O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, discordou hoje do aumento dos impostos mas declarou que a Madeira está solidária com o "caminho" encontrado pelo Governo da República.
"No momento em que o País foi todo solidário com a Madeira nas dificuldades que passámos por causa da catástrofe, também a Madeira tem obrigação de partilhar, de convergir e cooperar na resolução das dificuldades do País, e, portanto, aqui estamos também para os sacrifícios que são necessários, de fato, o País fazer", disse o governante madeirense à entrada para a Presidência do Governo Regional.
"Nós temos, aqui, outras políticas mas foi este o caminho que foi, para já, encontrado, para conseguir resolver os problemas, eles existem, chegou-se aqui, eu tive políticas diferentes, nunca concordei com as políticas de Lisboa fossem do PS, fossem do PSD, agora, como se chegou ao momento em que não há outra saída - embora eu entenda que o aumento de impostos devia ser evitado e que se tem que ter mais atenção à economia e ao emprego - pode ser que este caminho leve a isso, não sei, tenho muitas dúvidas...", acrescentou.
"Juntos no sacrifício"
Para Alberto João Jardim, no entanto, "uma questão é certa, há um momento de grandes dificuldades para o País e a Madeira vai participar, vai cooperar e vai ser solidária, mesmo contrariada porque não nos ficava bem que, depois da grande onda de solidariedade nacional que houve com a Madeira aquando da catástrofe de que fomos vítimas, nós, agora, dizermos que íamos nos pôr de fora".
"Neste caminho de sacrifício estamos todos juntos!", sublinhou.
O presidente do Governo Regional considerou que as políticas adotadas "são impostas pela União Europeia, políticas com as quais eu nunca concordei".
E explicou: "o problema das pessoas são o emprego e a economia, as finanças são meramente instrumentais, a economia e o emprego é que são decisivas para o bem-estar dos portugueses e é, aqui, que se tem de pôr o acento tónico".
Penalizar a economia e o emprego
Alberto João Jardim lembra que "o aumento dos impostos vai penalizar a economia e o emprego, o aumento dos impostos nada significa se não forem eliminados organismos que em Portugal são absolutamente desnecessários" e chama a atenção que "tem que haver investimento porque se não houver investimento público e privado nós não vamos sair deste círculo vicioso que - não há receitas não se resolve o défice, aumenta-se impostos porque se tem que resolver o défice".
"Isto são caminhos que, eu, como governante, nunca segui", concluiu.
***Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***
Nota da Direcção do Expresso