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Venezuela reduz horário de funcionários públicos para poupar eletricidade

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A rede de energia elétrica venezuelana está dependente em 64% de fontes hidroelétricas

Carlos Garcia Rawins/Reuters

Os funcionários públicos venezuelanos vão passar a trabalhar apenas até à uma da tarde. É uma das medidas anunciadas face aos problemas de fornecimento de energia ocorridos após o aumento do calor.

A redução do horário de trabalho dos funcionários públicos venezuelanos para entre as 7h30 e as 13h é uma das medidas anunciadas pelo regime venezuelano para fazer frente aos problemas no fornecimento de energia elétrica que surgiram na sequência do aumento do calor.

"O sistema está a começar a ter problemas de estabilidade e nós temos de tomar medidas preventivas para fazer face ao aumento do consumo de eletricidade", declarou Jesse Chacón, ministro da Eletricidade venezuelano.

O governante indicou que o consumo aumentou 1500 megawatts em apenas uma semana, atingindo os 18.000 megawatts.

As medidas de restrições estendem-se também aos consumidores privados e às empresas, com os centros comerciais, hotéis e fábricas a terem de reduzir os seus consumos da rede pública, nomeadamente com recurso a geradores privados, entre as 12h e as 14h e entre as 18h e as 22h.

Cortes em pelo menos 10 dos 24 estados

"Nós estamos a apelar à consciência de todos para usarem a energia eficientemente", afirmou o vice-presidente Jorge Arreaza, numa declaração transmitida na televisão pública. Arreaza referiu que a maior parte dos consumos é de privados e apelou a todos para que reduzam a potência dos ares condicionados.

Apesar da Venezuela ser um dos países mais ricos em petróleo, a sua rede de energia elétrica está dependente em 64% de fontes hidroelétricas e os cortes no fornecimento são comuns.

As medidas foram anunciadas numa altura em que já se estava a verificar um racionamento do fornecimento em algumas zonas de Caracas e após, na segunda-feira, terem ocorrido cortes em pelo menos 10 dos 24 estados venezuelanos.

O Presidente Nicolás Maduro considerou que alguns dos cortes se deveram a atos de "sabotagem", mas os seus críticos acusam-no de não ter investido o suficiente no sector.