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Um avião e tanto mundo lá dentro

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Memorial improvisado na Escola Secundária Joseph Koenig em Haltern am See, Alemanha. Entre as vítimas da queda do A320 da Germanwings estão 16 alunos e dois professores deste estabelecimento de ensino

Maja Hitij/EPA

A bordo do A320 da Germanwings que caiu esta terça-feira de manhã no Alpes seguiam passageiros de três continentes.

Carlos Abreu, com agências

Pelo menos três britânicos e um israelita encontram-se entre os 150 mortos da queda do A320 da Germanwings, esta terça-feira nos Alpes franceses. "Não podemos afastar a hipótese de haver mais britânicos entre as vítimas", disse esta manhã o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Philip Hammond. A notícia da morte de um cidadão israelita também foi confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Eyal Baum, de 39 anos, vivia em Barcelona com a sua mulher e a sua irmã, disse à Rádio do Exército o responsável máximo pela diplomacia israelita, Liat Baum. "Era uma pessoa fantástica, sempre sorridente, de quem era fácil de gostar", acrescentou o governante.

Entre os 144 passageiros e os seis tripulantes que viajavam de Barcelona, em Espanha, para Dusseldorf, na Alemanha, estavam, 72 alemães, 51 espanhóis [dados do Governo espanhol], dois colombianos, dois argentinos, dois mexicanos, dois australianos, um belga, um colombiano, três britânicos, um dinamarquês, um americano, dois iranianos, um israelita, três cazaques, dois japoneses, de acordo com o balanço feito às 15h50 de quarta-feira, que apontava para sete passageiros cuja nacionalidade é desconhecida, embora se saiba que estavam cidadãos turcos a bordo.

Esta tarde, em comunicado, o governo de Madrid anunciou a identificação de mais duas vítimas de nacionalidade espanhola. Mas, algumas horas antes, o secretário de Estado da Segurança do governo de Madrid referiu 49 vítimas. Francisco Martinez explicou em conferência de imprensa que autoridades tinham chegado a este número ao comparar a lista de passageiros com as informações recolhidas junto dos seus familiares. 

Francisco Martinez disse ainda aos jornalistas que entre as vítimas estariam dois americanos, dois australianos, dois iranianos, dois venezuelanos, dois argentinos, um colombiano, um japonês, um dinamarquês, um belga, um holandês e um israelita.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês também já apresentou a sua lista. Segundo Laurent Fabius embarcaram no A320 da Germanwings cidadãos de 12 nacionalidades, sobretudo alemães e espanhóis. "Fui ainda informado de que a bordo do aparelho também estavam nacionais da Argentina, Austrália, Bélgica, Colômbia, Dinamarca, Grã-Bretanha, Israel, Japão, Marrocos, México e Holanda", disse o responsável pela diplomacia francesa à BFMTV.

Durante uma visita ao gabinete de crise instalado no Ministério do Administração Interna, em Paris, o primeiro-ministro Manuel Valls referiu ainda a existência de um americano entre as 150 vítimas.

No entanto, o porta-voz do Departamento dos Estados Unidos, Jen Psaki, confirmou mais tarde que são três as vítimas norte-americanas. Duas delas, Yvonne Selke e Emily Selke, eram mãe e filha, de 58 e 22 anos repetivamente, e econtravam-se de férias em Barcelona. A identidade do terceiro morto ainda não foi revelada, uma vez que as autoridades norte-americanas estão a tentar contactar com os familiares.

As discrepâncias entre os números de vítimas espanholas e as listas de nacionalidades divulgadas esta quarta-feira de manhã poderão ser explicadas pela existência de diversos passageiros com dupla nacionalidade.

Em declarações à imprensa esta manhã em Seyne-les-Alpes, o procurador-geral de Marselha, Brice Robin, disse que a identificação das vítimas deverá levar "várias semanas".

 

[Notícia atualizada às 19h00. Departamento dos Estados Unidos contabiliza três vítimas norte-americanas ]