Jardim: país não aguenta mais austeridade
O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, disse esta sexta-feira que Portugal não aguenta mais austeridade e que a solução é reanimar a economia.
Alberto João Jardim comentava a possibilidade do Governo da República vir a reforçar as medidas de austeridade devido à quebra nas receitas fiscais enquanto fora da gare do aeroporto quatro militantes entoavam palavras de ordem e exibiam cartazes contra a politica de Alberto João Jardim.
"A minha opinião pessoal é a de que o País não está em condições de aguentar mais medidas de austeridade", disse à chegada ao aeroporto da Madeira, vindo da Finlândia e da Croácia onde foi participar em reuniões do Comité das Regiões.
Segundo o boletim de execução orçamental sexta-feira divulgado pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), a receita fiscal do Estado caiu 3,5% nos primeiros cinco meses deste ano por comparação com o mesmo período de 2011.
Na quinta-feira, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, reconheceu que "a informação disponível sobre o comportamento das receitas não é positiva".
"As pessoas começam a perceber que, ou se reanima a economia, ou não se vai a parte nenhuma"
O presidente do Governo madeirense revelou ter seguido a reunião do G-20 e "notou-se que as pessoas começam a perceber que, ou se reanima a economia, ou não se vai a parte nenhuma".
"O grande problema é reanimar a economia, as receitas fiscais não atingem os níveis pretendidos porque a economia não foi reanimada, se a economia for reanimada obviamente que se chega lá", opinou.
Relativamente à Madeira, reiterou que o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) é para cumprir: "o relatório da troika reconhece que se está a cumprir, se continuarmos no bom caminho e eu faço questão que se continue neste bom caminho de levar este Plano de Ajustamento a sério porque se chegarmos ao fim do ano e se virmos que foi cumprido rigidamente e ver-se que o Estado não está a poder cumprir, nós estamos em posição de poder reabrir alguns dossiers de uma forma mais favorável".
"Uns psicopatas que estão com obsessões acerca da minha pessoa e que neste momento são pessoas que considero perigosas"
João Jardim disse que a viagem efetuada "não custou um tostão à região" porque foi custeada pela União Europeia e justificou o secretismo da mesma por existir "uns psicopatas que estão com obsessões acerca da minha pessoa e que neste momento são pessoas que considero perigosas e, portanto, por uma questão de segurança e dada a insistência desses psicopatas eu não digo onde estou".
Sobre o Europeu, manifestou que gostaria de ver em campo o "terceto maravilha - Cristiano, Ruben Micael e Danny" e augurou que Portugal poderá ser campeão: "Se o madeirense Cristiano Ronaldo estiver inspirado, acho que sim".
À saída da Sala VIP, Alberto João Jardim foi confrontado com quatro manifestantes do PTP-M liderados por José Manuel Coelho que gritavam, sob o olhar de um cordão policial, "o dr. Alberto João Jardim é um gatuno, roubou o subsidio de férias", "foi para Bruxelas gastar o nosso dinheiro" e empunhavam cartazes com as inscrições "ladrão da autonomia", "Madeira
falida, Jardim de férias" e "paga o que deves".



