação do segurança que avaliou mal a intenção do jornalista quando este se dirigia ao seu quarto do hotel. A cervejinha no bar de clientela socialista poderá ter contribuído para que quem a bebeu exibisse um ar suspeito. Fica por esclarecer o mais importante: porque será que Angola gosta do excelentíssimo Sr. Dr. Miguel Relvas.
Re: Espalhafato com equívocos e mais nada. Ver comentário
Viva a democracia!
Viva o país limpo!
Deste modo e que me lembre só mesmo no tempo da PIDE!
Viva a democracia do RelvasPassos ! Ver comentário
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Ó Nuno

E para a próxima, levas com o panda-espião a espiolhar a tua vida, e, quem sabe, um enxerto de porrada.

Com o Relvas não se brinca. Vê lá se o Coelhadas não tem medo dele !!!
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jornalista-acusado-de-perseguir-relvas-diz-ser-tud
Espero bem que não apareçam por aí frangos e mosquitos a dizer que a culpa é de Sócrates. No entanto sempre direi que quem quer ser respeitado tem de se dar ao respeito. Não é o que acontece com o ministro que se tivesse um pingo de vergonha já tinha feito um buraco no chão para se esconder. Não sei até como a filha não tem vergonha do pai que tem. Só para lembrar que por muito menos e sem razão aparente para o fazerem se demitiram Jorge Coelho e António Vitorino. Um porque caiu a ponte e outro porque afinal até pagou mais `às Finanças do que devia, mas isso são outras histórias de gente com vergonha e que têm um nome a honrar.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/licenciatura-de-relvas.html
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Rústico? Urbano? Não, RUSBANO ! Ver comentário
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Re: Rústico? Urbano? Não, RUSBANO ! Ver comentário
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Nem que seja verdade
Nem que seja verdade, a tua alcunha é tás lixado ó meu, pois não tarda surge algum comentador a dizer que és da Al Qaeda açoriana e fazes parte da célula adormecida da ilha do Corvo.
Vejam aqui quem é o trafulha do Miguel Relvas

educar.files.wordpress.com/2012/07/jtomarrelvas97.pdf
Que história incrivel !
Esta história incrivel é transparente que na relva existe erva daninha e da mais maléfica.
Coitado do Relvas...
... é tão honesto e bom rapaz!...

9+9=16
Re: Coitado do Relvas... Ver comentário
O fascismo voltou?
É que parece terem voltado os métodos.
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