João Pereira, a identidade e as fugas de informação
Do campo para a sala de imprensa, João Pereira foi o mesmo de sempre: com sangue na guelra, ciente das dores de cabeça que a Espanha pode dar mas com pés bem assentes na terra para continuar a puxar pelos corações dos portugueses e chegar á segunda final de sempre do Euro.
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"Concordo, não há favoritos. É 50%-50%. Espanha é campeã da Europa e do Mundo e por isso temos grande respeito pelo adversário mas não em demasia porque também temos uma grande seleção. Segredo? Sermos iguais a nós próprios, assumir o jogo quando tivermos de assumir e pressionar e atacar quando for o caso", resumiu o lateral.
E se o duelo com Jordi Alba, que poderá ser companheiro de João Pereira no Valencia na próxima época (se entretanto não for vendido), promete - "É um grande jogador e espero um duelo equilibrado mas antes de se preocupar em atacar também terá de pensar em defender..." -, o encontro do trio do Real Madrid (Pepe, Coentrão e Ronaldo) com os espanhóis... ainda mais.
"São três grandes jogadores e se calhar podemos pedir informações sobre os adversários porque estudam-nos de uma maneira mais consistente durante a temporada. Mas a realidade não é Real Madrid e Barcelona, são 23 jogadores de Portugal contra 23 de Espanha, mais os dez milhões de portugueses e os não sei quantos milhões de espanhóis. Um duelo ibérico é um grande jogos para todos desfrutarem", comentou.
E quando se fala de possíveis fuga de informação no Alemanha-Grécia, que terá permitido a uma equipa saber de forma antecipada o 'onze' da outra, João Pereira encolhe os ombros em relação à hipótese de saber antes as opções iniciais de Espanha: "Bom é pressionarmos bem e assumirmos o jogo. Portugal e Espanha não alteram muita coisa, já se conhecem bem. Podem jogar com o Torres na frente ou com seis médios, que é mais difícil porque os centrais ficam sem marcação direta, mas temos é de nos preocupar connosco".
Do 0-1 no Mundial ao 4-0 num... particular
Os últimos encontros entre Portugal e Espanha não servem de barómetro para João Pereira, que recordou que "a derrota no Mundial não foi nada de desnivelado" e que a goleada no último particular também se deveu "ao caráter diferente do jogo". "Eles estavam mais descontraídos e facilitaram um pouco por se tratar de um amigável", admite.
Nesse jogo, quem brilhou foi Hélder Postiga, com um bis. Como será sem o avançado que se lesionou com a Rep. Checa? "Na mesma porque o Nélson Oliveira e o Hugo Almeida entraram bem e com confiança no decorrer dos jogos. E é isso que também torna o grupo mais forte. Isso e o facto de estarmos a treinar juntos há um mês, o que vai melhorando o entrosamento e a própria qualidade de jogo", salienta.
Lopes vs. Quaresma? Ultrapassado
A 'pega' entre Miguel Lopes e Quaresma no treino de ontem já faz parte do passado mas ainda marca presença nas conferências de imprensa. E, pelos vistos, só mesmo aí: "O episódio está ultrapassado, é normal acontecer no calor do treino. Os jogadores querem mostrar qualidade para poderem jogar mas depois volta tudo ao normal".


Bartosz Jankowski/Reuters
"Não há favoritos", afirma João Pereira
