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COMENTÁRIO

Investir no manicómio

Nicolau Santos (www.expresso.pt)
8:00 Domingo, 4 de outubro de 2009

Imagine que chega a um país interessado em investir e lhe dizem que o Presidente e o primeiro-ministro estão politicamente em guerra aberta. Que o Governo recém-eleito pode cair dentro de seis meses a dois anos.

Que o Presidente da República pode não ser reeleito dentro de ano e meio. Que a economia está numa profunda recessão (3,7%), que o défice orçamental rondará os 7%, que o desemprego atinge 600 mil pessoas numa população activa de 5,2 milhões, que o endividamento líquido externo decuplicou numa década e representa mais de 100% do PIB. Que faz você? Nem sai do aeroporto. Regressa ao seu país no primeiro voo que houver.

Infelizmente, este país não é uma ficção. Mais infelizmente é o nosso. E, no plano económico, a imprevisibilidade é absoluta. O que vai acontecer com os grandes investimentos públicos? Avança o TGV e é adiado o novo aeroporto? E a terceira travessia do Tejo? Todos os outros compromissos se mantém (novas concessões rodoviárias, extensão da rede dos metros de Lisboa e Porto, dez novos hospitais públicos, novos campus da Justiça e novas prisões? Ou o apoio (e/ou abstenção) do PSD e CDS à proposta do Orçamento do Estado 2010 implicará, como contrapartida, que o PS deixe cair algumas destas obras?

E que Orçamento vamos ter? Um que continue a apoiar empresas e famílias face à crise e ao desemprego? Ou, à semelhança de Espanha, vai haver desde já subida de impostos e diminuição de benefícios fiscais?

A crise já tinha levado os agentes económicos a serem muito prudentes. A instabilidade política vai agravar esta prudência - e os investimentos serão adiados de novo. O resultado, inevitável mas muito pouco desejável, é que a nossa retoma ocorrerá depois e de forma mais lenta que a dos outros países europeus. Ninguém investe em manicómios.

Nicolau Santos  

Texto publicado na edição do Expresso de 3 de Outubro de 2009

 

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Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:50 | Domingo, 4 de outubro de 2009
Partindo do princípio que até hoje nenhuma empresa grande média ou pequena, ou um Banco faliu por pagar muitos impostos.

E sendo o sector bancário luxemburguês responsável por perto de 50% do PIB do Luxemburgo, e sabendo-se que os bancos em Portugal têm um IRC muito competitivo não é de estranhar que os Bancos tenham que contribuir mais para a crise, combatendo-a com mais doações financeiras ao estado por via fiscal.
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As empresas que exportam devem ter um crédito com taxas baixas ou zero. Mas pagando um IRC normal.
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Sendo o custo do transporte e taxas portuárias que fazem encarecer o produto, deve o governo criar condições para que essa despesa não encareça o produto manufacturado.

 
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Ranking
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:58 | Domingo, 4 de outubro de 2009
As Infra-estruturas básicas de um país, são uma das partes que mais pontos rendem no Ranking dos países mais competi-vos.

O Jornal Expresso sabe disso melhor que nós.

Portugal deve subir e muito nessa lista, construindo e inovando sempre as suas infra-estruras básicas, tais como aeroportos, portos, linhas férreas e rodoviárias.
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Não se pode ser competivo internacionalmente abandonando as vantagens que temos que é o mar e as vias para a ele chegar.

 
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Grecia
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 0:05 | Segunda feira, 5 de outubro de 2009
A Grécia mudou de governo mas não mudou de preocupação para a UE que a tem que ajudar financeiramente sendo hoje o país mais frágil na zona €uro.

Que dos 300 mil milhões de défice só aos seus cidadãos deve- lhes mais de 17 mil milhões de euros.
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Mas a Grécia dos jogos olímpicos de 2004 e de novo aeroporto de Atenas e tanta outras infra-estruturas construídas novinhas em folha. tudo isso é passado sem gloria.

Pena mesmo.
 
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Brasil
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 0:19 | Segunda feira, 5 de outubro de 2009
O Banco Santander Brasil o quarto maior Banco brasileiro vai vender um quarto do seu valor. 525 milhões de acções na bolsa de new york. Valor da transacção 7 mil milhões de euros.

Os jogos Olímpicos na China fez disparar a procura e o preço do Aço no mundo. Os próximos jogos limpinhos no Brasil não vai ser diferente porque é preciso fazer tudo e muito grande e caro.

Qual é o lucro que Portugal tira do Brasil?

Não compreendo como Portugal não aproveita certas vantagens das relações que tem com o Brasil directamente e da china via Macau e da Austrália via Timor.

Porque para alem de Angola é exactamente Austrália China e Brasil que mais crescem na economia mundial.
 
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Convém ir dizendo isto...
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 2:28 | Segunda feira, 5 de outubro de 2009
Actualmente é difícil investir em Portugal 1. porque a justiça não funciona; 2. porque a carga fiscal é demasiado elevada; 3. porque os custos de produção não são competitivos.

Mas o grande Nicolau está noutro registo. Já entrou no registo de sugerir que a incapacidade do governo para fazer sair o país da crise se vai dever ao Presidente da Répública.

Vai ser preciso encontrar bodes expiatórios ou novos mitos para o justificar: os partidos da oposição e o PR estão mesmo a jeito à medida que a desculpa da crise internacional de vai esbatendo.

Por mais absuro que seja, tudo o que for muito repetido nos media pode transformar-se em facto político. Por isso convém ir dizendo isto que apregoa o Nicolau.
 
 
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