O presidente do Partido Social-Democrata-Madeira (PSD-M), Alberto João Jardim
, disse hoje que a sua política é para as pessoas e não para agradar contabilistas, troika e a União Europeia e que considera "abençoada" a dívida.
"A minha política é para as pessoas. Não estou a fazer política para contabilistas, para a troika, para agradar a União Europeia, que vai por caminhos errados e que está a suicidar-se", disse no comício/jantar do PSD-M no Arco-da-Calheta, no concelho da Calheta.
Alberto João Jardim disse, a mais de um milhar de militantes e simpatizantes que enchiam um pavilhão gimnodesportivo, que tinha orgulho por ter feito dívida, porque levou médicos, escolas, estradas, energia e água potável a todo o território da Madeira.
"Tenho orgulho de ter feito dívida. Abençoada seja a dívida", disse, acrescentando: "A dívida está aí. Foi posta ao vosso serviço, para a dignidade de cada homem e de cada mulher".
Resultado esmagador
O líder do PSD-M pediu "ajuda" ao povo do Arco-da-Calheta no dia 9 de outubro, data das eleições legislativas regionais, "para uma vitória esmagadora".
Para reforçar o apelo, disse: "Vamos mostrar àquela gente, aos políticos de Lisboa que não se pode brincar, nem maltratar o povo madeirense".
Alberto João Jardim quer "um resultado esmagador e exemplar para os políticos em Lisboa não faltarem ao respeito", o que motivou palmas da parte dos presentes, que gritavam em coro: "Nós só queremos Alberto presidente".
O cabeça da lista social-democrata reiterou ainda os quatro objetivos da política do seu mandato caso seja eleito: restaurar as finanças públicas, concluir as obras iniciadas ou adjudicadas, manter o Estado social na Região e alargar a autonomia política.