26/05/2012 atualizado às 1:56
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Jorge Silva Carvalho usou Maçonaria para "conquista de poder"

Fundador e ex-Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, José Manuel Anes acusa ex-diretor do SIED de ter tomado conta da Loja Mozart para pôr em funcionamento plano de "ambição pessoal".

19:55 Terça feira, 10 de janeiro de 2012
"Ele (Jorge Silva Carvalho) maltratou o padrinho, dentro e fora da Maçonaria, e começou a fazer o contrário do que eu lhe dizia", acusa José Manuel Anes
"Ele (Jorge Silva Carvalho) maltratou o padrinho, dentro e fora da Maçonaria, e começou a fazer o contrário do que eu lhe dizia", acusa José Manuel Anes
Nuno Botelho

O fundador e ex-Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal José Manuel Anes  acusa o ex-diretor do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) Jorge Silva Carvalho de ter usado a maçonaria "para um projeto de ambição pessoal e conquista de poder".

Em declarações ao "Público", Anes afirma que Silva Carvalho "tomou conta da Loja Mozart", uma célula adormecida da Grande Loja Regular, para cumprir esse objetivo. Convidou personalidades de vários sectores do poder político, económico e segurança e pôs em funcionamento o plano "de ambição desmesurada, sem escrúpulos de usar instituições do Estado em benefício dos seus interesses pessoais e privados", referindo-se à transmissão de informações confidenciais dos serviços secretos à empresa Ongoing, segundo a edição online do jornal.

Na tradição maçónica, o iniciado tem o dever de prestar informações e pedir conselhos ao seu padrinho, escreve o "Público". Mas Silva Carvalho deixou de cumprir essa obrigação, de acordo com Anes que o convidou há seis anos. "Ele maltratou o padrinho, dentro e fora da Maçonaria, e começou a fazer o contrário do que eu lhe dizia".

Alerta interno não resultou


José Manuel Anes conta que tentou fazer-se convidado para as reuniões de "inabitual secretismo" na Loja Mozart, que tinha um número de elementos acima do normal - entre 20 a 30 -, mas nunca teve êxito, nem tampouco conseguiu marcar presença em jantares e encontros que se realizavam em restaurantes e hotéis.

Desconfiado dos propósitos desses encontros alertou as autoridades maçónicas. Mas nada foi feito. "O assunto foi muito falado, mas não passou disso. Eu não avancei com uma queixa porque tive medo que isso fosse visto como um problema pessoal". "Um caso como este deveria ter sido investigado no seio da organização e, mediante os resultados, conduzir eventualmente a uma suspensão ou expulsão", critica Anes.

"Eu sinto-me responsável por ele, mas ele vampirizou o projecto", admite José Manuel Anes. Todavia, sublinha: "Há lá pessoas que conheço bem e que sei que são honestas." E "a Maçonaria não deve ser acusada, no seu todo, porque estas coisas não poderiam acontecer se houvesse transparência no funcionamento de todas as lojas".

Contactado pelo "Público", Trovão do Rosário, grão-mestre da Grande Loja Regular entre 2004 e 2007 afirma: "Não me lembro sequer de qualquer comentário acusatório. A Mozart era uma loja como as outras. A não ser assim, teria ocorrido alguma situação de confronto".

Trovão do Rosário frisa não compreender a afirmação de José Manuel Anes sobre o elevado número de elementos da Mozart, dado que "o número de membros é extremamente flutuante".


 

 

 

 

 

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Sacrificar soldado e batalhão para salvar exército
JJFF (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 9:07 | Quarta feira, 11 de janeiro
A esperteza maçónica não tem limites sendo exemplo disso a atitude de J. M. Anes que não teve pejo nenhum em afundar o já irremediavelmente "condenado" Jorge S. Carvalho (pela sua actuação no SIED) e a Loja Mozart à qual este pertence, tudo isto com o intuito de distanciar as restantes lojas maçónicas da teia de tráfego de influências que conduziu a que os principais órgãos de estado ficassem dominados pelos seus elementos.
 
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Que rico corpo
caprylm56 (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 21:04 | Terça feira, 10 de janeiro
Para partir pedra!
 
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!
Desiludido... (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 23:26 | Terça feira, 10 de janeiro
Estou a pensar criar também uma loja maçónica... Alguém quer aderir???
 
