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IRS: Dois escalões mais baixos sem limitação de deduções

"Nos níveis de rendimento coletável mais baixo, mesmo do terceiro escalão, praticamente não serão afetados", diz Teixeira dos Santos, ministro das Finanças.

10:43 Terça feira, 16 de março de 2010
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças português
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças português
Mário Cruz/Lusa

Teixeira dos Santos precisou hoje, em Bruxelas, que os dois primeiros escalões do IRS e os rendimentos mais baixos do terceiro escalão ficam excluídos da limitação das deduções do imposto.

"Em boa verdade, nos níveis de rendimento coletável mais baixo, mesmo do terceiro escalão, praticamente não serão afetados", disse Teixeira dos Santos à entrada para uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia.

O ministro das Finanças português precisou que "a partir de uma zona intermédia desse terceiro escalão é que (os contribuintes) poderão começar a sentir os efeitos dessa medida, não nos rendimentos mais baixos ou encostados à parte inferior desse escalão".

Diferenciação só exclui dois primeiros escalões do IRS


O Governo pretende introduzir uma limitação das deduções à coleta de IRS em função do rendimento coletável, criando uma diferenciação até agora inexistente, da qual ficam excluídos apenas os dois primeiros escalões do IRS.

"As deduções à coleta do IRS possuem atualmente um valor semelhante para todos os contribuintes, independentemente do escalão de rendimentos em que estejam enquadrados", realçou o Governo no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), entregue segunda feira na Assembleia da República, mas, caso a proposta avance, "o valor global das deduções à coleta será diferenciado tendo em consideração o rendimento coletável dos contribuintes".

Para tal, "estabelecem-se limites (correspondentes a uma percentagem do rendimento coletável) para cada um dos escalões de rendimentos. Excluídos desta regra transversal de limitação ficam os dois primeiros escalões do IRS, as deduções à coleta personalizantes (relativas aos contribuintes, dependentes e ascendentes) previstas no artigo 79. do Código, e bem assim, as relativas às pessoas com deficiência".

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 

 

Lusa
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Explicador-precisa-se
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:50 | Terça feira, 16 de março de 2010
Com tanta alínea,tanto parágrafo ,tanto escalão e sub-escalão o contribuinte já não sabe a quantas anda.
Imagine-se a confusão que vai por esta terrinha fora e ainda por cima nesta altura em que a Igreja mobiliza os seus fieis para os trabalhos do Cristo Rei (3 milhões de euros)
 
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    Re: Explicador-precisa-se    Ver comentário
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 13:30 | Terça feira, 16 de março de 2010
    Re: Explicador-precisa-se    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 18:46 | Terça feira, 16 de março de 2010
os pobres agradecem ao Sr Ministro .
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 15:20 | Terça feira, 16 de março de 2010

aqueles cujos rendimentos não chegam para fazer face às despesas fixas não vão ter limites nas deduções . BOA !

Estou a vê-los correr para os Hospitais Privados , a comprar acções , a aplicar paineis solares , fazer donativos e a fazer PPR's para terem mais despesas para deduzir no IRS ...

Estas declaracções nesta altura do " campeonato "são de muito mau gosto !Isto mais parece gozo ...
 
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    Re: os pobres agradecem ao Sr Ministro .    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 18:47 | Terça feira, 16 de março de 2010
Teixeirinha
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:52 | Terça feira, 16 de março de 2010
O ministro dos pobres?????
 
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IRS
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:24 | Terça feira, 16 de março de 2010
Este é mais um recuo do governo socialista...
 
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IRS
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:33 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Sr. Ministro das Finanças:
Uma grande parte dos órgãos informativos de ontem afinavam todos pelo mesmo diapasão:
"Todos os contribuintes vão pagar mais IRS."
Entretanto o Ministro das Finanças fica-se em meias verdades.
Fala em deduções nos dois primeiros escalões e nos rendimentos mais baixos do terceiro escalão .
E, a dedução específica que vai ser suspensa, não tem influência e de que maneira, no IRS a pagar ?
Com a suspensão está em condições de nos garantir que o IRS a pagar se mantém igual ? Ou não será muito superior ?
Imagine-se um caso de um pensionista que receba anualmente 15 mil euros e com uma dedução específica no valor de 6 mil euros ,que é o valor actual
Neste caso o valor a considerar são 9 mil euros à taxa de 23.5%, com a parcela a abater de 874.04 euros
Abolida a dedução específica, o valor que é considerado para apuramento é de 15 mil euros, à mesma taxa.
Não é necessário ser nenhum "barra" em matemática, para concluir que vai pagar mais e bem mais !
Qualquer comentador pode simular os respectivos valores...
Ou não será assim ?
 
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Adianta muito ...
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 13:41 | Terça feira, 16 de março de 2010
... virem dizer que aumentam as deduções para os escalões mais baixos (como se essas pessoas alguma vez tivessem nadado em dinheiro e o pudessem gastar para assim terem direito às deduções) quando os impostos indirectos já aumentaram e continuam a aumentar, pelo menos desde que vou abastecer o carro de gasolina, visto que neste país de Iluminados, durante o tempo das vacas gordas, lembraram-se construir auto-estradas, mas fecharam as linhas de comboio. Conclusão: em certas zonas deste mísero país, uma pessoa é obrigada a andar de carro, mesmo que não queira, porque não há transportes públicos e o pouco que havia foi destruído por esses Iluminados que agora tão mal administram alguns monópolios do país.

