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Tsipras aceita frente a frente com Merkel em Berlim

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BRUXELAS Grécia volta às conversações com os parceiros europeus no final desta semana

FOTO REUTERS

Líderes da Grécia e da Alemanha encontram-se pela primeira vez no próximo dia 23.

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

O primeiro-ministro grego disse 'sim' ao convite de Angela Merkel para uma visita oficial  a Berlim, anunciou o governo alemão.  Os dois líderes europeus  conversaram esta tarde e o encontro ficou agendado para dia o próximo dia 23, segunda-feira.  

Tsipras necessita de ganhar o avanço juntos dos parceiros europeus e, numa altura em que a Alemanha tem demonstrado relutância em curvar-se aos apelos de compromisso da Grécia e o clima de tensão diplomático aumenta, o apoio de Merkel é entendido como crucial.

Setenta anos depois do fim da II Guerra mundial, a Grécia pretende que Alemanha pague o crédito que Atenas foi obrigada a conceder ao III Reich e indemnize as vítimas da ocupação nazi. Alexis Tsipras fez a exigência na passada terça-feira, durante uma sessão parlamentar com o objetivo de criar uma comissão para o efeito, esperando "resultados" já neste mandato.

Tsipras garantiu que a Grécia "vai cumprir com as obrigações, mas o Governo também irá trabalhar para que os outros também cumpram com as suas".  O novo governo do partido antiausteridade Syriza chegou ao poder a 25 de janeiro.

A Grécia tenta persuadir os credores internacionais para renegociar os termos do resgate e assegurar a necessária ajuda financeira. O encontro com Merkel ocorrerá poucos dias após a reunião de cúpula da União Europeia agendada para o final desta semana em Bruxelas.

Muito se tem falado sobre a falta de liquidez que o país enfrenta. Na semana passada, fonte da União Europeia, citada pela Bloomberg, referia que as reservas financeiras de Atenas só durariam até ao final de março. 

No sábado, numa intervenção num fórum sobre "o Cenário da Economia e Finanças" que teve lugar em Cernobio, Itália, o ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis propôs a criação do 'Plano Merkel'. Ou seja, um programa comunitário de recuperação de investimento sob gestão do Banco Europeu de Investimento. Varoufakis sublinhou que o "peso da crise caiu sobre os países em maior dificuldade".