26/05/2012 atualizado às 1:56
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Jogadores no lucro, cidadãos no prejuízo

Os clientes do BPP continuam a protestar. Têm razão quando culpam o supervisor. Mas também eles preferiram não fazer perguntas. Quando ganhavam mais do que os outros, era deles. Quando perderam, querem que seja nosso.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Quinta feira, 22 de julho de 2010

Recebo com frequência muitos mails dos clientes do BPP. Uns mais informativos, outros cheios de maiúsculas e pontos de exclamação. Umas vezes leio, outras nem por isso. Em algumas coisas terão razão. A supervisão falhou clamorosamente.  O responsável foi "punido" com um bilhete de ida para o Banco Central Europeu. É bom saber que na Europa, como em Portugal, se dá valor ao mérito.

Mas confesso que não consigo deixar de sentir um certo desconforto perante quem exige do Estado cuidados que não teve. Com quem recebeu um retorno muito acima da média, supostamente sem risco (o Pai Natal ainda existe), e não achou estranho nem pensou que seria melhor começar a fazer perguntas. É simples: umas vezes somos enganados, outras não nos importamos de o ser, na esperança de que tudo corra bem.

Claro que sinto simpatia pelos pequenos depositantes - os grandes têm obrigação de saber o que andam a fazer - que perderam as poupanças de uma vida. Mas não me parece que justo que seja o dinheiro dos contribuintes a resolver o problema. E não posso deixar de notar que os clientes burlados pelo BPP já fizeram manifestações em frente ao ministro das Finanças mas João Rendeiro continua a sua vida, satisfeito, sem que ninguém o incomode muito. Até ele exige dinheiro ao Estado.

A ver se nos entendemos: o Estado falhou na supervisão, mas o principal responsável continua a ser o ladrão, não o polícia incompetente. Quem lhes tem de pagar são os administradores do BPP, não é o contribuinte. Se a sua exigência for a de que o Estado (através da justiça) obrigue quem os enganou a pagar por isso contam com a solidariedade de todos. Se querem que os contribuintes que têm as suas contas em bancos menos generosos no retorno paguem a despesa da imprudência, parece-me que estamos todos indisponíveis.

Esta semana recebi mais um mail. Chamou-me à atenção porque vinha em inglês. Dizia isto: "Os clientes do BPP aconselham: Não ponha o seu dinheiro em Portugal nem invista neste País! Porque: o sistema bancário português não dá garantias aos seus clientes; o regulador e supervisor não age preventivamente e correctivamente; o governo não cumpre as suas promessas, ignorando a situação e dizendo que não há risco sistémico, apesar de os capitais nacionais estarem a ir para o estrangeiro; a justiça não funciona. Não pensem que estas razões não são suficientemente fortes. Tenham cuidado, enquanto é tempo!"

Repare-se que neste apelo para não se investir em Portugal - se foram ao fundo, que o País vá com eles - não há, mais uma vez, uma palavra sobre a administração do BPP. O objectivo é claro: o Estado que pague os erros de quem enganou os clientes e a ingenuidade dos clientes, que gostaram do simpático retorno. E se não paga, fazem chantagem - felizmente não terá qualquer efeito - com o País inteiro.

Queremos todos as maravilhas do capitalismo, não queremos? Mas só para quando corre tudo bem. Quando dá dinheiro, é nosso. Quando se perde, é de todos. Jogadores no lucro, cidadãos no prejuízo. Patriotas sim, mas só quando vale a pena. Mas nisto os clientes do BPP são só aprendizes. Olhamos para muitos dos nossos principais empresários e banqueiros e percebemos com quem aprenderam.

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" AGARRA QUE È LADRÃO"
águiadois (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 9:34 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
O Banco de Portugal e Vitor Constâncio permitiram que alguns bancos funcionassem como casinos.Rendeiro tinha o alvará do BPP,Costa do BPN.Foi sacar até dar para o torto.
Costa está com a pulseira eletrónica e Rendeiro pavoneia-se por aí, depois de Durão Barroso ter vindo a Lisboa -em jacto a preceito-abençoá-lo como o banqueiro exemplar.
Tudo isto são casos de polícia e ladroagem em flagrante delito.
Como nos submarinos, a promiscuidade entre politica,dinheiro e investigação é total.
E anestesiado como anda o País já ninguém grita por socorro " AGARRA QUE È LADRÃO"
 