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    Re: !    Ver comentário
Portucale 01 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:27 | Quarta feira, 11 de janeiro
    Re: !    Ver comentário
Desiludido... (seguir utilizador), 2 pontos , 13:33 | Quarta feira, 11 de janeiro
    Re: !    Ver comentário
Portucale 01 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:17 | Quarta feira, 11 de janeiro
    Re: Tamém Quero!    Ver comentário
VivaoRelvas (seguir utilizador), 1 ponto , 15:41 | Quarta feira, 11 de janeiro
    Re: Tamém Quero!    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 2:45 | Quinta feira, 12 de janeiro
    Re: Tamém Quero!    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Quinta feira, 12 de janeiro
    Re: Tamém Quero!    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 16:37 | Quinta feira, 12 de janeiro
Desde a Casa do Sino até Hoje, vergonhas
Ficção (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 21:17 | Terça feira, 10 de janeiro
É isto, a conflitualidade permanente que forma estes rapazes e os preparam para a vida real, criando-lhes uma carapaça à prova de balas e um "animus capaz de enfrentar qualquer vicissitude.
De certeza que o Supremo Arquitecto, se estiver atento com estas coisas comezinhas, não ficará contente, mas só fará Justiça, no dia do Juízo Final. Até lá estes chico-espertos vão-se orientado com o vil metal, que tão astuciosamente se apropriaram, pondo-nos cada vez mais pobres e miseráveis.
Para a nossa saúde mental, responsabilizem esta gente e obriguem-nos a identificarem-se como fizeram os ingleses, quando uma loja maçónica, em Inglaterra, perante atentados bombistas de autoria do IRA, os seus membros, onde militavam polícias e juízes, prenderam, julgaram e condenaram inocentes. Como em Inglaterra o sistema funciona, a tramóia foi descoberta, os condenados restituídos à liberdade. Por sua vez, a Maçonaria saiu bastante diminuída e os seus membros obrigados a identificarem-se. Muitos, os oportunistas , saíram e os restantes, aqueles que procuram a sua perfeição intelectual, continuaram.
Haja coragem política.
 
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Será que vamos continuar a ter paciência?
entrenos (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 21:28 | Terça feira, 10 de janeiro
"É o preço do mercado", assim comenta o homem da foto por telemóvel. Nessa altura não passava de um imbecil, hoje, com 45.000 + pensão de 9.600, faz do comum cidadão idiota. Solidariedade! Que vergonha! É um novo "Ronaldo", termos de mercado! Será que vamos continuar a ter paciência?
 
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    Re: Será que vamos continuar a ter paciência?    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 21:47 | Terça feira, 10 de janeiro
O Inspector Geral da Ordem fugiu?
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:05 | Quarta feira, 11 de janeiro
parece que sim.Estas "lojas" não passam de "mercearias" de esquina.
Caso contrário Silva Carvalho já sabia como "era"
 
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As Comadres zangaram-se
ManuelCutileiro (seguir utilizador), 1 ponto , 21:41 | Terça feira, 10 de janeiro
Berrem para ai!!! Falem, eu quero saber tudo.
 
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Qual o conceito de autoridade para um maçom?
Pinto14 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Terça feira, 10 de janeiro
Na tradição maçónica, o iniciado tem o dever de prestar informações e pedir conselhos ao seu padrinho

E o art. 383.º do Código Penal diz que "O funcionário que, sem estar devidamente autorizado, revelar segredo de que tenha tomado conhecimento ou que lhe tenha sido confiado no exercício das suas funções, ou cujo conhecimento lhe tenha sido facilitado pelo cargo que exerce, com intenção de obter, para si ou para outra pessoa, benefício, ou com a consciência de causar prejuízo ao interesse público ou a terceiros, é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa. "

Neste conflito de normas, a qual obedece um maçom? Depende daquilo que ele considera por "autoridade", creditada para autorizar a revelação do segredo:

Desconfiado dos propósitos desses encontros alertou as autoridades maçónicas
 
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    "Alertou as autoridades maçónicas"    Ver comentário
George Rupp (seguir utilizador), 2 pontos , 9:00 | Quarta feira, 11 de janeiro
    Re: Qual o conceito de autoridade para um maçom?    Ver comentário
miguel30 (seguir utilizador), 1 ponto , 8:58 | Quarta feira, 11 de janeiro
    Re: Qual o conceito de autoridade para um maçom?    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 15:07 | Quinta feira, 12 de janeiro
Isto de maçonaria regular ...
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 22:35 | Terça feira, 10 de janeiro
... ou irregular é o mesmo que dizer "maçonaria de direita" (regular) ou "de esquerda" (irregular), porque até há lojas de extrema-direita, como as que puseram Hitler no poder.

