Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Ucrânia. Armamento pesado afasta-se da linha da frente

  • 333

Soldado ucraniano em cima de um veículo militar.

GLEB GARANICH/REUTERS

"Há cessar-fogo ou não há cessar-fogo - tudo depende da forma como se encara a situação" explica Poroshenko, depois de anunciar que os separatistas retiraram uma parte "significativa" de armamento pesado da linha da frente, a par dos seus soldados. 

O Presidente ucraniano anunciou esta segunda-feira que os rebeldes pró-russos retiraram uma parte "significativa" de armamento pesado da linha da frente.

No discurso proferido na televisão ucraniana, Petro Poroshenko informou que as forças governamentais também "retiraram" a sua "parte de leão" da artilharia pesada.

Quanto ao cumprimento das tréguas, o Presidente ucraniano explicou que "há cessar-fogo ou não há cessar-fogo - tudo depende da forma como se encara a situação."

Contas feitas, Poroshenko anunciou que desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 15 de fevereiro já morreram 64 soldados ucranianos, no total de 1.549 desde o início do conflito em abril do ano passado. Segundo o último relatório das Nações Unidas, o número total de vítimas no conflito já ultrapassou os seis mil.

Depois do acordo de paz assinado em meados de fevereiro, em Minsk, os dois lados da guerra deveriam ter retirado o armamento pesado até ao início de março.

Preocupação para o Ocidente

Esta terça-feira, o ministro de Negócios Estrangeiros britânico Philip Hammond mostrou-se preocupado com o conflito, e afirmou que a Rússia pode vir a representar uma grande ameaça e importante causa de preocupação para o Ocidente: "A rapidez com a qual a Rússia moderniza as suas forças militares e o seu armamento combinado com a postura cada vez mais agressiva, e o modo como as suas aeronaves têm vindo a trespassar o espaço aéreo dos países da NATO, são importantes causas de preocupação.", disse citado pelo diário "The Guardian".

Hammond disse ainda que o seu Governo está a considerar tornar públicas as informações secretas sobre o dinheiro que os aliados de Vladimir Putin têm depositados nos bancos Ocidentais como forma de pressionar a Rússia.