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D. Branca dos tempos modernos
PANTE44 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:43 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
Temos tendência para esquecer facilmente, se assim não fosse ainda estaria na memória colectiva o caso D. Branca. Em traços largos vou recordar aqui uma história parecida coma do BPP e com um final em tudo idêntico a este, por enquanto. Ela emprestava dinheiro a juros altíssimos, a caixa dela eram os pequenos depositantes a quem também pagava juros altos. Neste carrossel continuou durante anos, com os pequenos depositantes a verem ali um vencimento fixo crescente para a vida. Um dia, porque alguém importante se cansou de pagar, estourou a bronca. Ela foi detida, condenada e quem devia ficou contente e livre da divida e quem lá tinha o seu dinheiro, ficou liso e lixado da vida, com o senão de não lhe permitirem piar muito pois estavam a usufruir ilegalmente do ‘agiotismo’ da senhora. A diferença agora reside no pormenor de quem se safou foram os administradores e accionistas ao invés dos devedores e quem se lixou foram os de sempre. Poderíamos continuar alegar que as pessoas foram incautas e gananciosas, eu considero que nem ingénuas foram. Foi-lhes proposto uma oportunidade de negócio sério que aproveitaram. O banco tinha licença como tal o estado só tem que o responsabilizar, indo ao bolso dos responsáveis no sentido de ressarcir quem teve prejuízos.
No entanto quer me parecer, se bem conheço este país, que o estado vai cobrar umas multas (nada investiu mas vai ganhar),os responsáveis vão continuar a viver na boa e os desgraçados que acreditaram e investiram vãoficar arder
 
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Jogadores no lucro, cidadãos no prejuízo
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:30 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
A morte sempre deixou desculpas e por isso se arranjam culpados. Neste caso culpa-se a supervisão e até se esquecem dos verdadeiros. É como se a culpa dos roubos fosse dos policias e não dos ladrões. Já agora porque não atribuir a culpa dos incêndios aos bombeiros. Neste caso do BPN e BPP ainda não vi ninguém com vontade de devolver os juros mais altos que os mesmos auferiram. Porque carga de água têm de ser aqueles que não especularam a pagar a factura. Cada um tem de assumir a responsabilidade pelos seus actos. A ganância tem os seus riscos. Quando alguém joga na lotaria e não é premiado também não pede a devolução do bilhete. Vão dar banho ao cão que pelomenos deixa de cheirar mal.
 
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CGD, um banco socialista...
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:41 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
Você, de ora em vez, entra em dissertações sobre o mundo real. Por não conhecer ou não querer, utilizar “frases feitas” nem “slogans”, que sirvam para o efeito, utiliza em exclusivo o raciocínio.

A boa e calma vida do tal Rendeiro, considero coisa bizarra. Dou-lhe razão. Agora a sua “moral” sobre o restante…

Ao indivíduo que foi ao restaurante modesto (por motivos económicos) e se sentiu um pouco indisposto, o seu conselho deve ser: Passe a ir à “Bica do Sapato”

Portanto, o cidadão deve evitar a oportunidade da compra mais barata e do ganho acima da média. As promoções dos supermercados e as propostas dos Bancos, que nos oferecem melhores condições, devem ser encaminhadas para a polícia.

Provavelmente burlas, um dos males do capitalismo, inexistente no socialismo.

Da responsabilidade do Estado, como desconheço a legislação, não comento.

Mas acerca da sua preocupação com o contribuinte, que não tem que pagar uma “ganância”, que você repudia, já tenho uma estupefacção a comentar:

Ouvi-o (Eixo do Mal) dizer que o seu dinheirinho estava seguro na CGD. Você não é ganancioso, é receoso.

CGD que desbarata dinheiro (sem garantias reais) para que especuladores possam comprar outros Bancos. “Sítio” seguro, porque o accionista, esporadicamente, “entra” com injecções de capital.

Reforço do capital, possível, via aumento da dívida pública.

Quem paga? O contribuinte.

