23 de outubro de 2014
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Magda Olivero (1910-2014)

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Os gatos têm sete foles mas os cantores têm, quando muito, duas vidas: tenores viram barítonos e vice-versa e sopranos passam a mezzo quando perdem os agudos. Magda Olivero, que se finou a 8 de setembro com 104 anos de idade, teve inúmeras carreiras. Estreou-se na rádio de Turim, em 1932, e, no palco, na Lauretta de "Gianni Schicchi". A conquista do Scala não tardou, bem como a colaboração com compositores como Mascagni, Giordano, Alfano e Cilea, que fez dela a "última diva verista" (embora com incursões ocasionais na ópera barroca e contemporânea). Dos 44 compositores que interpretou, 31 estavam vivos à data das suas atuações.  
 

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Vivian Maier: "The sequel"

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Alguns leitores estarão lembrados - por mim (Atual, 24 março 2012) ou por outros - do caso de Vivian Maier (1926-2009), a ama de profissão e fotógrafa (de rua) de vocação, que só foi descoberta postumamente. Passara a vida, em Nova Iorque e Chicago, a fazer fotografias, mais de uma centena de milhar, que nunca mostrou a ninguém. Nos últimos anos de vida pusera os escassos bens que possuía, incluindo milhares de rolos fotográficos, em cacifos de aluguer, deixara de pagar a renda e tudo fora leiloado por tuta e meia. 

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A cor de TR-J

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O livro saiu em 2013, mas só agora me chegou às mãos. Tony Ray-Jones (1941-1972) é um caso especial: um segredo bem guardado pelos que verdadeiramente prezam a fotografia. Morreu novo, como aqueles que os deuses amam, mas deixou obra marcante e um livro póstumo, "A Day Off" (1974), que é, simplesmente, um dos grandes livros do século.    

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"As Criadas"

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Já vivi e vi o suficiente para perceber que Cate Blanchett é a maior atriz do nosso tempo. Também sei, graças a Victor Garcia e Luís Miguel Cintra (entre outros), que as peças de Jean Genet revolvem as vísceras do teatro. Genet era literalmente um ladrão, mas inventar é roubar uma coisa que não existe. Quando, no palco, o ator na pele de um personagem representa outro, temos teatro ao quadrado. Foi o que aconteceu este verão no Lincoln Center Festival (NYC).   

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Salgado

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O fotógrafo é um caçador de imagens. As suas virtudes são a paciência e a perspicácia. Na autobiografia "Da minha terra à Terra", Sebastião Salgado (n. 1944) conta como só conseguiu fotografar uma tartaruga gigante em Galápagos, imitando-a: arrastando-se lentamente de joelhos e mãos no chão. De pé, a tartaruga fugia-lhe; copiando-lhe a postura, o réptil testudíneo aproximava-se, curioso. Recomendo vivamente o livro (publicado originalmente em francês). Pode não se ficar a saber o que faz dele um grande fotógrafo, mas dá para perceber que é um grande homem.     

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Vale

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Não há nada deprimente neste vale/valley de Pedro Guimarães. Vale é depressão numa planura ou entre dois montes, assinalando muitas vezes o leito de um rio. Em sentido figurado, o vale de lágrimas do hino mariano Salvé Rainha.

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Livros

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No dia a dia português é deprimente passar por uma livraria. O mau gosto, ignorância, preguiça e venalidade (o direito a bancada visível vendido a quem dá mais) assustam. Há exceções, mas são raras (e as melhores vêm do mundo dos alfarrabistas, outra espécie em vias de extinção).    

 

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Uma fotografia

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Gosto de exposições com (ou sobre) uma única imagem. Devo esta descoberta à Ether - a galeria pioneira dos anos 80, na Rua Rodrigo da Fonseca, onde vi pela primeira vez a famosa "pedra" de Gérard Castello-Lopes, "Portugal, 1987": uma única fotografia para um único visitante de cada vez.   

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Mãos de tesoura

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Julgo que Picasso (1881-1973) foi o maior pintor do século XX, mas sempre que vejo uma exposição de Matisse (1869-1954) fico com dúvidas. Rendo-me sempre à luxúria mediterrânica da cor. Picasso fez tudo e mais alguma coisa. Matisse, porém, reinventou os papiers découpés - papéis pintados a guache que depois recortava e colava noutra superfície. A exposição na Tate Modern é daquelas que merece a viagem até Londres. Com a nova técnica, Matisse resolveu, de uma tesourada, a tensão entre a linha (desenho) e a cor. 

 

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Lá fora/ cá dentro

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Depois de Sines, é a vez de Lisboa, na Pequena Galeria: uma exposição de José M. Rodrigues (JMR), o constante reinventor da fotografia (e Prémio Pessoa em 1999). A ideia-base (e título) é fluxo - na aceção de Mihaly Csikszentmihalyi. Quando estamos imersos no trabalho e na vida, o tempo corre e não damos por ele. Será isso, porventura, a felicidade? 

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Edição Diária 17.Abr.2014

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