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Tufão atinge as Filipinas. Mais de um milhão de pessoas deslocadas

Os ventos fortes têm provocado a queda de árvores e de postes de eletricidade

EPA

Os ventos fortes com rajadas até aos 170 km/h já provocaram o corte de comunicações em várias zonas do arquipélago. 

Raquel Albuquerque com agências

O tufão Hagupit, que era esperado nas Filipinas este fim de semana, atingiu a parte oriental do arquipélago e obrigou à deslocação de mais de um milhão de pessoas, devido à intensidade da tempestade.

Os ventos fortes de 140 quilómetros por hora (km/h) e as rajadas até 170 km/h provocaram a queda de árvores e de postes de eletricidade, resultando no corte das comunicações em várias zonas. Alguns desses locais estão ainda a recuperar dos estragps causados pelo tufão Haiyan, que atingiu o arquipélago em novembro do ano passado, provocando milhares de mortos, desaparecidos e desalojados.

Segundo a estação de televisão local ANC, o tufão causou a morte a pelo menos duas pessoas - uma menina de um ano e um homem de 65 anos, que terão morrido devido a hipotermia na localidade de Estancia, na província de Iloílo, no centro do país. Segundo a Reuters, a rádio local aponta para quatro mortes no total, embora os números ainda não tenham sido confirmados oficialmente. 

O tufão tocou terra na noite de sábado na localidade de Dolores, na província de Samar Oriental (leste) e deslocava-se nesta manhã de domingo em direção a noroeste, à velocidade de 15 quilómetros por hora. O Conselho Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres advertiu para a necessidade de manter as medidas de precaução em relação ao tufão. 

Mais de um milhão de pessoas teve de abandonar as suas casas, sobretudo nas zonas costeiras. Os habitantes deslocaram-se para abrigos, onde ainda se encontram.

O furacão Hagupit chegou a ser categorizado como um "super-tufão", de categoria 5, de acordo com a Reuters, mas foi entretanto reduzido para a categoria 2, com menos intensidade.