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Velas, flores e laços amarelos para não esquecer 16 de abril de 2014

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Uma centena famíliares efetuou na quarta-feira à tarde uma vigília de barco junto ao local do naufrágio do ferry

FOTO Getty

Foi há um ano: 304 pessoas perderam a vida num naufrágio na Coreia do Sul. O capitão foi condenado a 36 anos de prisão.

Um ano após o acidente do ferry Sewol, que naufragou há um ano na Costa da Coreia do Sul, causando 304 mortos, assinala-se a data da tragédia com uma série de cerimónias pelo país.

Mais de uma centena de famíliares efetuou na quarta-feira à tarde uma vigília de barco junto à ilha de Jindo, acendendo velas e depositando flores e laços amarelos em memória das vítimas.

Mas é esta quinta-feira que se realizam as cerimónias principais. Depois de uma homenagem junto à Câmara Municipal de Seul haverá outros eventos junto ao Liceu em Ansan - uma vez que entre as vítimas do naufrágio estavam 250 alunos - e num memorial que foi construído na cidade.

Os familiares das vítimas não querem, contudo, a presença do primeiro-ministro Lee Wan Koom no último evento, por considerarem que o seu Executivo está a travar um inquérito independente sobre o acidente. Além disso, exigem que o Governo cumpra com a sua promessa de trazer à tona a embarcação, com vista à recuperação de nove corpos que continuam desaparecidos.

Entretanto, o Presidente sul-coreano Park Geun-Hye já garantiu esta quinta-feira que  "serão tomados todos os passos necessários para trazer o ferry à superfície o mais breve possível".

Segundo o primeiro inquérito ao acidente, o ferry de 6825 toneladas ia sobrelotado, havendo negligência por parte da empresa e da tripulação.

Apesar de o Governo sul-coreano ter prometido uma maior fiscalização no sector, com a aprovação de novas leis em julho, os cidadãos não estão otimistas. Nove em cada 10 sulcoreanos defendem que a segurança não melhorou, revela um inquérito realizado pelo Centro de Investigação da Coreia do Sul, segundo a AP.



O capitão do ferry, Lee Joon-Seok, de 69 anos, que abandonou a embarcação foi condenado a 36 anos de prisão, enquanto o CEO da empresa que operava o ferry foi condenado a 10 anos de prisão.

No dia 16 de abril de 2014, o ferry Sewol naufragou com 476 pessoas a bordo ao largo da ilha de Jingo, sendo que apenas 75 estudantes sobreviveram.