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Expresso

Internacional

Vitória curda no monte Sinjar

Forças armadas do Curdistão iraquiano apoiadas por aviões da coligação internacional quebraram cerco jihadista que durava desde Agosto

Depois de não terem conseguido conquistar a cidade fronteiriça síria de Kobane e de terem perdido algumas localidades para o exército iraquiano, os extremistas do autodenominado Estado Islâmico (EI/Daesh) acabam de sofrer um importante revés no norte do Iraque.

Os peshmerga, forças regulares do curdistão iraquiano, apoiados por aviões norte-americanos e seus aliados quebraram o cerco jihadista ao Monte Sinjar que durava desde Agosto.

As operações envolveram oito mil peshmerga e culminaram, domingo, com a reabertura de todos os acessos rodoviários à montanha onde continuava refugiado um número indeterminado de elementos da minoria religiosa e linguística yazidi, ameaçados de extermínio pelo Daesh que os considera heréticos e adoradores do diabo. Sábado, uma coluna de 32 camiões levou tendas, roupas, medicamentos e mantimentos aos, até agora, sitiados.

Domingo, a situação militar estava suficiente estabilizada para permitir a visita ao Monte Sinjar do chefe do governo autónomo curdo, Massud Barzani, que se disse pronto a colaborar com o governo iraquiano numa futura operação militar para retomar Mossul, a meio caminho entre Bagdade e o Curdistão.

Recorde-se que fora o avanço do Daesh sobre os arredores da capital curda, Erbil, e o cerco do Monte Sinjar, com a consequente ameaça de genocídio dos yazidi que levara o presidente Obama a ordenar, em Agosto, o início de ataques aéreos, depois apoiados militarmente por aviões de países europeus e do Gofo Pérsico.