16 de abril de 2014 às 22:48
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Jardim vertical

No betão asfixiante do centro da cidade de Lisboa, os jardins surgem sempre como pequenos mas refrescantes oásis.
Marisa Antunes (www.expresso.pt)

Mesmo quando trepam pelas paredes. Uma casa terminada há muito pouco tempo na Lapa, totalmente revestida de vegetação, é um exemplo de que a sustentabilidade é possível, mesmo quando o espaço livre é inexistente.


Comentários 21 Comentar
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ASFIXIANTE
Se olharem para a foto, verão à esquerda o muro de um JARDIM de uma casa tradicional, e à direita, a empena de um prédio.

O "objecto" verde, não respeita o alinhamento do prédio, e rompe completamente com a arquitectura e a escala da casa ao lado.

Do ponto de vista urbanístico é pois uma BRUTALIDADE, um CUBO autista completamente desligado da realidade e do contexto.

A fachada vegetal só serve para encobrir uma fachada, não tem nada de verdadeiramente ecológico, e ocupa precisamente um espaço que poderia ser livre (à direita há uma árvore) ou ocupado de froma discreta....

Mais um grito de individualismo...
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sustentabilidade?
falar de sustentabilidade numa casa que tem as paredes feitas em betão e elevador numa casa de 3 pisos, é no mínimo, muitíssimo incoerente. o verde da fachada parece-me mais uma opção para esconder o betão e chamar-lhe ecológico, mas de ecológico não parece ter nada. como se procede à manutenção da fachada? não me parece ser nada simples ter de substituir plantas, ou equipamentos de rega. isso foi acautelado? parece-me que a arquitectura envolvente foi desrespeitada... mas não conheço para poder afirmar isso.

ontem por acaso estive a ver um documentário sobre charles e ray eames, provavelmente o melhor designer que já existiu (charles), algo que ele defendia, era que o "aspecto" deveria de aparecer depois de se assegurar a funcionalidade de um objecto. não o contrário, adaptar a funcionalidade ao design. :)

não obstante a tudo isso, a casa é agradável ao olho! :)
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O MÉRITO DE PERCEBER UMA CIRCUNSTÂNCIA
O grande mestre Fernando Távora dizia-nos que o exercício do arquitecto se desempenhava na "circunstância". Não era o "tempo", o "contexto", o "lugar", o "programa", a "linguagem", o "cliente" - era tudo isso em simultâneo, sem renúncias, "batotas", como ele lhes chamava. Tanto melhor seria o projecto quanto mais equilibrada síntese se soubesse fazer da "circunstância".
Ora, vão já seguramente mais de duas décadas sobre os pioneiros desta ocupação intrusiva, quase militante, do "verde" no ambiente denso intra-urbano. Todavia, não sendo uma inovação conceptual portanto, a verdade é que poucas vezes os projectistas conseguem vencer as paradoxais e inúmeras barreiras a essa visão que, depois de realizada, curiosamente, se revela deslumbrante e... consensual.
Sinceros parabéns aos profissionais por terem conseguido este exemplo pedagógico. E, já agora, pelo que é possível perceber no filme, parabéns também pela qualidade global da linguagem arquitectónica do conjunto - articulação com o envolvente urbano, interacção dos espaços interiores e inteligência das "pequenas ideias".
Agradecido e prossigam.
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Ok, tudo bem. Mas parece-me que Ver comentário
4'05"
Aquilo é uma janela do prédio ao lado, para dentro da tal gaiola com a escada?! E pode-se criar uma parede à frente de uma janela já existente?!?

Na foto da ruína não parece haver janelas naquela fachada, foram feitas depois, durante? É confuso mas intrigante.

Tenho curiosidade em ver ao vivo mas palpita-me que pelo que deve custar se compra uma casa menos "avançada" com um jardim em que se pode passear... mas claro que não num sítio tão "fino".

Em todo o caso, se pudesse escolher, preferia a casa ao lado, de que se vê brevemente o portão tradicional e um jardim a sério. ;)
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