17 de abril de 2014 às 16:09
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Investidores procuram-se

Ana Campos (www.expresso.pt)
O Secretário de Estado do Empreendedorismo , Carlos Oliveira, afirmou que este Governo não acredita que deve ser o Estado a financiar as empresas, até porque não tem crédito para tal, na conferência "Dia da Competitividade em Portugal", organizada pela AIP (Associação Industrial Portuguesa), AEP (Associação Empresarial de Portugal, Câmara de Comércio e Indústria), e pela CIP (Confederação Empresarial de Portugal). Mas as empresas não contribuem para a economia do país, com postos de trabalho, impostos e, indiretamente, para a diminuição de problemas sociais? Não é através do investimento, seja ele qual for, que se obtém retorno?

Posto isto, não há outra solução para as micro, pequenas e médias empresas senão procurarem investidores, como já o fazem. Sem dúvida que as associações, centros tecnológicos e de formação, e instituições vocacionadas para a inovação e empreendedorismo têm tido um papel crucial na vida de muitas empresas. É através destes que os empresários obtêm informações, formação e qualificações que de outra forma não conseguiam, assim como o acesso a programas de financiamento.

Falando especificamente nas start-up, as nossas empresas bebés, ligadas normalmente à investigação e desenvolvimento, que contribuem com ideias boas e inovadoras, precisam que lhes depositem confiança, isto é, que invistam nelas, porque podem vir a contribuir em muito para o nosso país. É certo que há um risco envolvido, mas também possuem, normalmente, uma expectativa de crescimento muito grande quando correm bem.

Se é verdade que existem alguns programas de financiamento, feiras de empreendedorismo onde os empresários fazem o pitch - termo da moda - para potenciais investidores, será que é verdade que há um interesse e uma procura inversa? Esta é uma realidade mais americana, em que investidores e famílias milionárias apoiam determinadas empresas.

Mas como estamos no mês em que se fala às almas mais generosas e os corações se tornam mais moles, porque não apelar ao investimento em empresas recém-nascidas, que têm muito para dar e só precisam de uma oportunidade?

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