Foto de arquivo de uma ação de ambientalistas da Sea Shepherd, em março de 2008, quando atiravam objetos contra o navio-baleeiro japonês «Nisshin Maru», no Oceano Antártico
Sea Shepherd Conservation Society/Reuters
O Japão suspendeu, temporariamente, a caça à baleia nas águas antárticas, na sequência de ataques da organização ecologista Sea Shepherd à sua frota. Segundo a Agência de Pescas japonesa, a atividade de pesca à baleia foi "paralisada" pela ação dos ambientalistas.
As autoridades nipónicas estão preocupadas com o navio "Nisshin Maru", cuja segurança querem garantir, e que foi interceptado pelos ativistas a 26 de janeiro. O regresso deste baleeiro à costa está previsto para março.
Campanhas ecologistas fizeram com que o número de baleias caçadas caísse de 507, no ano passado, para 30 a 100 na atual temporada.
A organização ecologista Greenpeace desvaloriza os argumentos de Tóquio, explicando que a decisão de suspender a caça à baleia se deve à fraca rentabilidade da frota, causada pela escassa procura de carne de baleia no Japão. O país garante caçar com fins científicos, mas os ativistas acusam-no de ter, na verdade, objetivos comerciais.