"Numa escala de zero a cem das preocupações do país, esse assunto deve vir em 300", disse Jaime Gama quando confrontado com o caso do pagamento pela Assembleia da República, das viagens semanais da deputada socialista Inês de Medeiros a sua casa, em Paris.
O processo, que viveu num impasse no conselho de administração do Parlamento, teve ontem uma solução que aponta no sentido das viagens semanais da deputada, de e para casa (em Paris), serem subsidiadas num valor correspondente ao preço mais elevado da viagem de avião, em primeira classe, pago a deputados que residem nos Açores.
Este caso tem origem na contradição entre uma declaração de candidatura desta deputada enviada pelo PS, que dá Inês de Medeiros como moradora em Lisboa, à semelhança do que acontecia então com o seu recenseamento eleitoral. Porém, a deputada terá sempre declarado no Parlamento a sua morada em Paris, facto que consta do seu bilhete de identidade.