A historiadora Irene Flunser Pimentel afirmou que Eduardo Lourenço, hoje distinguido com o Prémio Pessoa, "é uma voz fundamental" para Portugal, principalmente no período que atravessamos.
"É um intelectual fundamental em Portugal em qualquer altura, e nesta altura em que Portugal está completamente em baixo é fundamental que oiçamos aquela voz", disse a historiadora galardoada com o mesmo prémio em 2007.
A autora de "A História da PIDE" afirmou que Eduardo Lourenço "já devia até ter sido [distinguido] há mais tempo".
"Uma excelente atribuição, o mais justo que podia ser", rematou Flunser Pimentel.
O filósofo Eduardo Lourenço foi hoje distinguido com o Prémio Pessoa 2011 pela "cidadania atenta e atuante", sendo-lhe reconhecida "a intervenção na sociedade, ao longo de décadas de dedicação, labor e curiosidade intelectual", referiu o júri.
Na ata da decisão, o júri afirma que "num momento crítico da História e da sociedade portuguesa, torna-se imperioso e urgente prestar reconhecimento ao exemplo de uma personalidade intelectual, cultural, ética e cívica que marcou o século XX português".