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Internacional

Ucrânia anuncia nova trégua com os rebeldes

O acordo de cessar-fogo foi confirmado por Petro Poroshenko, Presidente ucraniano, e por Andrei Purgin, primeiro-ministro adjunto da auto-proclamada República Popular de Donetsk

STRINGER/REUTERS

O acordo de cessar-fogo tem início a 9 de dezembro. O Presidente ucraniano e o primeiro-ministro adjunto da autoproclamada República Popular de Donetsk confirmaram que a trégua pretende assegurar a execução do acordo de Minsk.

A Ucrânia anunciou uma nova trégua com os separatistas pró-russos. O acordo de cessar-fogo, anunciado ontem, quinta-feira, pretende pôr fim a um dos mais violentos conflitos travados na Europa nas últimas décadas.

No dia 9 de dezembro, data de início da trégua, as tropas ucranianas vão fazer um "dia de silêncio", referiu o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, citado pela Al-Jazeera. Um dia depois, a 10 de dezembro, a Ucrânia vai começar a retirar as armas pesadas da linha da frente, na zona leste, na condição de que os separatistas também respeitem o cessar-fogo, afirmou fonte do gabinete do Presidente ucraniano.

Prevê-se ainda o estabelecimento de uma zona desmilitarizada de cerca de 30 km entre os combatentes e a garantia de autonomia limitada aos separatistas.

A trégua, cuja data de início foi decidida com o apoio de emissários russos e europeus, pretende assegurar a execução do acordo de Minsk, referiu Poroshenko. Recorde-se que o acordo, assinado na capital da Bielorrússia a 5 de setembro deste ano, pretende pôr fim ao conflito entre russos e separatistas, que já fez mais de 4300 mortos desde abril.

Andrei Purgin, primeiro-ministro adjunto da autoproclamada República Popular de Donetsk, confirmou que a nova trégua surge na sequência do acordo. "O grupo [de Minsk], que incluiu as nossas forças armadas e as ucranianas, bem como a OSCE [Organização para a Segurança e Cooperação na Europa] e mediadores russos, acordou um cessar-fogo para 9 de dezembro", referiu Purgin, também citado pelo canal televisivo árabe, que se recusou a revelar se o acordo vai efetivamente ser aplicado.

Didier Burkhalter, Presidente suíço e líder em exercício da OSCE, referiu que "há alguns pontos que não estão claros" nesta trégua, nomeadamente a data. O anúncio de cessar-fogo pode não significar o fim dos combates entre separatistas e as forças regulares ucranianas, que noutras ocasiões em que foram anunciadas tréguas se recusaram a ouvir os seus líderes políticos.