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Tsipras estende a mão a Putin

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O primeiro ato público de Alexis Tsipras em Moscovo foi um gesto de cortesia, depositando uma coroa de flores no túmulo do Soldado Desconhecido. Esta tarde o primeiro-ministro grego encontra-se com o Presidente russo, Vladimir Putin

IVAN SEKRETAREV/EPA

O primeiro-ministro grego já está na Rússia para tentar firmar uma aliança entre Atenas e Moscovo. Não deverá conseguir, mas a Europa observa com atenção às suas movimentações.

Chrstiana Martins

Alexis Tsipras chegou esta terça-feira à noite a Moscovo e o seu primeiro ato público, já esta manhã, foi um gesto de cortesia, depositando uma coroa de flores no túmulo do Soldado Desconhecido. A visita do primeiro-ministro grego acontece num momento crítico, em que ainda não foi encontrada uma saída para o pagamento da dívida remanescente do Estado grego aos credores internacionais de 7,2 mil milhões de euros. Tudo acontece enquanto as negociações com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional atravessam uma fase decisiva. 

Dividido entre o cumprimento das promessas eleitorais e as exigências de maior austeridade por parte dos credores internacionais e apoiado por 78% dos eleitores gregos, Alexis Tsipras tenta uma saída alternativa, procurando o apoio do controverso Presidente russo, Vladimir Putin.

O encontro entre os líderes está previsto para a tarde desta quarta-feira e o tema fundamental será a discussão das possibilidades de cooperação económica entre os dois países. A versão oficial grega é que Tsipras não terá pedido dinheiro à Rússia para pagar os compromissos financeiros da Grécia. Em cima da mesa poderá estar a concessão aos gregos de descontos no pagamento do gás russo e, como contraoferta, Tsipras poderá propor o fim da cooperação grega com o embargo da União Europeia à venda de produtos agrícolas à Rússia. 

A aproximação de Tsipras a Putin está a ser observada com grande atenção pelos líderes europeus. O presidente do Parlamento europeu, Martin Schulz, disse durante o último fim de semana a um jornal alemão, que o primeiro-ministro grego "não deve desagradar aos seus parceiros europeus", sob o risco de quebrar a unanimidade da UE face à Rússia.