Jéssica Augusto ganha diploma na maratona
65, 41, 39, 24, 24, 13, 8, 9, 7, 7. Não se trata de um jogo de bingo nem dos números do Euromilhões mas representam da melhor forma a prova de Jéssica Augusto: de trás para a frente, a subir posições por cada cinco quilómetros. No final, a atleta ficou-se pelo diploma olímpico com o 7.º lugar, mas fica para a história como a segunda melhor portuguesa de sempre em maratonas nos Jogos Olímpicos, igualando a classificação de Manuela Machado em 1992 e 1996 e ficando apenas atrás de Rosa Mota, campeã em 1988 e medalha de bronze em 1984.
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Na manhã mais chuvosa desde que começaram as Olimpíadas, as atletas portuguesas foram sempre perto dos lugares da frente (Marisa Barros passou até em terceiro após o quinto quilómetro) mas, a certa altura, as habituais táticas e 'esticões' na corrida acabaram por separar águas, com uma russa (Tatyana Petrova Arkhipova) a ser a única capaz de acompanhar o ritmo imposto por quenianas e etíopes. Aliás, foi nos últimos sete quilómetros que a distância entre Jéssica e as primeiras classificadas aumentou, perdendo nesse lapso quase um minuto e meio.
Jessica Augusto, que fez a primeira maratona exatamente em Londres (e pelas conversas percebe-se que deixou boa impressão em terras britânicas) acabou a prova com um tempo de 2:25:11, menos de um minuto acima da melhor marca que tem na distância. Marisa Barros e Ana Dulce Félix, as outras duas portuguesas, também acabaram em lugares cimeiros entre as mais de cem atletas em prova: 13.º e 21.º, com 2:26:13 e 2:28:12, respetivamente.
Tiki Gelana, da Etiópia, ganhou a medalha de ouro com recorde olímpico (2:23:07), terminando à frente da queniana Priscah Jeptoo (prata) e da russa Tatyana Petrova Arkhipova (bronze). O recorde do mundo, que pertence à britânica Paula Radcliffe (2:15:25), nunca esteve ameaçado.
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Reuters
Jéssica Augusto e Marisa Barros abraçadas no final da prova