Este parêntesis é para calar aqueles que insistiam que, maçonaria, só existe a de esquerda ...
 
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    Re: Isto de maçonaria regular ...    Ver comentário
miguel30 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:01 | Quarta feira, 11 de janeiro
    Re: Isto de maçonaria regular ...    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 22:14 | Sexta feira, 13 de janeiro
Mutatis mutandis
Gundi (seguir utilizador), 1 ponto , 22:41 | Terça feira, 10 de janeiro
O fundador e ex-capo da Cosa Nostra Regolare di Portugallo, Giuseppe Emmanuele Annese, acusa o ex-diretor do SIED (Servizio di Intimidazione, Estorsione e Diffamazione) Giorgio Silva Carvaglio de ter usado a máfia "para um projeto de ambição pessoal e conquista de poder".

Na tradição mafiosa, o iniciado tem o dever de prestar informações e pedir conselhos ao seu padrinho, escreve o "Público". Mas Giorgio "u mill'orecchi" deixou de cumprir essa obrigação, de acordo com Annese que o convidou há seis anos. "Ele maltratou o padrinho, dentro e fora da Máfia, e começou a fazer o contrário do que eu lhe dizia".

Annese conta que tentou fazer-se convidado para as reuniões de "inabitual secretismo" na família Vivaldi, que tinha um número de compadres acima do normal - entre 20 a 30 -, mas nunca teve êxito, nem tampouco conseguiu marcar presença em jantares e encontros que se realizavam em casinos e strip-clubs.

Desconfiado dos propósitos desses encontros alertou as autoridades mafiosas. Mas nada foi feito. "O assunto foi muito falado entre cappos, mas não passou disso. Eu não lhe ofereci uns sapatos de cimento à medida porque tive medo que isso fosse visto como um problema pessoal". "Um caso como este deveria ter sido investigado numa reunião de famílias e, mediante os resultados, conduzir eventualmente a uma suspensão, expulsão ou remodelação da faccia daquele strunzo", critica Annese.

 
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    Re: Mutatis mutandis    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 9:23 | Quarta feira, 11 de janeiro
No mundo do secretismo
Pinto14 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:43 | Terça feira, 10 de janeiro
Na tradição maçónica, o iniciado tem o dever de prestar informações e pedir conselhos ao seu padrinho

E nada melhor que trabalhar num serviço de informações.

Sugiro que se mude a nomenclatura do serviço de informações para SIP: Serviço de Informações pró Padrinho.
Como lema - inspirado no da Polícia de Segurança Pública - pode ser: "Serviços Secretos: existimos para servir as associações secretas".
 
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pois...o costume
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 23:15 | Terça feira, 10 de janeiro
A questão é: e o que é que os senhores agora vão fazer com isso???

O costume? = NADA?

(num país normal pessoas dessas já estavam no olho da rua há que tempos!! Não têm vergonha na cara??)
 
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ESTE SENHOR TOMOU CONTA DA LOJA
88dabulota (seguir utilizador), 1 ponto , 0:38 | Quarta feira, 11 de janeiro
Este senhor tomou conta da loja da maçonaria na altura ideal, em que Sócrates pretendia fazer o mesmo ao País por meio muito semelhante mas mais arrojados e descarados. Juntou-se a fome com a vontade de comer. E pasmo , como é possível um jagunço destes continuar a exercer um dos cargos mais importantes num país que devia ter algum respeito pelos seu contribuintes.
 
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REUNIÕES MAÇONICAS
toseixo (seguir utilizador), 1 ponto , 1:25 | Quarta feira, 11 de janeiro
SE OS ENCONTROS SECRETOS DE MEMBROS DA MAÇONARIA NÃO SÃO SOBRE: JOGO ILEGAL, MULHERES, TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, CORRUPÇÃO,NEGOCIATAS, CONSUMO E TRÁFICO DE SUBSTÂNCIAS ILÍCITAS E COMPADRIO SÃO DO QUÊ?
OS HOMENS EM GERAL ENCONTRAM-SE SECRETAMENTE PARA QUÊ?
SÓ SE FOR PARA MEXEREM NO PÉNIS UNS DOS OUTROS.
25 DE ABRIL SEMPRE, TEM DADO PARA TUDO.
 
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Maçonaria
raul almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 9:36 | Quarta feira, 11 de janeiro
Mais uma.
Tinha que ser dp PSD
 
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