1 de fevereiro de 2015
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La Calumnia

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A coisa é sabida, e o mestre é o untuoso Don Basilio, o padreco professor de música do "Barbeiro de Sevilha". Tudo começa com uma brisa suave mas sibilante. Pouco a pouco, rastejando, vai soprando e rondando até se introduzir nas orelhas das pessoas. Chega ao cérebro, sai da boca, o ruído vai crescendo até soar como um trovão. Está criada uma tempestade, um tumulto universal. A calúnia é a proverbial borboleta na China que causa um tornado em Portugal. 

 

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Shylock

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No princípio era o Verbo e o Verbo é o Teatro - a primeira arte comunal. Um grupo de pessoas reúne-se à volta de outra ou outras para ouvir uma história. Se a coisa corre bem, no fim saímos todos irmanados. Aprendi há muito que o melhor antídoto para o cansaço e desânimo é ver uma peça de Shakespeare. Está lá tudo o que precisa a alma humana. Mesmo numa peça problemática como "O Mercador de Veneza". 

 

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Inovação

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Por coincidência fortuita, esta Tabela Periódica - a última no "Atual" - é a centésima. Puxando pela cabeça, não encontro melhor maneira de celebrar o facto do que dedicá-la à inovação, uma coisa muito diferente do 'empreendedorismo' (a receita para fazer impunemente disparates), tão do agrado dos políticos portugueses. Como engenheiro e cientista, sei que é preciso estudar os problemas verticalmente, em profundidade.  

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Arqueologia industrial

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O passado é, de facto, um país estrangeiro, isto é, território fadado para turismo. Desde miúdo que ando fascinado pela arqueologia industrial. O meu ramo científico, termodinâmica, é um produto da Revolução Industrial, cujo ícone, a máquina a vapor, opera a transformação de uma forma de energia noutra. Entre os meus locais de estimação por esse mundo fora estão a Ponte de Ferro (1779) no berço da Revolução Industrial em Coalbrookdale (Inglaterra), o Ruhrgebiet (Alemanha), os moinhos de pólvora de Eleuthère Irénée Du Pont em Wilmington, Delaware (EUA). 

 

 

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Lewis Baltz (1945 - 2014)

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A estética era minimalista mas a mensagem era fortíssima: a denúncia da violação moderna da Natureza pelo homem. Refiro-me à Nova Topografia - a escola de fotografia que emergiu nos anos 70 como reação ao desenvolvimento suburbano da década anterior. A paisagem admirada por todos passava a ser apenas o imobiliário de alguns.  

 

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Silêncio

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A Natureza odeia o vácuo; a res publica também?. Sabe-se que o vazio político abre, quase sempre, o caminho aos ditadores. Já no século XVII - o da Guerra Civil inglesa - o poeta metafísico e deputado Andrew Marvell afirmara, num poema: "Nenhuma criatura gosta de espaço vazio;/ Os seus corpos crescem à medida do lugar."   

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Papoulas

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Gosto de palavras que bisam a consoante, como borboleta, papoula. Uma espécie de aliteração interna, o poema (com rima) dentro da palavra. São em geral termos com belos equivalentes em línguas estrangeiras: farfalla (borboleta, em italiano); poppy, coquelicot (papoula, em inglês e francês). Em miúdo, enchia a boca a recitar o "De tarde", de Cesário Verde, com esse "supremo encanto da merenda" que era o "ramalhete rubro das papoulas".    

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Casa de grilhetas

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Uma das coisas que distingue as boas universidades americanas são as coleções de arte, galerias e museus. A Grey Art Gallery, em Washington Square, é um entreposto da New York University (NYU) com um excelente programa de exposições. A mais recente é dedicada a Ernest Cole (1940-90), um fotógrafo sul-africano preto que, aos 27 anos, publicara em Nova Iorque "House of Bondage" - um registo em imagens e palavras de sete anos (1958-66) de "vida amarga na sua pátria". Foi, para o "New York Times", um dos livros do ano, e é um dos grandes livros de sempre da fotografia africana.    

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Magda Olivero (1910-2014)

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Os gatos têm sete foles mas os cantores têm, quando muito, duas vidas: tenores viram barítonos e vice-versa e sopranos passam a mezzo quando perdem os agudos. Magda Olivero, que se finou a 8 de setembro com 104 anos de idade, teve inúmeras carreiras. Estreou-se na rádio de Turim, em 1932, e, no palco, na Lauretta de "Gianni Schicchi". A conquista do Scala não tardou, bem como a colaboração com compositores como Mascagni, Giordano, Alfano e Cilea, que fez dela a "última diva verista" (embora com incursões ocasionais na ópera barroca e contemporânea). Dos 44 compositores que interpretou, 31 estavam vivos à data das suas atuações.  
 

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Vivian Maier: "The sequel"

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Alguns leitores estarão lembrados - por mim (Atual, 24 março 2012) ou por outros - do caso de Vivian Maier (1926-2009), a ama de profissão e fotógrafa (de rua) de vocação, que só foi descoberta postumamente. Passara a vida, em Nova Iorque e Chicago, a fazer fotografias, mais de uma centena de milhar, que nunca mostrou a ninguém. Nos últimos anos de vida pusera os escassos bens que possuía, incluindo milhares de rolos fotográficos, em cacifos de aluguer, deixara de pagar a renda e tudo fora leiloado por tuta e meia. 

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