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Vinte mortos em ataque a museu tunisino. Terroristas também foram abatidos

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FOTO EMMANUEL DUNAND/AFP/Getty Images

Não há portugueses entre os 18 turistas mortos quando visitavam o Museu do Bardo, situado junto ao Parlamento, em Tunis, onde no momento se discutia a aplicação de medidas antiterroristas. Foram também mortos dois tunisinos, entre os quais um polícia. Os próprios atacantes foram abatidos.

Liliana Coelho com Manuela Goucha Soares

Dois atiradores atacaram esta quarta-feira o Museu do Bardo, edifício situado junto ao Parlamento da Tunísia, em Tunis, matando 20 pessoas e ferindo 42. As autoridades tunisinas confirmam que foram abatidos dois terroristas.

Entre as vítimas mortais encontra-se um casal de reformados catalães e três italianos. O primeiro-ministro tunisino, Habib Essid, diz que entre os mortos estão também cidadãos alemães e polacos. No ataque, perderam a vida dois tunisinos, um deles  polícia.

Contactada pelo Expresso, a assessoria de imprensa do Ministro dos Negócios Estrangeiros português diz que não há nenhum português entre as vítimas deste atentado.



"Muitos querem ter oportunidades para ameaçar a nossa pátria, mas nós agiremos implacavelmente, sem piedade", declarou Habib Essid, apelando à união na luta contra o terrorismo perante a ameaça à segurança e estabilidade do país.

De acordo com o governante, os dois atiradores - que estavam armados com  kalashnikovs - terão atuado com o apoio de mais dois ou três elementos. 



Há também registo de feridos: pelo menos dois italianos e três polacos, de acordo com informações oficiais dos respetivos países.

A operação policial foi concluída com a morte de dois terroristas e a libertação de 22 reféns no Museu. O ataque ocorreu no momento em que era discutida no Parlamento a aprovação de medidas antiterroristas. Os trabalhos foram suspensos e o edifício  evacuado.



Terá sido o Daesh que levou a cabo o ataque, segundo o jornal "The Guardian". "Vocês começaram a lutar contra nós na coligação, por isso provem agora a punição", escreveu uma organização pró-Estado Islâmico na sua conta no Twitter, embora ainda não haja uma confirmação oficial.



UE unida na luta contra o terrorismo

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, já manifestou a sua solidariedade para com os familiares das vítimas, garantindo que "a Europa continuará unida com a  Tunísia na luta contra os extremistas".



O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, defendeu que a Tunísia foi hoje alvo de um ataque terrorista porque o país representa a "esperança no mundo árabe".



A Tunísia - primeiro país palco da chamada Primavera Árabe, que levou à queda do ditador Zine El-Abidine Ben Ali, em 2011 - faz parte da coligação que está a combater o Daesh no território controlado por este grupo extremista na Síria e no Iraque.



Mas, tal como noutros países, várias centenas de jovens tunisinos também têm partido para estes dois países para se juntaram ao autoproclamado estado Islâmico, o que aumentou a preocupação relativamente a ataques terroristas aquando do seu regresso ao país, levando o Governo a adotar legislação antiterrorista.



[Atualizada às 20h01]