É bom ter o dinheiro seguro… até parece socialismo
 
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    Re: CGD, um banco socialista...    Ver comentário
ricardo_seq_coelho (seguir utilizador), 1 ponto , 13:53 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
    Re: CGD, um banco socialista...    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:16 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
    Re: CGD, um banco socialista...    Ver comentário
ricardo_seq_coelho (seguir utilizador), 1 ponto , 15:35 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
    Re: CGD, um banco socialista...    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:09 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
    Re: CGD, um banco socialista...    Ver comentário
ricardo_seq_coelho (seguir utilizador), 1 ponto , 16:58 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
    Re: CGD, um banco socialista...    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:52 | Sexta feira, 23 de julho de 2010
A banca
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:41 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
E o governo estão de rastos, pois a medida que tomaram só levou o povo a desconfiar da medida que tomaram.
E os ladrões esses estão a gozar o roubo que fizeram com a anuência do governo.
D. Branca já foi, agora é D. Rósinha.
 
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Falas assim porque não tinhas lá o teu dinheiro
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:14 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
O supervisou falhou, devia ter questionado o BPP acerca destes produtos, e porque eram de capital garantido o BPP devia ter capital suficiente para os garantir. O Estado falhou e para evitar males maiores arranjou uma solução para que os clientes do BPP podessem reaver parte do dinheiro. E o supervisor tambem falhou no BPN e no BCP. O responsavel por estes falhanços tem nome: Vitor Constancio ( " o piromano " ), que foi premiado com a vice-Presidencia do BCE.
P.S. nunca fui cliente do BPP
 
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    Re: Falas assim porque não tinhas lá o teu dinheir    Ver comentário
Colaborador (seguir utilizador), 1 ponto , 13:13 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
    Re: Falas assim porque não tinhas lá o teu dinheir    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 22:37 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
    Re: Falas assim porque não tinhas lá o teu dinheir    Ver comentário
ricardo_seq_coelho (seguir utilizador), 1 ponto , 12:33 | Sexta feira, 23 de julho de 2010
A velha conversa
jazão (seguir utilizador), 1 ponto , 14:22 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
da privatização do lucro e nacionalização do prejuízo, com que nos andam a moer a cabeça desde 2008, e que é uma treta gigantesca (se quiser discutir o assunto, preciso de tantos caracteres como você) pelo vistos ainda não deu o que tinha a dar.
Os depositantes do BPP, dos «produtos de retorno absoluto» fizeram depósitos nos termos de um contrato muito claro que lhes dizia que no termo do prazo tinham incondicionalmente direito ao capital e a um juro com uma taxa um pouco melhor que a média do mercado - cerca de 1% mais. Por um por cento, como é evidente, ninguém arrisca o seu dinheiro. Se alguém quiser arriscar as suas poupanças, não é por 1% e nesse caso investe onde quer e não onde o banco decide.
Acresce que os ditos «produtos» foram investidos em obrigações de bancos da zona euro, de primeira linha. O que aconteceu é que no momento em que o banco entrou em insolvência, essas obrigações estavam cotadas no mercado a um valor muito abaixo do valor nominal. Essa situação, como é óbvio não se vai manter eternamente.
O problema com que os depositantes se defrontaram é que o dinheiro deles está «congelado» há ano e meio, sem solução à vista, que as ditas obrigações vencem dividendos (fixos, de cupão) que ninguém lhes paga; ninguém assume uma solução para o problema. Também não os deixam a eles resolver o problema.
As pessoas que tinham estes produtos eram pequenos e médios depositantes que tinham até as suas poupanças noutros bancos e foram convencidos por 1% a mudar...
 
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O supervisor falhou??? será que podia ser melhor
O abreu dá cá o meu (seguir utilizador), 1 ponto , 14:58 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
Como é que o banco de Portugal consegue controlar as actividades dos bancos? Penso que isso é impossível como deverá calcular, face às quantidades de dinheiro, aos tipos de investimentos, aos locais onde esses investimentos são feitos, etc etc.

Só se o BP tivesse toda a PJ a trabalhar para eles conseguiriam, no máximo, controlar um ou dois bancos dos mais pequenos. Situações destas aconteceram noutros países com os mesmos resultados , apenas porque é impossível controlar um banco com o nível de detalhe que sugere.

O negócio bancário tem que ser um negócio de confiança entre o banco o Estado e os clientes. Quando tal não acontece, surge o problema.

