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Último doente com ébola na Libéria teve hoje alta

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O Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, e a Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, estiveram na conferência desta terça-feira, em Bruxelas

JULIEN WARNAND / EPA

Este país africano poderá estar finalmente livre da doença, que já matou um total de 23.969 pessoas desde o início do surto, em dezembro de 2013.

A Libéria anunciou que não tem casos confirmados de Ébola no país, depois da paciente Beatrice Yardolo, uma professora inglesa de 58 anos contaminada com o vírus, ter sido autorizada a deixar o hospital.

O vice-ministro da Saúde da Libéria, Tolbert Nyenswah, disse não haver mais casos confirmados da doença, uma informação corroborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A alta hospitalar dada a Yardolo significa que a Libéria iniciará agora um período de espera de 42 dias, no fim do qual será considerada definitivamente livre da doença.

Desde o início do surto, em dezembro de 2013, 23.969 pessoas em nove países contraíram o vírus, das quais 9807 acabaram por morrer. Há seis meses, a Libéria registava 300 novos casos da doença por semana, e atingiu um total de 9249 casos e 4117 mortos. 

Nenhuma das 45 amostras de sangue recolhidas em todo o país na última semana deu positivo para a presença do vírus. 

A OMS garantiu que esta foi a primeira vez, desde 26 de maio do ano passado, que não se registaram novos casos. Em contrapartida, na Guiné Conacri e na Serra Leoa verificaram-se 132 novos casos confirmados no mesmo período. Na Serra Leoa, o país com maior número de infetados, 11.466, morreram 3546 pessoas e a transmissão da doença é "ainda generalizada", avisou a OMS.

Na Guiné Conacri registou-se um total de 3219 casos de pessoas contaminadas com Ébola, das quais 2129 morreram.

Apesar da epidemia parecer estar à beira do fim, há receios de que o número de vítimas nestes países possa ser substancialmente mais elevado do que revelam as estimativas oficiais.

"Apesar das estatísticas mostrarem que mais de 9000 pessoas morreram de Ébola, os nossos voluntários no terreno foram chamados a enterrar 14 mil, o que significa que muitas mais terão morrido com a doença", afirmou Mohammed El-hadj Assy, secretário-geral da Cruz Vermelha, numa conferência sobre o vírus, esta terça-feira, em Bruxelas.