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Ucrânia. Estados Unidos acusam Moscovo e pró-russos de criarem "reino de terror"

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Irina Gorbasyova/EPA

"Este conflito fabricado, controlado pelo Kremlin, alimentado por tanques e armas pesadas russas, financiado pelos contribuintes russos, matou mais de 6.000 ucranianos."

Os Estados Unidos afirmarm esta terça-feira que existe um "reino de terror" na Crimeia e no leste da Ucrânia, imposto por rebeldes separatistas pró-russos e por Moscovo.

"Embora a Ucrânia seja uma nação pacífica, democrática e independente em 93% do seu território, a Crimeia e o leste da Ucrânia estão sob o controlo de um reino de terror", disse a secretária de Estado adjunta para a Europa, Victoria Nuland, na Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado.

Nuland criticou "a ocupação ilegal e as violações dos direitos humanos" na Crimeia, anexada por Moscovo em março de 2014, assim como "a violência e os saques terríveis" que serão perpetrados pela "Rússia e pelas suas marionetas separatistas" no leste ucraniano.

"Este conflito fabricado, controlado pelo Kremlin, alimentado por tanques e armas pesadas russas, financiado pelos contribuintes russos, matou mais de 6.000 ucranianos, mas também centenas de jovens russos enviados para lá pelo Kremlin para lutarem e morrerem, numa guerra que o seu governo nega", disse ainda a responsável.

Na semana passada, diante da Comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, Nuland afirmou que "milhares e milhares" de soldados russos foram enviados para o leste da Ucrânia para ajudarem os rebeldes pró-russos.

Moscovo sempre desmentiu qualquer envolvimento militar no conflito ucraniano.