Quanto a resto estou de acordo
 
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Terão ????
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:17 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
" Têm razão quando culpam o supervisor"
Meu caro Daniel: se há coisa em que eles não têm razão ... é exactamente nisso ( aliás você acrescenta esse facto ao seu texto)

Se o BdP tivesse proibido os produtos de retorno ( e vá-se lá saber porque o faria ...) aqui del rei que estamos a impedir a livre circulação de capitais, etc. etc.
Os clientes que arriscaram e "confiaram" no BPP sabiam perfeitamente ao que iam. São tão ingénuos e tão vítimas como o foram os clientes da D. Branca ... só que são mais mentirosos
 
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Mentiroso é você!
ferpin (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
É mentiroso aquele que diz uma mentira tantas vezes até que esta já lhe parece verdade. Não acha que estará na altura de se informar minimamente do roubo BPP antes de falar? Pois até pode convidar um cliente para ir ao seu, " Eixo do Mal", e aí ver, ver, e tornar a ver, que as pessoas recebiam o mesmo juro que nos outros BANCOS.
 
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Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 20:07 | Quinta feira, 22 de julho de 2010
«Os líderes muçulmanos proíbem que os seguidores da sua religião usem a t-shirt da selecção portuguesa porque consideram que é insultuosa. A justificação é ter a imagem de uma cruz. Os islâmicos defendem que é inaceitável que alguns equipamentos de futebol tenham o símbolo e, assim como a de Portugal, as t-shirts do Brasil, da Sérvia, da Noruega e de Barcelona são consideradas uma ofensa pelos líderes religiosos. Segundo a crença muçulmana, “não há desculpa” para qualquer equipamento ter imagens de cruzes, ou de bebidas alcoólicas e demónios. “Isso significa que se idolatra um símbolo de outra religião”, afirmou um líder islâmico ao Telegraph. Acrescentou que “sobre este assunto não há excepções em nome do entretenimento, moda ou desportos”.
Desta forma, se um muçulmano usar qualquer um destes equipamentos, será um insulto para Alá e entrará no “caminho do pecado”.»

in Jornal I

Caro DO, comente, por favor: defende quem usa a camisola ou defende quem segue a doutrina discriminatória? Suponho que deva ter a mesma dificuldade que tem com os ciganos homossexuais serem discriminados pela "cultura" cigana, desgraçados...confundem a malta da esquerda. Ficam encurralados contra a parede da demagogia.
 
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Pois...
Artemis1972 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:14 | Sexta feira, 23 de julho de 2010
"Os clientes do BPP continuam a protestar. Têm razão quando culpam o supervisor. Mas também eles preferiram não fazer perguntas. Quando ganhavam mais do que os outros, era deles. Quando perderam, querem que seja nosso. "

Daniel Oliveira, desculpa tratar-te por tu, mas depois das tuas palavras, sinto-me tão perto de ti, que quase me considero teu amigo.

Mais uma vez as tuas palavras foram certeiras e espero que os teus actos estejam de acordo com as mesmas.

Assim, neste fim do mês gostaria de ver publicado, quanto vais dar do teu ordenado (da parte que sobra) aos mais necessitados. Pois como vejo que a tua preocupação foi uns terem ganho mais do que outros, espero que devolvas parte do teu ordenado, pois acredito que ganhas muito bem.

Daniel, às vezes fico a pensar se serás analfabeto, e que mandes alguém escrever por ti....
Dizes muitas vezes coisas, que se fossem ditas por um analfabeto teriam mais sentido e qualidade.

Quem diria, as pessoas que mais ganharam, deveriam perder mais...

Conheço muito bem a malta da tua tribo, que vivem armados em idealistas e depois descobre-se que são os maiores ladrões de que há memoria...

Cumprimentos e boa sorte na escrita.....
 
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Moralismos
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 22:11 | Sexta feira, 23 de julho de 2010
Em parte até concordo com Frei Oliveira, mas a culpa é do discurso do "Estado Social" que a todos os que solicitam, ajuda e protege. O risco é algo inerente a todas as actividades humanas e todos tendem a proteger os seus interesses. Os agricultores por exemplo, não estão também sujeitos a riscos? O Estado dá subsídios, ajudas e indeminizações. As catástrofes naturais são imprevisíveis pois são, e que culpa tem o Estado? Os agricultores também não têm culpa, mas sabem da eventualidade desse risco. Qualquer actividade económica ou produtiva está sujeita ao risco. Mas o Estado nestes casos compensa. E que dizer de uma instituição do Estado que falha redundantemente nas suas competências. Não deverá também o Estado neste caso compensar? Se é difícil, que essa competência seja atribuída a outra entidade com maior capacidade. O problema é que a moral socialista não se compraz com aqueles que procuram ganhar através de um expediente mais ou menos especulativo.
 
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