17 de abril de 2014 às 22:20
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Irão suspende morte de Sakineh Ashtiani

Sakineh Mohammadi Ashtiani já não está condenada à morte. Suspensão do enforcamento foi comunicada, por carta, à Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pela Comissão de Direitos Humanos do Parlamento iraniano.
Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)Agências
Irão poupa vida a Sakineh Mohammadi Ashtiani Morteza Nikoubazl/Reuters Irão poupa vida a Sakineh Mohammadi Ashtiani

O Irão suspendeu a pena de morte, por enforcamento, de Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada alegadamente de adultério e de planear a morte do marido. Em carta enviada à Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Parlamento iraniano, deputada Zohre Elahian, disse que a iraniana foi perdoada pelos familiares da vítima.

Na carta, a deputada diz que a suspensão da pena se deveu, também, ao apelo feito, à Justiça iraniana pelos filhos de Sakineh Mohammadi Ashtiani.

O mediático caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada ao apedrejamento pela Justiça iraniana, pelo crime de adultério, levantou uma onda de protestos em todo o mundo e desencadeou uma campanha internacional contra a crueldade da pena. Pressionado, o Irão suspendeu-a, mas continuou a pesar sobre a iraniana a ameaça de morte por enforcamento, agora também afastada.

Desconhece-se ainda, por agora, o que vai acontecer a Sakineh Mohammadi Ashtiani.


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È sempre de saudar...
...o facto de se ter impedido uma condenação à morte,seja onde fôr e não só por motivos circunstanciais ou de cálculo político.

Os mesmos apelos que levaram a salvar esta iraniana deverão prosseguir em todos os países em que a pena de morte existe,tal como na Arábia Saudita,Estados Unidos,China e outras regiões atrasadas sobre o ponto de vista humano.

Se a a pena de morte é a pena absoluta,só deveria ser aplicada numa sociedade absolutamente justa,segundo a lei da proporcionalidade.
Re: È sempre de saudar... Ver comentário
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