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Uma noite infernal

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Os rebeldes estão a vançar para a cidade de Aden

Reuters

Arábia Saudita continua a bombardear a capital do Iémen, enquanto rebeldes avançam para sul. "Foi uma noite infernal", relatou um diplomata destacado em Saná. Segunda-feira amanheceu com ataques aéreos contra a zona do palácio presidencial, adjacente ao bairro das embaixadas.

A coligação liderada pela Arábia Saudita levou a cabo mais uma série de ataques aéreos contra a capital do Iémen durante a noite e o principio do dia de segunda-feira. Os bombardeamentos levaram dezenas de famílias a abandonar Saná.

Um residente indicou à agência Reuters que os ataques pareceram incidir principalmente sobre a zona do palácio presidencial, adjacente ao bairro das embaixadas. "Foi uma noite infernal", descreveu um diplomata destacado no Iémen. Residentes da zona referiram que os ataques também atingiram a montanha Nugum, situada junto à capital.

O Ministério da Saúde, controlado pelos rebeldes huthi, indicou que os ataques aéreos ocorridos na noite de sábado para domingo causaram 35 mortos e 88 feridos, mas estes dados não são confirmados por fontes independentes.

Rebeldes avançam para Adém

Arábia Saudita anunciou, na quinta-feira passada, ter iniciado bombardeamentos, conjuntamente com outros nove países muçulmanos sunitas, em ataques que procuram fazer recuar os rebeles houthi (xiitas), que conquistam terreno desde setembro.

Entretanto, os huthi continuam a avançar para sul, tentando tomar o controlo da cidade portuária de Adém, antiga capital do Iémen do Sul quando o país esteve dividido em dois (Saná, hoje capital do Iémen unido, era capital do Iémen do Norte).

A situação levou o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, a anunciar esta segunda-feira que o seu país começou a retirar os seus 590 cidadãos do Iémen.

De acordo com a Rádio Nacional da China, a marinha chinesa enviou para o país uma frota que, até agora, realizava trabalhos de escolta no golfo de Adém contra piratas somalis, formada pelas fragatas "Linyi" e "Weifang" e a barco de apoio "Weishanhu".