É caso para dizer que em Portugal a incompetência compensa ...
 
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    Re: Adianta muito ...    Ver comentário
nortagus (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Terça feira, 16 de março de 2010
    Re: Adianta muito ...    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:48 | Terça feira, 16 de março de 2010
    Re: Adianta muito ...    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:20 | Terça feira, 16 de março de 2010
    Re: Adianta muito ...    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Terça feira, 16 de março de 2010
Despeçam o gestor...
RW030 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:08 | Terça feira, 16 de março de 2010
Vamos lá ver se a gente se entende. Quem são os governantes de um país? São assalariados mantidos pelo povo, através dos impostos, para gerirem a “coisa pública” - a República Portuguesa. Então, o que é que acontece quando os gestores de um bem, desbaratam, contraem dívidas insanáveis e diminuem o valor do bem confiado? Que bem me lembre, são despedidos! No caso vertente, o gestor incompetente exige aos seus patrões e accionistas (NÓS), mais dinheiro e contenção nos gastos pessoais para que ele possa continuar na senda que sempre traçou e lhe interessa, mantendo as suas mordomias intactas. Para não ser imediatamente trucidado, cria uma regra que visa atingir prioritariamente com esta medida os mais pequenos accionistas – aqueles que não terão hipótese de se fazerem ouvir ou de se defenderem. E esses são, no caso real, os reformados, trabalhadores por conta de outrem, pequenos aforradores, gente que sempre trabalhou e tem os impostos em dia e as contas pessoais à disposição – em suma, gente honrada que prefigura um alvo fácil, indefeso, disponível e sempre visível. Quanto aos outros, (Bancos, Seguros, E.P.s, grandes empresas, organismos estatais, gasolineiras, fornecedores de energia, serviços, etc…) – bem, esses são grandes amigos do tal “gestor”. Ajudam-no a manter o emprego e asseguram-lhe o futuro a troco de alguns favores. E será que esta saga não tem fim? Tem. Despeçam o gestor. Caramba, fomos nós que o contractámos!
 
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    Bem dito..    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 15:47 | Terça feira, 16 de março de 2010
    Re: Despeçam o gestor...    Ver comentário
hdm (seguir utilizador), 1 ponto , 10:10 | Quarta feira, 17 de março de 2010
    Re: Despeçam o gestor...    Ver comentário
Resignado (seguir utilizador), 1 ponto , 23:15 | Quarta feira, 17 de março de 2010
Afinal a notícia dos 7250 € era mentira
MPV (seguir utilizador), 1 ponto , 17:14 | Terça feira, 16 de março de 2010
Como eu sempre disse a notícia de que quem declarasse 7250 € por ano ia perder os benefícios fiscais era completamente falsa. Só a partir de metade do 3º escalão é k começam a ser reduzidos os benefícios fiscais.
Espero que quem gastou aqui espaço a falar do que n sabia se retrate. Claro que n o vão fazer e isso reflecte bem o que são.
 
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Este gordo beiçolento deve estar a gozar...
Cuernavaca (seguir utilizador), 1 ponto , 19:41 | Terça feira, 16 de março de 2010
Não há limitação da dedução para quem já quase não paga imposto (IRS).

Acho preferível chumbar o tal "péque" e pôr na rua estes cabrões que têm a mania que somos todos burros! É patriótico rejeitar o "péque"! Responsabilidade, sentido de Estado e respeito por nós próprios é correr com esta cambada aldrabona.
 
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Se os que têm estado a gerir
divergente (seguir utilizador), 1 ponto , 21:29 | Terça feira, 16 de março de 2010
O País, com tanto fracasso, que todos os anos os portugueses têm de ser vergados, por causa das mordomias daqueles que o gerem e seus amigos gastadores, porque não são presos! Eles á verdade dos portugueses e de não fazerem o que prometeram? Os ladrões têm de ser castigados e quando digo isto não é só o governo, são aqueles nomeados por ele e também os administradores banqueiros que se enchem á custa daqueles que são honestos e trabalham para que enriquessam o País. Esses sim são os que fazem o que tem de ser feito pelos politicos e mamas! Esses nunca trabalharam na vida! Eu pergunto será que um ladrãozeco que rouba pequenas coisas para sobreviver, deve ser preso? sim, mas também os maiores ladrões, de bancos que estão dentro, administradores de empresas mistas, e empresários que pasam a vida a roubar e a usar todas as falcatruas para meterem o dinheiro ao bolso, não são presos, emcombrem-se uns aos outros é tudo farinha do mesmo saco, podre. Isto só lá vai com sangue, porque o povo não aguenta mais e pior é um começar, vai tudo atrás. Os politicos que se cuidem!!!
 
