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Israel e a flotilha de Gaza: um detalhe com importância

Ana Luiza Tapia, militar israelita de origem brasileira, conta a sua versão do que se passou com a flotilha.
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Recebi por mail há dois dias um relato em primeira mão do sucedido com a flotilha que se dirigia a Gaza, escrito em português por uma médica brasileira que serve no exército israelita, Ana Luiza Tapia. Entretanto o texto completo foi reproduzido aqui . Este testemunho seria apenas um ponto de vista como tantos outros, não fosse este intrigante excerto (sublinhados meus):

O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza. Essa foi uma atitude extremamente pacifista do nosso exército, em respeito aos civis que estavam no navio. E, se não há armamento no navio, qual é o problema de que ele seja inspecionado? Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.

 

Confesso que até agora não li qualquer outra fonte que focasse este aspecto. Isto pode parecer um detalhe à luz de quem está a debater o direito à existência de Israel, mas para aqueles que como eu, aceitam como uma evidência o direito de Israel a defender-se mas não assumem acriticamente que tudo o que Israel faz é bem feito, esta é uma questão importante. Afinal, a abordagem dos militares israelitas aos navios da flotilha foi feita com prévio assentimento dos seus comandantes ou não? E foi feita com a intenção de inspeccionar os navios ou de os tomar de assalto? Isto faz toda a diferença.


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Comentários 12 Comentar
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Começa a desenhar-se o que se passou
O IHH está condenado a não mais passar por uma organização pacifista. Todos sabem que não o é, excepto a Turquia que está numa nova onda "democrática"

http://www.youtube.com/wa...
'Freedom Flotilla' for dummies:)
Fox News

Desatenção
O Vasco Campilho não sabia disto porque é desatento ou desinteressado! Toda a gente sabe isto, desde que se lesse outra imprensa que não a portuguesa...

Já agora sugiro que, nestas questões israelo-árabes as pessoas façam um esforço por 'ouvir' os dois lados da questão, em vez de partirem para juizos precipitados.

Leiam, por exemplo, o Jerusalem Post antes de formarem juizos simplistas!

http://www.jpost.com/
Re: Desatenção
Re: Desatenção
Re: Desatenção
Q questao que se poe 'e
que direito tem Israel de inspeccionar navios que se dirigem a outro pais e que se encontram em aguas internacionais????

'E que esse pequeno detalhe ainda ninguém explicou.

Cumprimentos da terra das tulipas.
Re: Q questao que se poe 'e
Re: Q questao que se poe 'e
Re: Q questao que se poe 'e
Um detalhe interessado
Bom, bom, era obter os dados (filmagens, gravações) do que realmente se passou. Infelizmente, Israel não o permitiu, publicou só o que lhe interessava, e roubou (não há outra palavra, roubou) todo o material dos embarcados. Evidentemente, se o fez, teria os seus motivos, o que directamente faz saltar as dúvidas e suspeitas. Pelo menos as minhas.
Agora, dizer que é um detalhe importante a versão exposta por uma militar israelita, como se pudesse ter qualquer fundamento objectivo, é mais do que duvidoso. Da mesma maneira pode-se acreditar nos que dizem que foram dados tiros antes da abordagem, nos que dizem que eram mais mortos mas os soldados atiraram muitos ao mar, ou qualquer outra declaração de uma parte claramente muito interessada. A única maneira de chegar a saber a verdade é uma investigação imparcial, internacional. Coisa que Israel já proibiu, o que, novamente, me levanta suspeitas: O quê querem esconder?
Factos
Digam o que disserem, o facto é que vários civis foram assassinados por militares. O resto são detalhes...
O IHH ajudou no Haiti e não foi mandado parar
O IHH, organização humanitária turca, transformada em bando de terroristas pela propaganda judaico-americana, esteve presente no Haiti, no rescaldo do terrível terramoto que assolou aquele país.
Nessa altura o IHH trabalhou tranquilamente no Haiti e não há notícia que tenham introduzido armas de destruição maciça no país.
Sublinhe-se que o IHH já actuou em outros teatros de tragédia, como a Indonésia e China, por exemplo, e não consta que estes estados tenham ficado à mercê dos tão temidos "terroristas".
PS-Anteontem mais quatro palestinianos foram ASSASSINADOS pelos israelitas num barco de borracha. O massacre continua...
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Edição Diária 17.Abr.2014

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