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Ucrânia. Jornalista pró-russo assassinado à porta de casa

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Oles Buzina

Reuters

O jornalista ucraniano Oles Buzina, conhecido pelas suas visões pró-russas, foi alvejado à porta de casa, em Kiev. Esta é a segunda morte de figuras públicas pró-russas no espaço de dois dias. Poroshenko diz tratarem-se de atos "deliberados", feitos pelas mãos dos "inimigos".

O jornalista ucraniano Oles Buzina foi assassinado esta quinta-feira à porta da sua casa, em Kiev. A notícia foi avançada por Anton Herashchenko, conselheiro do Ministério do Interior da Ucrânia, que acrescentou que os tiros foram disparados a partir de um carro em andamento. Oles era conhecido pelas suas visões pró-russas publicadas no jornal diário "Sevodnya" e foi assassinado um dia após o político pró-russo Oleh Kalashnikov ter sido encontrado morto em Kiev. 

"Esta quinta-feira, às 13h20, dois indivíduos de cara tapada dispararam contra o jornalista Oles Buzina", pode ler-se num comunicado emitido pelo Ministério do Interior.  

Buzina, de 45 anos, foi editor no jornal em que trabalhava até março passado e, em 2012, candidatou-se a deputado pelo Bloco Rússia (um partido banido na Ucrânia em 2013), mas não foi eleito. 

Herashchenko acredita que as mortes de Oles e Kalashnikov estão relacionadas com o envolvimento no movimento ucraniano "Anti-Maidan", que se opõe à derrota de Victor Yanukovych nas eleições presidenciais do ano passado naquele país. Além disso, os dois homens eram testemunhas num processo judicial relacionado com ativistas pró-russos que atacaram manifestantes na Praça da Independência, em Kiev.

O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, já ordenou uma investigação aos dois assassinatos, apelidando-os de atos "deliberados", feitos pelas "mãos dos nossos inimigos". Também o Presidente russo Vladimir Putin expressou a sua preocupação perante estas mortes, numa conferência televisiva que faz anualmente em Moscovo: "Não é o primeiro assassinato político. A Ucrânia está a lidar com mortes deste género há já algum tempo." 

Pelo menos oito funcionários do Governo de Yanukovych morreram inesperadamente nos últimos três meses. Inicialmente, as autoridades locais julgaram tratar-se de suicídios, mas rapidamente surgiu a possibilidade de algumas pessoas terem sido mortas ou forçadas a porem termo às suas vidas.