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Desumanidade e incompetência no PEC (parte 1 de 2)
Nunes da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:18 | Terça feira, 16 de março de 2010
As deduções no IRS não são dádivas do OE como se pretende fazer crer. Consistem apenas em permitir que, por situações sociais especiais, as pessoas paguem menos imposto ao Estado.
    Se alguns vão ter reembolso de impostos que já pagaram, muitos outros têm de entregar ao Estado quantias, por vezes chorudas, para além do imposto que já lhes descontaram à cabeça.
    Vou dar um exemplo, real: Irmã minha, professora aposentada do 10º escalão, com 97% de incapacidade permanente, está acamada num lar. A sua pensão não cobre todos os encargos, sendo o irmão que cobre a diferença. Apesar disso, este ano, no encontro das contas, em vez de receber “cheque chorudo”, vai ter de pagar ao Estado 791,27 euros! Onde os irá arranjar se os seus encargos são superiores à pensão? E quanto será nos anos próximos se não lhe permitirem deduzir despesas de saúde e lhe reduzirem dedução específica de pensionista?
    Situação totalmente desumana.
Dizem que poderia deduzir 382,50 euros de gastos com lar. Falso. Porque só poderia deduzir se a sua pensão não fosse superior ao rendimento mínimo mensal (artº 84º do CIRS). Estúpida lei. Porque nesse caso nem sequer pagaria IRS!
Seguros, não tem nem nunca os poderia ter. Com a sua idade e doenças, não há seguradora que lhos faça. Falácia dizer que os pode deduzir. Mas há pessoas que deles precisam, dado o baixo nível dos vencimentos e menor ainda das pensões e a instabilidade de emprego.

 
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Desumanidade e incompetência no PEC (parte 2 de 2)
Nunes da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:19 | Terça feira, 16 de março de 2010
Legislaram fazendo redução brutal no valor das pensões. Alegaram que cada um fosse aforrando o que pudesse. Como, com tão baixos salários e tanto desemprego? E onde, para os que o possam fazer? Já deram machadada nos certificados de aforro, agora atacam também seguros e PPRs. Mais desumanidade.
    Quanto às despesas com educação, a sua redução é incentivo contra a natalidade. Porque quantos mais filhos mais despesas.
    Por último o mecenato. Atacando-o também no que respeita a instituições de solidariedade, vão fazer que estas tenham menor receita e reduzam apoios a quem precise.
    Mas, além da desumanidade deste aumento de impostos, a procura interna vai arrefecer pelo menor poder de compra e, como a externa não aumenta que se veja, vamos ter agitação social intensa. Nada propícia a investimento. Baralhada total. E “viva” a União Europeia. E limpem as mãos à parede com o Tratado de Lisboa.
Cortem nas milhentas obras que não sejam urgentes, nas viagens, nas mordomias, nas consultadorias. Há muito onde cortar sem ferir as pessoas.
                António José de Matos Nunes da Silva

 
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Tem que haver dinheiro para premios
MNPT (seguir utilizador), 1 ponto , 22:42 | Terça feira, 16 de março de 2010
Temos que retirar aos que tem rendimentos mais baixos, para se puder destribuir premios churudos por aqueles cujos rendimentos são superiores.
 
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Alguém acha que isto não é brincadeira?
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:57 | Quarta feira, 17 de março de 2010
O nosso Ministro das Finanças vangloriar-se do facto, de só virem a pagar mais impostos, as pessoas que têm rendimentos superiores a 7.000 euros, só pode significar que não sabe o que é viver com 600 euros por mês.
Vamos a olhar para uma família de 3 pessoas:
Água.... Paga por mês 25 euros dos quais 17 são fixos e não têm nada a ver com o consumo feito (taxas para isto e para aquilo, comem dois terços do valor a pagar.
Luz..... Paga 25 euros por mês ( sena das taxas repete-se)
Renda da Casa.....300,00 euros, (praticamente impossível), mesmo assim, 15% deste montante vão para os cofres do Estado (IRS)
Não tem telefone fixo nem telemóvel.
Restam 250,00 euros para comer, vestir, produtos de higiene, medicamentos....
Destes 250,00 euros o Estado vai sacar o IVA da generalidade dos bens consumidos.
Assim, dos miseráveis 600,00 euros o Estado e Empresas públicas absorvem:
Agua e luz , no mínimo 30 euros
Renda 90 euros
IVA (média 12%) 30 euros
Total 180 euros
Lá foram 30%, dos miseráveis 600 euros para alimentar o MONSTRO ESTADO E ENTIDADES PÚBLICAS E PARAPUBLICAS.

Meus caros isto não é ficção. Os números não mentem, como o MINISTRO.
HONESTAMENTE.... isto só pode ser brincadeira, ou melhor, fazer de nós todos uma cambada de burros.

 
 
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    Re: Alguém acha que isto não é brincadeira?    Ver comentário
Resignado (seguir utilizador), 1 ponto , 23:12 | Quarta feira, 17 de março de 2010
Mais vale que o salário não suba!
Bruno_Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:05 | Quarta feira, 17 de março de 2010
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